FAN SCROLLS – Elenco Parte 1

Helewan, The Highfae

Mage, Altmer (Elfa Real)

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D’Oggo Sagesse D’Lion

Knight, Breton

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♦ 

Kristina De Spada

Priestess, Imperial

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Drielle Risingsun

Ranger, Bosmer (Elfa da Floresta)

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FAN SCROLLS – Capítulo 2

CAPÍTULO 2

AS REGRAS DA CASA

Após uma matilha de lobos, um urso, uma dúzia de skeevers, um assassino Thalmor, um trio de mercenários, dois Spriggans e um ladrão, os aventureiros não estavam nem perto de Whiterun, e com o sol se pondo, se contentaram em ficar na pitoresca vila de Riverwood.

A vila era pacata, e tinha uma serraria como principal fonte de trabalho, além de um ferreiro, uma lojinha, uma taverna e uma mina. E era na taverna onde o grupo se encontrava agora, cuidando de seus ferimentos, se acostumando com seus nomes Tamrielianos (interpretação dava XP no jogo), e como não podia deixar de ser, discutindo:

– “Não foi minha culpa se Mary mudou os settings do jogo pra Very Hard!” – Vecticus The Warlock, o Arch-Mage Dumner se justificou.

– “Comigo isso nunca aconteceu.” – Marih Al-Leki, a Assassin Redguard conhecida como a criminosa The Nightwing se defendeu.

– “Talvez seja por que você tem 100 em Sneak?” – JeyVih Velvetskin, o Thief Bosmer sugeriu.

– “Oh…” – Marih entendeu, ficando levemente corada.

– “Bem, de qualquer maneira, nós passamos a noite aqui e seguimos de manhã.” – Ahlan Brave-Heart, o Ranger Nord simplificou a situação.

Sentada do outro lado da mesa, Helewan The Highfae, a Mage Altmer, cruzou os braços, decidindo ou não se ela aceitava a explicação. O humor dela havia melhorado tremendamente após ela trocar as roupas de camponesa por um belíssimo (e revelador) robe místico, e subir de nível seguidas vezes, possibilitando magias mais poderosas.

– “Exatamente. Mas quando chegarmos à Whiterun, qual vai ser nosso plano?” – A Elfa Real perguntou.

– “Bem, como o jogo foi resetado com a entrada de vocês, basicamente, o que acontece é que outro Dragonborn vai surgir, quando um de vocês absorver a alma de um dragão.” – O Arquimago explicou

– “Se o jogo foi resetado, então, isso significa que nós temos de cumprir todas aquelas missões obrigatórias?” – JeyVih perguntou.

– “Não. Graças aos Divinos que Vecticus fez melhoras nessa versão, e retirou a obrigatoriedade de todas as Questlines.” – Marih falou.

– “Mas isso não significa que vocês podem pular para o final direto. A engine do jogo é adaptativa, e irá adaptar e até formar novas missões conforme vocês jogam.” – Vecticus aldvertiu.

Alheia a conversa, Kristina De Spada, a Priestess Imperial, continuou a ler os livros que ela havia encontrado na Taverna e que o Arquimago havia provido de dentro dos seus robes (que aparentemente não tinham fundo), quando de repente, todos ouviram o som característico dos três gritos em coro, e sob ela, uma estrela brilhou no firmamento, no céu, algo que apenas os aventureiros podiam notar.

– “Yay!” – A Sacerdotisa comemorou elevando seu cajado para o alto e dando um blessing spell não seu redor.

– “Essa é o que? A Nona vez?” – Drielle Risingsun, a Ranger Bosmer perguntou.

– “Décima, na verdade.” – D’Oggo Sagesse D’Lion, o Knight Breton, as corrigiu. – “Eu não sei de onde ela arranja paciência.”

– “Muito simples, meus fofos.” – Kristina falou – “Conhecimento é poder, especialmente quando eu não conheço nada desse mundo.”

O Arquimago retirou de dentro de seus robes outro livro, e jogou para a Sacerdotisa:

– “Aprenda sobre os Divinos. Afinal de contas, você é uma Priestess.” – Ele falou.

– “Sim, aproveitando a deixa, por que é que nossas classes são todas em Inglês?” – Dryelle perguntou

– “Porque eu prefiro assim, e fui eu quem programou o jogo.” – Vecticus respondeu.

Enquanto um dos taverneiros trazia mais uma rodada de batatas grelhadas para a mesa, Helewan tentou encher seu copo com a última das garrafas de Brandy da mesa, mas o que restava da bebida não chegou nem à metade.

