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Fanfic Once Upon a Fan, uma “continuação” de Fan Wars

OUF-C3- O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

Once Upon a Fan

Capítulo 3 – O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

[Vila de Storybrooke, Maine. – Escritório do Xerife]

Quando David Nolan, ou Príncipe Charming, como ele agora lembravam quem era, veio bater na sua porta naquela manhã, Regina Mills, a Evil Queen da Terra dos Contos de Fadas, achou estranho a história que ele havia lhe dito, e seguiu com ele para o escritório do Xerife, se por nada mais, para passar algum tempo com Henry.

  • “E então?” – Charming repetiu, insistindo na pergunta.

Regina se aproximou da cela, olhando para os seis forasteiros, que definitivamente não eram seus súditos..

  • “Eu não tenho a menor ideia.” – Ela falou, olhando para um dos presos, ela falou – “Você, quem é você? E de onde você vem?”

Aproximando-se das barras, Allan Al Lugger olhou para a mulher, a qual ele lembrava-se, mesmo não a tendo conhecido antes, e falou:

  • “Drake, meu nome é Allan Drake.” – O Cavaleiro respondeu, usando o nome que ele tinha naquela terra. – “E você é Regina Mills, a prefeita do burgo, certo?”
  • “Burgo?” – Regina repetiu, confusa por um momento.

Ela virou-se para David, que, estava tão confusa quanto ela, e Vynn Dox adicionou:

  • “Ela é a prefeita do burgo e Vila de Storybrook aqui neste lugar, e na Terra dos Contos de Fada, ela é a Rainha Má.” – O Sith falou
  • “Maravilha… outra vilã pra minha lista.”Gioton Windu disse, de forma sarcástica e enfadonha.

Regina virou-se imediatamente e aproximou-se de David, falando em voz baixa pra ele:

  • “Eu não tenho a menor ideia de quem são essas pessoas.” – A Rainha Má falou

David arregalou os olhos, e virou-se de costas para a cela também:

  • “Como assim você não sabe? Eles não foram trazidos aqui pela sua maldição?” – O Príncipe perguntou.
  • “Eu não tenho certeza.” – Ela confessou.
  • “Ei, Príncipe Charmoso!”Alana Mallor chamou atenção dele – “Nós não vamos ter nosso telefonema não? Nesse mundo,  esse é o nosso direito constitucional.”

David olhou para Regina e então para a Legionánia. Ele pegou a chave que estava pendurada no seu cinto e se aproximou da cela.  Mallor olhou para os outros com um sorriso triunfante, se aproximando das barras:

  • “Pra quem você vai ligar?” Lana Lang perguntou.

A forma como a Talokian parou de repente,  e murchou, foi quase cômica. Mallor virou-se para o resto do grupo,  em busca de suporte,  mas o que ela recebeu foram negativas; Gioton balançou a cabeça, assim como Lana e Allan deram os ombros, e Karlla Calrissian, notando alguns olhares dirigidos à ela,  falou:

  • “Eu posso ligar pro promotor babão…” – Ela sugeriu
  • “Isso não vai ser necessário. “ – Uma voz firme soou por trás de Regina.

Todos olharam para a entrada, e viram pela porta aberta, uma mulher vestida com um talieur negro, que tinha um ar gritante de governo nela. Os óculos escuros, o suspeito volume oculto pelo terno e o fone de ouvido semitransparente típico de servicos secretos só reforçavam a idéia para todos eles:

  • “E você,  quem é?” – Regina perguntou
  • “Eu sou Val Waller, agente especial federal.” – Ela falou, ao que a porta se abriu e dois homens de preto mau encarados entraram no escritório – “E vossas altezas saírem da frente,  eu vou lhes aliviar do fardo destes prisioneiros.”

