FAN SCROLLS – Prelúdio

The Fan Scrolls:

SKYRIM

PRELUDIO

[Fora do Tempo e do Espaço]

[Legion Tower]

Tédio. Essa terrível sensação estava pairando sobre Adryelli, enquanto ela olhava para o monitor, onde luzes aleatórias piscavam, mas nada de interessante acontecia. A japinha se inclinava na mesa, apoiando o rosto na própria mão, e soprava a mecha rebelde que teimava em cair por cima do rosto.

Na Távola Redonda ao centro da sala, Ellen deixava suas unhas secarem enquanto ela lia um magazine online no seu console, tentando ignorar o barulho do teclar constante que vinha do terminal da Cristina, que estava aproveitando os últimos vestígios de um surto criativo. Na sala de estar, separados por uma plexyglass à prova de som, Helena estava compenetrada cercada de livros, enquanto no telão, Vinnie também estava compenetrado, só que com a simulação que ele estava programando.

– “Ai ai… não tem nada acontecendo… nenhum Flame War, nem Trolls fazendo confusão…” – Dry reclamou.

– “Já assistiu Arrow?” – Ellen sugeriu

– “Já.” – A Japa respondeu.

– “Já reviu Smallville?” – a Luthor sugeriu

– “Já.” – Dry respondeu, ainda mais pra baixo.

– “Já leu os quadrinhos?” – A morena sugeriu

– “…já…” – A sensação de desolação começou a tomar conta

– “Então, meu amor, já que você não tá fazendo nada, que tal fazer as unhas do meu pé?” – Ela falou, descruzando as pernas e oferecendo o pé com um sorriso cínico.

A Sacerdotisa não se abalou com o olhar sujo que ela recebeu da japa, que manteve o olhar por alguns segundos, antes de dar a língua para ela e se levantar. Com um sorriso satisfeito, Ellen voltou a cruzar as pernas e voltou a ler. Alheio a ela, Adryelli se aproximou de Cristina, vendo se talvez ela pudesse se entreter com o que quer que a moça estivesse escrevendo. Mal terminou o primeiro parágrafo, a Japinha estava vermelha como um tomate, após descobrir de forma traumática usos sexuais para certos utensílios domésticos que ela jamais tinha imaginado…

De repente, as comportas do turboelevador se abriu, revelando Diogo e Allan, trazendo um moleque de boné de time de baseball, roupas largas, tênis de marca, e algemado. Diogo tinha a expressão levemente constrangida, mas amistosa como de sempre. Já Allan estava com a cara fechada. Ele jogou o moleque numa cadeira, fazendo o boné dele cair e revelando o cabelo a-lá Justin Bieber…

– “Olha aí o Trollzinho que tava agitando lá nos grupos.” – Allan falou, largando em cima da mesa um bastão energético.

O barulho fez Cristina se acordar pro resto do mundo. Ela levantou a cabeça e notou a arma, o moleque, os rasgões na farda preta dos dois rapazes e o fogo no olhar de Allan. Deusas, o calor que subia quando ela via o Legionário daquele jeito… Respirando fundo, e botando sua poker face, a escritora falou:

– “Então, esse é o ‘valente’ que estava tumultuando a conversa das meninas?” – Ela perguntou, segurando os óculos com dois dedos, com a ponta do óculos entre os dentes.

– “Num fui eu não, Tia…” – O moleque falou

SLAP!!

O tapão que Allan deu no pé do ouvido do meliante quase o fez voar para fora da cadeira. Ele girou a cadeira para deixar o guri de frente para ele, se inclinando e encarando-o com um dedo na cara:

– “Tia é a puta que o pariu, moleque! Você mente de novo pra mim, e eu te faço voar daquela janela, sacou?” – Ele disse, de forma ameaçadora.

O moleque se tremeu todo, e Kika também, mas com emoções diferentes.

– “Nós rastreamos o sinal até um condomínio em Nova Friburgo. Nós tentamos ser diplomáticos, mas daí ele chamou por reforços.” – Diogo falou, enquanto guardava as Stun Guns.

– “Uma dúzia de coloridos apareceu, e nós tivemos que abrir nosso caminho na marra.” – Allan falou, sem tirar os olhos do moleque aterrorizado – “Enquanto o Crayon aqui tentava deletar os logs, né, Justin Bieber?”

Os beiços do moleque começaram a tremer, e os olhos já estavam cheios de lágrimas.

– “Eu espero que vocês não tenham se machucado muito.” – Adryelli falou

– “Por favor, Dry.” – Diogo falou, com um sorriso levemente cafajeste – “Nós lutamos contra Kryptonians. Isso não foi nem treino.”