– “E lá se vai mais outra garrafa.” – Ela falou, botando a garrafa vazia no chão. – “Tem mais Brandy aí?”

– “Não desse lado.” – D’Oggo respondeu.

– “É só pedir ao taverneiro.” – Marih sugeriu.

Ahlan já ia levantar a mão quando Vecticus o parou:

– “Não precisa. Eu pego.” – Ele falou, e olhando para a garrafa na prateleira atrás do balcão, ele ergueu a mão, e magika se concentrou entre seus dedos.

De repente, e dando um susto no taverneiro que estava no balcão, a garrafas flutuou do seu lugar de repouso até a mão do Dunmer. E uma estrela no céu brilhou, seguido dos coro etéreo característico…

– “Hah! Uma boa ação e eu subi de nível.” – O Arquimago falou, tirando a rolha da garrafa e enchendo o copo da Elfa.

Ele puxou o pergaminho do bolso, e assim que a tela holográfica surgiu, Helewan exclamou:

– “Nível 102?” – Ela exclamou.

– “Como é que é? 102?” – D’Oggo

– “Como pode ser isso? Eu tenho nível 15, e ele tem 102?!” – Kristina

– “O limite não era 81?” – JeyVih.

– “Eu passei dias aqui, e eu ainda estou no nível 51.” – Marih falou – “E eu estou jogando desde o começo. Como que você fez isso?”

– “Você está usando Cheat Codes. Só pode ser!” – Ahlan apontou o dedo de forma acusatória.

Sem se abalar, Vecticus guardou seu pergaminho, e olhando para o resto da mesa, ele falou:

– “Primeiro de tudo, Brave-Heart. Eu sou o arquiteto desse mundo. Eu não chamo de Cheat Codes, eu chamo de parâmetros de programação.” – O Arquimago falou – “E em segundo lugar, Quando eu digo que a Educação que se recebe no Colégio de Winterhold vale por uma vida inteira, ou várias, se o estudante for talentoso, eu estou falando por experiência. Eu zerei a vida aqui três vezes, literalmente..”

– “Maravilha… nós estamos nos aventurando com o Mestre dos Magos.” – Kristina falou, num tom sarcástico.

D’Oggo, Helewan e Drielle riram com a tirada da Sacerdotisa, mas Marih continuou séria.

– “Isso é uma faca de dois gumes. Ter Vecticus conosco nos dá um aliado formidável, sem dúvida, mas o universo vai balancear isso com adversários formidáveis também.” – A Redguard falou.

Não demorou mais que um momento para a Highfae pensar numa adversária:

– “Luthor.” – O nome saiu dos lábios de Helewan como veneno.

– “Aqui, ela é Eliwen, e pelo que meus contatos me falaram, ela está subindo rapidamente na hierarquia Thalmor.” – Marih disse.

– “Ela não é a maior ameaça no momento. Aquele Dragão que atacou Helgen, dizimou a cidade, e ele é apenas o primeiro de muitos.” – Ahlan falou

– “Sem falar da rebelião dos Stormcloaks que está tomando conta da província. Do jeito que alguns dos clientes daqui olharam pra nossa mesa, eu diria que o sentimento anti-elfo está crescendo.” – JeyVih disse

– “Sem falar dos ataques de criaturas como Vampiros e Lobisomens que está sendo cada vez mais comum, pelo que eu li no mural da vila.” – Drielle falou.

– “E não se esqueçam dos bandidos que estão atacando as áreas rurais.” – D’Oggo adicionou

– “E também tem os mortos que estão saindo das tumbas por toda Skyrim.” – Kristina informou

– “E claro, também tem Sacerdote Dragonborn em Solstheim.” – Vecticus falou – “Mas vocês não precisam se preocupar com isso agora.”

Os aventureiros se olharam entre si por um momento, e após alguns darem os ombros e outros balançando a cabeça, A Altmer falou:

– “Anotado. Uau… Thalmor, dragões, stormcloaks, vampiros, lobisomens, bandidos e mortos-vivos. Pelo visto nós temos muito trabalho pela frente.” – Helewan listou os problemas, e então, constatou o óbvio – “Nós precisamos de um plano de ação. Alguém tem um mapa?”

Vecticus uma vez mais botou a mão dentro dos robes, e de lá tirou um mapa, colocando-o na mesa.

– “Tô te dizendo, é a maleta do Gato Felix que ele tem debaixo do manto.” – Ahlan falou baixo para Marih

A Assassina deu um risinho discreto, e a Highfae começou a perguntar ao Warlock sobre cidades, regiões, estradas e tudo mais que ela considerasse pertinente sobre Skyrim. Vendo a ex-soberana tomando as rédeas trouxe um sorriso ao rosto de D’Oggo. Elereclinou-se para Drielle:

– “E Amidala entra em ação. Pode se preparar, que nós temos uma odisséia pela frente.” – O Cavaleiro disse em voz baixa, sem saber o quão proféticas aquelas palavras eram.