David olhou confuso para Regina, que estava tão surpresa quanto o Príncipe. Dox esboçou um sorriso sombrio ao ver a face familiar de Valeria Pellaeon no recinto:

  • “Espera um minuto.”– David falou,  tentando fazer sentido do que estava acontecendo – “Você não pode simplesmente entrar aqui e fazer o que quer. “
  • “Eu tenho um distintivo e a autoridade que me diz o contrário.” – Pellaeon retrucou

Ela estalou os dedos,  e os dois brutamontes literalmente levantaram Charming do chão pelos braços,  colocando-o no chão  longe da cela,  e no processo um deles jogou a chave para Valeria. Regina imediatamente colocou-se na frente dela,  indignada com o descaso da agente para com a autoridade dela e de David:

  • “Eu não quero saber que autoridade você tem.  Eu sou a Rainha aqui e ninguém faz nada a não ser que eu permita!”

O olhar predatorio que Pellaeon dispensou à Rainha a fez sentir o sangue ferver; a forasteira não tinha medo dela. Regina olhou com raiva para Val, mas por que ela sabia que Henry estava ali,  ela se conteve:

  • “Não fique tão revoltada,  alteza.  Minha lealdade não está  com Príncipes ou Rainhas; Eu sirvo à Imperatriz da Galáxia. “ – Valeria declarou, ouvindo os passos ordenados vindos do corredor.

Pellaeon deu um passo para o lado, virando-se para as portas,  que foram abertas por outras duas mulheres,  vestidas como agentes, e pelas portas,  seguida por dois homens em roupas táticas negras e armados com fuzis,  uma mulher de porte e aura real,  vestida num conjunto esmeralda,  marfim e dourado que serviria igualmente num evento de tapete vermelho ou numa mesa de reunião. Helena Amidala fitou a Rainha Má de cima a baixo assim como Regina era acostumada a fazer com todos ao seu redor.

Ao reconhecerem sua soberana,  o grupo dentro da cela imediatamente se prostrou diante de Helena,  que se dirigiu à mulher a sua frente:

  • “Eu sou Helena Wayne,  Governadora do Distrito de New Troy¹.” – Amidala declarou
  • “New Troy? O que?” – A Rainha Má repetiu, confusa.

Valeria chamou a atenção de Regina para a parede, onde tinha o mural onde o mapa da cidade,  como ela lembrava; mas não o mapa ao mesmo tempo não era como ela percebia. Storybrooke estava lá no mapa,  suas ruas e vizinhanças como ela conhecia,  mas existia mais… Ao norte e ao oeste da cidadezinha, separados pelo rio e uma reserva florestal,  havia uma vasta área urbana onde diversas vizinhanças existiam, e Regina constatou em horror que seu reino terreno era apenas parte do dominio da mulher à sua frente.

FIM DO CAPÍTULO

Notas:

¹ – Distrito consolidado, ou Cidade-Condado consolidado é uma unidade administrativa que incorpora diversos burgos. O exemplo-mór disso é New York City, que tem cinco burgos (Manhattan, Bronx, Brooklyn, Queens e Staten Island). Um distrito pode ter um prefeito (como em NYC), ou um Presidente do conselho executivo (como Amidala é), em termos de autoridade e poder é muito similar.

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OUF-C2- Na Cadeia…

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Capítulo 2 – Na Cadeia…

[Vila de Storybrooke, Maine. – Escritório do Xerife]

[Horas Depois]

  • “Ugh…”Vynn Dox gemeu ao que ele retornou à consciência..

Ao abrir os olhos, a primeira coisa que ele notou foi o teto cinza. O Sith tentou se levantar, mas o mundo ainda estava girando, e ele parou, se apoiando nos cotovelos…

  • “Urgh… Alguém anotou a placa da jamanta?” – Ele falou para sí mesmo, ignorante da presença dos outros…
  • “Jamanta é a senhora sua vó!”Alan Mallor respondeu, claramente de mau humor.

Dox piscou algumas vezes, se acostumando com a luz, e então notou a presença da Legionária, e de Lana Lang e Karlla Calrissian, que estava com um curativo na cabeça, e Allan Al Lugger, que estava com a mão enfaixada, e Gioton Windu, que tinha um olho roxo. E todos os seis estavam numa grande cela.