– “O Diogo, com essa carinha de santo, disparou contra o saco de um deles, que quase me deu pena.” – Allan falou, com orgulho.

Adryelli balançou a cabeça positivamente, quando a comporta novamente se abriu, revelando
João Victor. Ele trazia na mão um gadget, e se aproximou, falando:

– “Alguém fez a requisição de um desprogramador?” – Ele falou.

– “Fui Eu.” – Diogo falou, e notando o rapaz, ele ficou pensativo – “ Eu te conheço de algum lugar…”

– “Eu servi nas Guerras Smalvillianas.” – Victor respondeu.

– “Ele é um dos Arrowers.” – Allan explicou – “E aí, JV, você já viu um desprogramador em ação?”

– “Não, nunca…” – O rapaz respondeu, meio nervoso. A fama de Allan certamente o precedia.

Colocando o equipamento na mesa, o Veterano falou:

– “Então, relaxe e aproveite o espetáculo.” – Allan falou, montando o dispositivo de aparência complicada

– “O-o que q-que é i-isso?” – O moleque colorido perguntou, temeroso.

– “Isso, filho, é o que vai ter fazer gente, ou te matar tentando.” – Allan respondeu, numa voz calma e fria.

Adryelli olhou levemente receosa, pois ela sabia da fama daquele famigerado equipamento, mas nunca o havia utilizando antes. Ellen, por outro lado, havia usado em outros, e virou-se, observando com um olhar sádico ao que Allan e Diogo programavam os parâmetros na máquina.

– “Comece em doses leves, para não fritar o cérebro sub-humano dele.” – A Legionária sugeriu.

Se virando para ela, Allan deu um sorriso predatório:

– “Você tem seu método, e eu tenho o meu, Luthor.” – Ele disse, deixando o rosto sério e ameaçador ao final.

Ellen não falou nada. Ela não tinha se mantido viva escolhendo brigas que ela não podia vencer. Alheio ao confronto, Diogo continuou a programar o equipamento:

– “Vai começar nesse mesmo?” – Ele perguntou, se referindo ao parâmetro na tela.

– “Esse aí mesmo. Ou conserta, ou quebra de vez.” – Ele disse, olhando diretamente para o meliante, que já tava chorando na cadeira.

– “Ok, você quem manda…” – Diogo falou, realmente não querendo discutir.

Ele ativou o aparelho e se afastou, caso o colorido não aguentasse… o moleque ficou aterrorizado quando ele começou a ouvir o som de lâminas de tosa se ligarem, e sons completamente alienígenas soando em seus ouvidos…

Aah-aaaave Mariiiiih- iiiiahhhh…”

Ignorando os gritos de agonia do moleque, Allan explicou sua metodologia ao João Victor:

– “Começando por Bach, daí vem Beethoven, Mozart, Strauss, e aí nós pulamos pra Glen Miller, e todo o movimento progressista de 60 e 70.” – Ele explicou – “ Termina com U2 e Greenday para dar uma consciência política correta e um corte curto militar, que ele vira um cidadão produtivo.”

– “E o resto da gangue dele?” – Cristina perguntou

– “Já cuidamos deles . Na UTI onde eles vão passar o resto do ano só passa TV Cultura, TLC e Reruns de Doctor Who Clássico.” – Diogo falou, e olhando ao redor, ele perguntou – “E aí, o que tem de bom pra hoje?”

Adryelli olhou para o ex-Líder Rebelde murcha:

– “Isso foi o máximo que emoção que nós tivemos aqui hoje.” – Ela falou, apontando com o olhar para o Colorido.

– “Eu estava arrancando as últimas gotas de inspiração para meu próximo livro.” – Kika falou

– “Eu estava secando as unhas.” – Ellen declarou

Allan, João Victor e Diogo trocaram olhares, e então o Arrower perguntou:

– “E aqueles dois?” – Victor perguntou.

Cristina olhou por cima do ombro, e vendo os dois Legionários, ela disse:

– “Amid… quer dizer, Helena tá estudando aqueles tomos supremos de enfadonhamento, e Vinnie… bem, ele tá jogando, eu acho?”

– “Zôrra, Ele é foda mesmo… o cara tá se divertindo enquanto vocês ficam aqui entediadas?” – Allan reclamou, e caminhou na direção da sala – “Isso não fica assim não. Ele não é mais Executor e não tem privilégios.”

Diogo balançou a cabeça em negativa, seguindo atrás do seu amigo, e Cristina também seguiu, só para ver o que mais o Legionário iria fazer. Dry também foi atrás, receosa, e Ellen foi atrás, lamentando não ter pipoca e guaraná para ver o circo pegar fogo. João Victor foi atrás por que, sinceramente, ele não queria ficar pra ver o colorido ser desprogramado.