E os aventureiros continuaram a beber, rir e a fazer planos até que o cansaço do dia os levou para a cama…

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FAN SCROLLS – Capítulo 1

CAPÍTULO 1

PELO BURACO DO COELHO

e então, tudo ficou escuro e confuso.

– “Ei! O que está acontecendo?” – Helena

– “Onde nós estamos?” – JV

– “Ei, cuidado com a minha cara!” – Diogo

– “Desculpinha!” – Dry

– “Quem tá com a mão nos meus peitos?” – Kika

– “Perdão, Kika.” – Allan

– “Não precisa se desculpar não, gato.” – Kika

– “Ei, essa é a minha perna!” – Helena

– “Perdão, Helena.” – Kika

– “Cacete, o que foi que aconteceu?” – Allan

– “Que cheiro ruim é esse? Nossa… alguém peidou?” – Diogo

silêncio…

– “Sério? Ninguém fala agora?” – Diogo

– “Não fui eu!” – JV

– “Nem eu!” – Kika

– “Damas não fazem isso.” – Helena

– “Nem euzinha.” – Dry

– “… sorry, galera…” – Allan

– “Pelos Divinos, velho, o que que você comeu?” – JV

– “Um podrão lá na 25 de Março… foi mal aê.” – Allan

Solavanco…

– “O que diabos está acontecendo?” – Kika perguntou

– “Ei, eu achei uma portaaaaaaaaaaahhhhhh……..” – Allan

No que raios de luz invadiram a apertada jaula, o grupo viu Allan caindo, enrolado por cordas, num rio que estava a vários metros abaixo deles.

– “Allan!!” – Helena gritou

De imediato, eles sentiram uma freada brusca, e ouviram passos ao redor, enquanto o Cavaleiro desaparecia nas correntezas fortes. De repente, a lona que cobria a jaula foi removida e todos precisaram de um momento para se ajustar à luz do dia. As formas ao redor deles, seus captores, começaram a ficar perceptíveis, e ele notaram atônitos, que alguns deles eram elfos, vestidos em armaduras de aparência frágil, mas que por algum motivo, todos eles sabiam que se tratavam de ligas mais fortes que o aço. Eles viram os arqueiros correrem para o parapeito da ponte, disparando algumas flechas na direção das águas. Contudo, o que eles ficaram mais surpresos foi em ver foi no reflexo dos escudos, que eles mesmos não eram mais quem eram antes…

Helena tinha as orelhas pontudas e pele de tom dourado como os Elfos Altmer que os tinham prisioneiros. O seu cabelo escuro agora era loiro, longo e com tranças, e ela estava mais esguia e pelo menos 20 centímetros mais alta. João Victor também ostentava as orelhas pontudas e pele cor de cobre como os Elfos Bosmer que eram arqueiros, e estava visivelmente mais esguio, e mais baixo que a ex-imperatriz. Adryelli era a terceira Elfa do grupo, também com a pele cor de cobre e esguia dos Bosmer. Diogo e Cristina continuavam humanos, mas ambos tinham bronzes diferentes, denotando que eles eram de regiões diferentes, respectivamente Breton e Imperial.

A carroça moveu para fora da ponte e de volta à estrada.

– “Cessem as flechas!” – Um Alto Elfo, ou Altmer em trajes negros ordenou.

Os arqueiros guardaram as flechas, e a comitiva continuou a mover, com alguns deles montando em cavalos. Após alguns minutos na estrada, o Elfo se aproximou da jaula do grupo, e olhando com desdém para o grupo, falou:

– “Se o companheiro de vocês sobreviveu à queda, as pedras darão cabo dele. Afinal de contas, ele é apenas um homem.” – O Altmer, cujo o traje denotava que ele era um membro do Thalmor, a organização política e policial que governava os Altmer e Bosmer. Eles eram notórios supremacistas Élficos, e basicamente encrenca para qualquer um que não compartilhasse a visão deles.

– “Eu exijo saber por que nós estamos presos e para onde vocês estão nos levando!” – Helena perguntou

– “Você não exige nada, traidora!” – Um guarda bateu na jaula às costas da Elfa com o cabo da espada.

– “Helgen. Nosso destino é Helgen, onde vocês serão executados com todos os outros hereges que servem ao falso deus humano.” – O Thalmor respondeu.