  • “Por que nós estamos numa cela?” – Dox perguntou, ainda confuso.
  • “O que você acha, Sherlock?” – Gioton perguntou, sarcástico – “Você envolveu o Xerife, e pior de tudo, um que é claramente insano.”

O olhar de indagação do Sith era claro:

  • “Como assim insano?” – Dox perguntou encostando-se na parede.
  • “O cara pensa que é um personagem de contos de fadas.”– Al Lugger explicou – “O cara acha que é o príncipe da Branca de Neve”

Dox fitou de Al Lugger para Gioton, Karlla, Alana e Lana. Eles claramente compartilhavam a mesma opinião.

  • “E por isso ele é louco?” – Dox perguntou, engatando sua análise antes que alguém mais falasse – “Eu conheci essa semana Geppetto,  Red Riding Hood,  Os Sete Anões e Cinderella. Algum de vocês lembra de algum destes personagens ou das histórias deles antes de recobrarem a memória aqui?”

Os outros olharam entre si, e aqueles buscavam na memória nas lembranças deles, descobriam que eles realmente não sabiam sobre esses contos de fadas até após eles recobrarem a memória em Storybrook. Calrissian bateu as mãos no banco onde ela estava sentada, de forma exacerbada, e falou:

  • “Isso eu ridículo!”– Karlla exclamou – “Eles vem de contos de fadas!  Onde existem seres fantásticos e mágica!”
  • “Falou a mulher do povo alado.” – Dox retrucou, já não sentindo-se entorpecido.
  • “E em relação à mágica?” – Gioton perguntou – “Nós não temos mágica em nossa galáxia.”

Dessa vez, o Sith não precisou responder, por que Allan fez isso por ele:

  • “Muitos veem a Força como mágica, Gioton.” – O Cavaleiro das Trevas falou. – “De fato, há registros de usuários da Força que fizeram coisas que rivalizam o conceito de mágica daqui.”

Dox verificou seus bolsos, e retirou de dentro do casaco o seu celular, enquanto Alana argumentava com seu colega:

  • “E como é que você sabe disso, sabichão?” – Mallor perguntou.
  • “Tirando o fato de que eu era bibliotecário no acervo da Cavalaria? Eu tenho uma livraria aqui.” – Al Lugger respondeu.
  • “Zôrra, você tem uma livraria?” – Gioton perguntou, surpreso e indignado – “Cacete, eu sou caixa de supermercado, e você tem uma livraria?”
  • “Você acha que isso é ruim? Tente ser garçonete no bar, com todo bebum da cidade tentando passar a mão em você.” – Alana reclamou.
  • “Você acha que isso é ruim? Tente ser a secretária que fica levando cantadas descaradas do chefe e ter que inventar um namorado fictício pra aquietar o velho babão.” – Calrissian também reclamou.

Lana olhou surpresa para o resto do grupo, e levemente encabulada, ela falou:

  • “Nossa, agora meu me sinto até com vergonha…” – Lang disse
  • “Por que, o que você era?” – Gioton perguntou – “Cafetã?”

A pergunta de Windu lhe valeu um tapa na nuca por parte de Al Lugger, que ele só não protestou por que ele se viu recipiente do bat-olhar do Cavaleiro.

  • “Perdoe meu companheiro bouca-frouxa, alteza.” – Allan se desculpou de forma educada.
  • “Não se preocupe, Sir Allan.” – Lang respondeu com graciosidade – “Na verdade eu era, ou sou, uma viúva de um oficial militar que deixou uma boa pensão, e eu faço artesanato e tricô pra passar o tempo.”
  • “Tricô? Sério?” – Alana perguntou, surpresa
  • “O que tem demais? É divertido!” – Lana se defendeu, levemente ofendida – “Além do que, não é como se eu tivesse escolhido, afinal de contas, nós sabemos quem fez a escolha para nós.”