Allan marchou até a sala, e a plexyglass se abriu, revelando a sinfonia calma que soava lá dentro. Helena ergueu a cabeça, observando toda a comitiva que se aproximava com curiosidade:

– “Olá Allan. Olá Diogo.” – Helena os saudou.

– “Olá, Majes… Helena.” Allan a saudou de volta.

– “Olá Helena. Esse aqui é o João Victor.” – Ele apresentou o Arrower.

Ele avançou, passando pela mesa, até parar bem atrás do seu alvo. Ele esperou um momento, mas notando que o Legionário estava usando fones de ouvido, ele bateu no ombro dele.

– “Ei, Vinnie.” – Allan falou

– “Oh, ei, Allan, Diogo… Vocês precisam de alguma coisa?” – Ele perguntou

– “Preciso sim. Preciso que você pare de jogar seu joguinho aí e dê um pouco de atenção ao resto da galera, por que, se você não notou, nós estamos no intervalo do mid-season, e não tem nada acontecendo, e as moças estão entediadas enquanto você fica aí no seu mundinho.” – Allan deu seu sermão..

Vinnie se levantou da sua cadeira, e falou:

– “Eu não estou jogando um joguinho, Allan, isso é uma simulação extremamente complexa que eu estou programando.” – O Geek respondeu.

– “Pra mim, parece um jogo.” – Cristina falou

– “Eu ainda não renderizei todos os layers, por que eu estou em fase de testes.” – Ele se defendeu

– “Cara, isso é Elder Scrolls, não é não?” – João Vitor falou – “Eu já joguei Skyrim, era muito bom.”

– “Sim, e não…. João Victor, certo?” – Vinnie perguntou, e recebendo confirmação visual, ele continuou – ”Isso é uma simulação baseada em Skyrim, só que muito mais imersiva. Na verdade, é tão imersiva que a Mary está trabalhando comigo nela.”

A menção da Primeira CHLOISer fez com que Ellen se interessasse. Dry olhou curiosa e perguntou:

– “Como assim ela está lhe ajudando? Onde está ela?” – Ela perguntou

Virando-se para a tela, ele apontou para uma personagem feminina que estava lutando contra um gigante:

– “Lá está Mary.” – Ele falou, e notando que ela estava em problemas, ele apressou-se em sentar-se na cadeira, e colocou seus fones, onde uma certa Legionária estava gritando – “Oi, sorry, Mary, eu me distraí…. sim…mandando um bônus de level up…. você vai ser capaz de fazer isso in game sim… ok… pode deixar…”

Enquanto o Geek provia meia-conversa ao grupo, na tela, os Legionários viram Mary, vestida com uma cota de malha negra, sacar duas cimitarras e pular por cima das pedras, saltando no ar de forma acrobática por cima do tacape do gigante. Ela caiu ao chão, e imediatamente cortou os ligamentos do joelho do gigante, fazendo-o ir ao chão com um urro. Sem piedade, a Assassina cravou a lâmina nas costas de seu adversário, que caiu ao chão morto…

– “Nossa! Eu quero jogar isso!” – Dry falou, com entusiasmo.

– “É completa imersão?” – Diogo perguntou

– “Sim. Eu teleportei a Mary diretamente no ambiente virtual. O que vocês estão vendo é nossa primeira e única Miss Mary Marvel.” – Vinnie respondeu com um certo orgulho nerd no ar…

Kika olhou para Diogo, acenando positivamente coma cabeça. Diogo olhou para Helena, acenando positivamente com a cabeça, e a ex-imperatriz falou:

– “Bem, um repouso dos meus estudos me cairia bem…” – Helena considerou.

– “Oba!! então vamos todos?” – Dry perguntou, quase saltitante de excitamento.

– “Eu creio que sim, Dry.” – Allan respondeu – “E você, JV, vai também?”

O Arrower olhou para o Cavaleiro e disse:

– “Bem, essa é uma oportunidade única. Eu tô dentro.” – O rapaz respondeu.

Ellen olhou para o resto do grupo, e com um ar resignado, ela concedeu:

– “Já que vamos todos, vamos duma vez.” – A Sacerdotisa falou

– “Ok então!” – o Geek falou, assinalando alguns parâmetros… – “Todos se preparem!”

De repente, luzes os envolveram, e tudo ficou claro….

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1 comentário

Arquivado em Fan Fic Pt, Fan Fiction, Fan Scrolls

Uma resposta para “FAN SCROLLS – Prelúdio

  1. Okay só uma palavra: FODA!! ameiiii isso serio estou literalmente igual a “Dry” kkk pulando aqui de curiosidade para ver onde sua criatividade vai nos levar rs..

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