– “Falso Deus? Do que diabos você está falando?” – Kika perguntou

Isso a rendeu uma puxada de cabelo, ao que o Altmer a encarou contra as grades:

– “Não adianta negar, humana. Nós pegamos vocês deitados aos pés de um santuário de Talos.” – Ele informou

Imagens confusas em flashback vieram à tona nas mentes dos Legionários, onde eles acordaram aos pés de uma grande estátua de um homem ajoelhado com um martelo de guerra nas mãos, e então, Elfos surgiram, e de suas mãos, clarões surgiram, e depois mais nada…

A atenção do Thalmor mudou quando eles ouviram um grande rugido. Todos olharam ao redor, quando outro rugido, ainda maior, soou. De repente, por trás das árvores, uma grande sombra passou rapidamente, assustando os guardas e os cavalos, que deram pinote, forçando as amarras de couro, e fazendo a carroça onde eles estavam mover para trás, indo de encontro a uma rocha, acertando-a em cheio e fazendo a carroça virar. Os legionários uma vez mais rolaram dentro da sua prisão, que agora estava de ponta-cabeça.

Os soldados, demonstrando um bom treinamento, logo fecharam o perímetro, com uns dois magos conjurando escudos mágicos de proteção, e arqueiros de prontidão caso o que quer que tenha assustado os cavalos voltasse. Após alguns minutos, e considerando a área segura, os guardas retiraram o grupo da jaula, e uniram as correntes que os prendia, formando duas filas. Após alguns momentos, outro grupo a cavalo se aproximou. Poucas palavras foram ditas, e logo o Thalmor voltou, declarando para os soldados:

– “Helgen está sob o ataque de um Dragão. Nossas ordens é seguir para a cidade e capturá-lo, vivo ou morto. Os batedores irão seguir com os prisioneiros para Solitude.” – O Thalmor falou.

Helena olhou com preocupação para seus amigos, e Diogo falou:

– “Sabe, eu devia ter escolhido ler um livro.”

– “Mas daí, meu querido, você perderia toda a diversão.” – Uma voz feminina e familiar soou

Helena, Dry, Kika, Diogo e JV se viraram, para ver, montada em um cavalo, trajando robes do Thalmor, a Sacerdotisa Legionária, Ellen.

– “Que diabos? Ellen!” – Kika exclamou

– “Primeira e única, Amores.” – A Thalmor falou

– “Rápido. Nos liberte. Allan caiu no rio e pode estar ferido ou pior.” – Diogo falou

A resposta que ele recebeu foi uma risada maquiavélica da ex-Sacerdotisa:

– “Vocês são prisioneiros do Thalmor, Amores. E serão interrogados, torturados e executados por seus crimes hereges.” – Ellen declarou, e num tom conspiratório, ela adicionou – “Eu achei que seria chato, mas eu estou me divertindo horrores… LEVEM-NOS!”

Os batedores puxaram as duas filas de prisioneiros pelas correntes, enquanto o resto da guarda seguia para a cidade.

[horas depois]

– “Eu juro, quando eu sair daqui, eu vou arrancar as penas dessa galinha no tapa.” – Kika resmungou

– “Você vai ter que esperar, por que eu vou esganá-la primeiro.” – Helena resmungou de volta

– “Eu vou pegar aquele esmalte dela e enfiar onde o sol não brilha.” – Dry falou

– “Nada de conversa!” – Um batedor falou.

À Frente deles, Ellen seguia a cavalo, escoltada por dois outros cavaleiros. Meia dúzia de Soldados seguia atrás do grupo, e dois outros soldados seguiam com a mão nas correntes. Eles estavam seguindo numa estrada ao longo de um rio, com montanhas dos dois lados. De súbito, a caravana parou, ao que eles encontraram um indivíduo encapuzado parado na estrada.

– “Siga seu caminho, estranho. Essa é uma comitiva oficial do Thalmor.” – Um dos batedores falou

O indivíduo, que estava de costas para o grupo, falou, num tom grave, e estranhamente familiar para os legionários:

– “Eu sei.” – Ele falou, deixando cair a manta, revelando robes emplumados cor de areia, e centelhas de eletricidade em suas mãos. Antes que pudessem reagir, ele girou, unindo as mãos numa rajada de raios concentrada, que pegou em cheio Ellen, sua escolta e suas montarias.

– “É o Arch-mage!” – Um dos soldados gritou, reconhecendo o inimigo notório do Thalmor naquelas terras

O Arch-Mage Elfo Dunmer conjurou esferas de fogo em sua mão, e a disparou contra um dos soldados, causando uma explosão de fogo no impacto, que fez os Legionários se agacharem por instinto.