Novamente, todos os olhares se voltaram para o Sith, que sentindo a tensão, parou de mexer no seu celular:

  • “O que?” – Ele perguntou
  • “Isso explica muita coisa.” – Gioton falou, e se dirigindo ao Sith, ele falou – “Cacete, isso que é guardar rancor na geladeira. Me colocar como caixa de supermercado?”
  • “Eu não tive nada a ver com isso.” – Dox se defendeu.
  • “Dá um tempo, Warlock, isso tem você escrito do primeiro ao quinto.” – Mallor o acusou.
  • “Não apenas isso, eu aposto que ele…” – Karlla falou, apontando para o Sith –”Deve ser um manda chuva da área.”

Dox dispensou um olhar sujo à Legionária, que não se intimidou de maneira alguma.

  • “No mínimo, ele é um milionário recluso.” – Alana especulou
  • “Isso, ou um Juiz.” – Gioton adicionou
  • “Juiz ele não é. Disso eu sei.” – Karlla falou, revelando mais do que ela queria – “Mas eu já o vi no tribunal!”

O olhar de alarme do Sith o traiu, e o resto do grupo notou isso:

  • “Ah-Hah! Ele é advogado.” – Gioton declarou.
  • “Não, não é isso.” – Calrissian falou, tentando resgatar a lembrança específica
  • “Promotor então?” – Lana arriscou um chute.

A Legionária balançou a cabeça em negativa, e o Sith pareceu ficar mais desconfortável a cada momento:

  • “Meirinho?” – Allan chutou
  • “Guarda?” – Gioton tentou de novo
  • “Mensageiro?” – Lana de novo
  • “Membro do Juri?” – Alana

Os chutes continuaram, e Dox sentiu o seu colarinho de repente ficar meio apertado. Não iria demorar muito tempo até que Calrissian se recordasse do encontro dos dois…

  • “Lembrei!” – Dito e feito, Karlla se pronunciou, se levantando do banco, e imediatamente ela se sentou – “Oh…”
  • “Oh?” – Gioton repetiu, confuso

Todos os olhares foram para a Starhavean, que pela primeira vez, olhou para o Sith, com piedade nos olhos. Dox virou a cara, olhando para a parede, por que ele sabia o que estava para vir:

  • “O que? O que que ele é?” – Gioton perguntou.

Karlla sentiu um certo desconforto em se pronunciar, e tentou escolher suas palavras:

  • “Ele é um… técnico…consultor?” -Ela tentou não falar muito.
  • “Técnico consultor? Isso não é tão ruim.” – Lana falou, estranhando a hesitação de Calrissian.
  • “Técnico consultor em que área?” – Allan perguntou, mais direto.
  • “Hã… em…lei fiscal?” – ela falou.

A Legionária fitou o Sith, e seus lábios se moveram num “desculpa” silencioso. Ela realmente estava sentindo pena dele agora:

  • “Lei fiscal. Você quer dizer um técnico em taxas.” – Allan especificou.
  • “Técnico em taxas? É isso? Que tédio.” – Alana falou, perdendo o interesse.
  • “Técnico em taxa não é tão ruim assim.” – Lana falou, tentando olhar pro lado positivo – “Ele ajuda pessoas a lidar com o Imposto de Renda…”

Karlla levou as mãos ao rosto de vergonha,não por ela, mas por Dox:

  • “Ele não ajuda as pessoas, ele trabalha pro governo…” – Ela finalmente revelou tudo.
  • “Você quer dizer?” – Gioton falou, virando-se imediatamente para o Sith

Os olhares de surpresa e espanto recaíram sobre Dox, que fez uma cara de quem tinha acabado de chupar limão com sal…

  • “Ele é inocente.” – Allan declarou, com convicção
  • “Verdade. Até Siths tem um módico de respeito próprio.” – Gioton falou
  • “Puta que Pariu, o cara é Auditor do Imposto de Renda.” – Alana falou, em descrença.
  • “Satisfeitos agora?” – Vynn perguntou, visivelmente corado de embaraço.
  • “Desculpa aí, cara…” – Gioton falou – “Eu achei que eu era um fudido, mas você ganha…”

Dox dispensou mais um olhar sujo, mas sem efeito…

  • “Puta merda… o cara é a mosca no cocô do cavalo do bandido…” – Alana descreveu de forma mais adequada a situação do Sith.

Gioton e Alana olharam um pro outro, e após um segundo de silêncio…

  • “HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!” – O riso da dupla permeou por todo o recinto.

Lana cobriu polidamente o rosto, mas também riu. Karlla, ainda com uma cara de pena, tentou seu melhor para não rir, quase sucedendo em seu intento. Allan não riu abertamente, mas a sombra de um sorriso surgiu no seu rosto taciturno.

  • “Frakk.” – Dox resmungou, uma vez mais sabendo o que viria a seguir…
  • “Se a gente jogar ele numa cova. A terra cospe de volta, HAHAHAHAH.” – Alana começou com o bombardeiro de piadas
  • “Sabe por que a Força criou Os auditores?” – Gioton perguntou
  • “Não, por que?” – Alana entrou no jogo
  • “Por que ela queria mostrar que tinha escória pior que Advogados!” – O Cavaleiro respondeu.

Mais risadas, mais piadas, e Dox começou a cogitar quanto tempo ele levaria para quebrar a trava daquela cela…

  • “Sabe que o Leão mandou uma carta pra simplificar a coleta de taxas no futuro?” – Alana perguntou
  • “Não, o que falava nela?” – Gioton perguntou
  • “Falava primeiro para descrever quanto dinheiro você fez no ano anterior, e então para enviar um valor igual ao que você descreveu antes direito pro leão.”

As barras pareciam meio enferrujadas, talvez Vynn conseguisse forçar uma delas até arrebentar…

  • “O auditor falou pro declarante: Eu sinto muito, mas você não pode declarar o que você pagou no ano passado de taxa como investimento falido.”

Talvez, se ele usasse a corrente que segurava o banco, ele pudesse forçar a porta o suficiente para destrancar…

  • “Se você pensa que ninguém se importa que você está vivo ou não… tente atrasar sua declaração.”

Aquela parede era de concreto, mas o teto parecia ser de alvenaria. Talvez ele conseguisse usar o banco para abrir um buraco no teto…

  • “Você sabe que pílulas anticoncepcionais são deduzíveis né? Basta elas não funcionarem.”

Arrancar a lâmpada do teto era fácil, mas Dox duvidava que ele iria conseguir amperagem o suficiente para se eletrocutar até a morte…

O sith agradeceu silenciosamente à Força quando ele viu Charming entrando no escritório, acompanhando de uma mulher, por que isso acabou com a sua conga da humilhação.

  • “Aqui estão eles.” – Charming falou, e virando-se para a mulher, ele perguntou – “Então, quem são eles, Regina?”

FIM DO CAPÍTULO

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OUF-C1- Era Uma Vez..

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Capítulo 1 – Era uma Vez…

[Vila de Storybrooke, Maine. – Granny’s Diner]

[Uma semana após a Quebra da Maldição]

No pacato diner da cidade que ainda estava se acostumando ao retorno das memórias após a quebra da Maldição da Rainha Má, a vida continuava. Red Riding Hood estava servindo café para Grumpy e o resto dos anões; Cinderella e Príncipe Thomas repartiam uma torta sob os auspícios da nenê do casal, Alexandra; Geppetto e Jiminy Cricket discutiam a situação atual da cidade e seus habitantes, e num canto do balcão, sentado num dos bancos, um outro residente compulsório da cidade estava ocupado no seu tablet e seu café… Ele, como o resto da população de Storybrooke, tinha vindo de outro lugar, mas diferente da maioria da população, ele tinha vindo do universo dos Contos de Fadas, e sim de uma Galáxia Muito, Muito Distante

Desde que suas memórias haviam voltado logo antes da neblina púrpura encobrir a cidade, ele havia entrado em ação, investigando os residentes e buscando respostas para as perguntas que permeavam sua mente. Em particular, duas dessas perguntas tinham prioridade no momento: Quem dentre eles havia sido responsável por eles terem sido transportados para esse mundo, e como eles iriam voltar para a galáxia deles. Foi um segundo tarde demais que ele teve a sensação de que ele não era o único extra-galáctico no recinto.

  • ”Você é um sujeito difícil de se achar, Milorde.”– A voz serena de seu adversário soou ao seu lado, juntamente com o som do banco que ele moveu para sentar-se..
  • ”Aparentemente não o suficiente. Mestre Jedi.” – Ele respondeu, no seu tom cínico usual, desligando o tablet e colocando-o no bolso.

Igor Katarn colocou as duas mãos no balcão, e olhou para Vynn Dox, que calmamente tomou um gole de seu café.

  • ”Eu estou procurando por alguém.” – Katarn falou.
  • ”Não estamos todos?” – Dox perguntou.
  • ”Hilário.” O Jedi respondeu, num tom seco – “Diana ainda está desaparecida. E eu não a ví em local algum na cidade.”
  • ”Tem um mural no centro da cidade para isso, eu creio.” – O Sith informou.

Katarn ignorou o gracejo de Dox e continuou:

  • ”Você é um autocrata compulsivo. Ficar sem controle e sem informação não é uma opção para você.”– Igor declarou – “Eu imagino que você já tenha formulado uma duzia de estratégias e rastreado todos os nossos conhecidos nessa cidade. Conhecidos que muitos de nós estamos procurando, de forma desesperada…”

O Sith se virou para Katarn, tendo lido nas entrelinhas o que ele estava falando..

  • ”Diana não está na cidade.” – Dox falou.
  • “Obrigado.” – Katarn falou, levantando-se do banco. Ele abotoou seu casaco e falou –”Que a Força esteja com você.”

Dox apenas acenou de volta com a cabeça, e ele notou, de forma suspeita, quando o Mestre Jedi decidiu saí pela porta dos fundos. Não se passaram mais que alguns segundos, quando a porta do diner foi aberta de forma violenta.

  • WARLOCK!!A voz irada de Allan Al Lugger soou da porta.

Imediatamente todos os ocupantes do diner olharam para o Cavaleiro Imperial, e então, para o Sith, não por que eles haviam finalmente reconhecido o forasteiro, mas por que para os habitantes da Terra dos Contos de Fadas, “Warlock” significava algo muito ruim… Al Lugger marchou até onde o Executor Imperial estava, e mais duas faces familiares o seguiam; Gioton Windu e Karlla Calrissian apareceram logo atrás do cavaleiro:

  • ”Oh, Frakk!” – O Sith falou, imediatamente antes de chutar o banco contra o Cavaleiro.
  • Humpf!” – Allan grunhiu ao receber o banco na cara, que o fez cair no chão.
  • ”Pra cima dele!” – Gioton gritou.

Calrissian não perdeu tempo, escalando uma cadeira e uma mesa antes de saltar para cima de Dox, que a pegou no ar, redirecionando o salto dela contra a mesa dos anões, onde a Starhavean caiu ruidosamente por cima de Happy e Sneezy. O Sith mal teve tempo de apreciar a cena, sendo o recipiente de um gancho por parte de Windu que o fez cair em cima da mesa de Cinderella e Thomas.

  • Outch!” – Vynn reclamou de dor, olhando surpreso por uma fração de segundos para Alexandra. Ele notou a mamadeira à frente dela e a pegou – “Mil perdões.”

Ele sentiu ser puxado pela jaqueta, e imediatamente esguichou a mamadeira na cara de Gioton, que ficou surpreso e atordoado por um segundo, que foi suficiente para que Dox lhe acertasse uma joelhada no queixo, e uma pezada nos peitos, fazendo-o rolar por cima da mesa de Gepetto e Cricket.

O sith olhou para a porta livre, e rapidamente se locomoveu naquela direção. Agarrando Red Riding Hood pela cintura, ele a moveu do chão de um lado para outro sem cerimônia, buscando a saída, mas a sua decisão de simplesmente não empurrar a moça lhe custou preciosos segundos, uma decisão da qual ele se arrependeu no segundo que ele sentiu a rasteira de Al Lugger, que o fez se desequilibrar, e ele só evitou o chão por ter caído sentado em cima de uma das mesas. Antes que o Sith pudesse se recuperar, no entanto, ele viu, com horror, os dois pés de Karlla se aproximando velozmente do alto…

Do lado de fora do Diner, passantes nem imaginavam o caos que havia se instalado lá dentro momentos antes, mas ao que eles viram um homem voando pela vidraça, batendo e rolando no chão até arrebentar a cerca branca, eles sabiam que algo estava muito errado. Dox parou de rolar no asfalto, olhando para o pneu que se aproximava dele rapidamente. Numa fração de segundos o Sith rolou, evitando ser esmagado, ao que a picape que quase o atropelou parou bruscamente.

Príncipe Charming imediatamente desceu do seu carro, preocupado em ter atropelado alguém, e do lado do passageiro, Henry, neto do príncipe, também desceu. Charming viu o rapaz saindo debaixo do carro, e imediatamente o ajudou a se levantar:

  • Você está bem?” – Charming perguntou, preocupado.

Dox contudo, não perdeu tempo para responder, ao que ele viu Calrissan pulando pela janela arrebentada e Gioton e Allan vindo pela porta…

  • Ei, pra onde você tá indo?Charming perguntou, surpreso, ao que o forasteiro começou a correr.

Karlla saltou por cima do capô da picape, pousando na frente do Sith. Ela imediatamente tentou encaixar um soco, mas o seu golpe foi redirecionado por Dox, que a puxou e a jogou contra a picape. Por trás de Charming, Gioton partiu com uma voadora, da qual o se esquivou e acertou a palma da mão nas costas do cavaleiro, fazendo-o bater contra outro carro que parou no meio da rua. Por trás de Dox, Allan surgiu, e o Sith teve de se defender uma vez mais. O Cavaleiro Das Trevas dispensou uma sequência de chutes e socos que o Sith defendeu. Ele forçou o erro de Al Lugger, esquivando-se num soco que terminou atingindo o vidro do carro, causando muita dor e fazendo-o perder a concentração.

Aproveitando o cachecol que Allan usava, Dox agarrou o braço dele, e saltando, ele rolou em cima das costas do Cavaleiro, acertando dois chutes em sequência em Giotom, que tinha vindo pra cima uma vez mais. Ainda com Al Lugger seguro pelo braço, ele moveu o cavaleiro contra Karlla, que terminou acertando um soco em seu companheiro. Sem perder tempo, Vynn jogou seu ex-companheiro de armas contra a Legionária, fazendo-a perder o equilíbrio. Ela se desvencilhou de Al Lugger à tempo de ver a palma da mão que a acertou bem no plexo, fazendo-a bater contra a picape, e cair perto da porta aberta da cabine. O Sith então bateu com força a porta da cabine da cabeça da Starhavean, colocando-a fora de combate.

Olhando ao redor, Dox viu que ele havia atraído atenção demais, ao que uma multidão começou a se formar, e ele rapidamente decidiu por fugir, mesmo sob os protestos de Charming, Red Riding Hood e de outros… Escorregando por cima do capô de um dos carros estacionados, o Sith alcançou o outro lado da rua e correu em direção a esquina, já formulando sua rota de fuga em sua mente, quando ele foi parado por um bastão de hóquei enfiado no seu estômago.

  • “UGH!” – Dox urrou, quase engasgando e cambaleando para trás.

Ele ergueu os olhos instintivamente, e viu surgir da esquina Lana Lang, com Alana Mallor ao lado dela, com um bastão de baseball . Dox tentou falar alguma coisa, mas ele não tinha fôlego. A Legionária o fitou com um sorriso predatório, e ele sabia que boa coisa não era…

  • Payback, bitch!” – Mallor falou, dando um swing com o bastão.

Dox só sentiu o impacto, e o mundo começou a rodopiar, para logo em seguida, as luzes se apagarem. A última coisa que o Sith conseguiu perceber foi a voz de Charming gritando alguma coisa, e um disparo de arma de fogo…

FIM DO CAPÍTULO

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