– “Morra!” – Ellen gritou, com duas adagas nas mãos, saltando do chão contra seu ex-mestre.

– “Mate os Prisioneiros!” – Outro Thalmor falou.

Dois Soldados moveram contra o grupo, levantando suas maças, ao mesmo tempo que um grito surgiu por trás dos legionários, das rochas. Um ranger saltou com uma espada de lâmina semi-transparente como vidro. Com um poderoso golpe ele cortou um dos soldados ao longo do torço e jogou o segundo ao chão com um chute nas costas.

– “Allan?” – Diogo falou surpreso, ao ver, que de fato era o Legionário, só que de mais alto, bem mais robusto.

Girando no chão, Allan cravou sua espada no peito do soldado, e o deixou cair com ela, para sacar seu arco. O Thalmor lançou raios contra ele, mas o Ranger aguentou bravamente o ataque, sem perder seu foco e a mira. Foi com horror que o Altmer viu a flecha vir contra ele, até se depositar bem entre seus olhos.

Alheios a isso, Helena se surpreendeu ao sentir suas mãos livre, e quando ela virou pro lado viu Mary, ou pelo menos quem ela achava que era Mary, já que ela tinha a pele avermelhada, e tatuagens tribais no rosto. A assassina fez um sinal de silêncio com o dedo nos lábios, e rapidamente passou a soltar os outros prisioneiros. Para a surpresa dela, JV levantou-se furtivamente, e sacou a faca de um dos soldados, degolando-o antes que pudesse reagir.

Allan deu cabo de mais soldados, deixando apenas um único soldado, o qual ele encarou, e sacou sua espada do corpo do soldado no chão, erguendo-a com um grito que fez gelar os ossos de seu adversário… de imediato, o soldado recuou alguns passos, antes de dar com os sebos na canela, aterrorizado pelo guerreiro.

– “Vocês estão bem?” – O Ranger perguntou

– “Eu que devia fazer essa pergunta.” – Diogo falou, batendo a poeira dos trapos.

– “Nós vimos você cair no rio!” – Kika falou

– “É isso foi um erro de cálculo meu.” – Mary falou – “Eu abri a portinhola antes de ter uma distração decente. Se eu soubesse que o Dragão passaria, eu tinha esperado e tirado todos vocês.”

– “O importante é que vocês estão a salvo.” – Allan disse, subitamente se lembrando que a luta não tinha acabado ainda. – “E falando em salvo…”

O Ranger sacou uma flecha da sua aljava e apontou seu arco, atirando-o logo em seguida. A flecha singrou os ares, acertando diretamente a lâmina da adaga que Ellen tinha erguida na mão. O impacto fez com que a arma voasse das mãos dela, batendo contra as pedras da estrada. A Thalmor, que estava em cima do Arch-mage, olhou surpresa para o lado, deixando a segunda lâmina desprotegida na sua outra mão, que imediatamente foi segura com as duas mãos por seu adversário no chão, que a forçou para o lado. Os dois rolaram no chão, e na briga, o capuz do mago caiu pela nuca, revelando feições bem familiares. Não era a primeira vez que os Legionários viam Vinnie com pele negra e olhos vermelhos, mas diferente de antes, ele agora tinha as orelhas pontiagudas de um Dunmer, um Elfo Negro.

– “Gira e volta, e nós sempre nós encontramos em posições comprometedoras, não é, Warlock?” – Ellen perguntou

– “E sempre você está tentando me matar, Luthor.” – O Mago respondeu. – “Já pensou em variar?”

– “E perder toda a graça?” – Ela retrucou, batendo o cotovelo no peito dele.

Isso fez o Geek perder o fôlego, e deu a Sacerdotisa a oportunidade de virar a mesa pra cima dele, girando o corpo e forçando-o ao chão novamente, dessa vez com a lâmina de volta ao pescoço dele.

– “Nós não vamos nos meter não?” – Dry perguntou.

– “Em briga de Sith não se mete a colher.” – Diogo respondeu, cruzando os braços e esperando o desfecho…

Inclinando-se ainda mais perto, e com um sorriso maléfico, Ellen olhou com malícia e falou:

– “Para não quebrar a tradição…” – Ela disse, antes de clamar os lábios do seu adversário.

O beijo foi correspondido por um momento, e ela uma vez mais se ergueu, com as duas mãos na lâmina:

– “Eu realmente esperava mais resistência de você.” – Luthor disse, num tom de desapontamento.

– “Eu tinha que me conter, até eles estarem em segurança.” – Warlock falou, num tom sombrio..

A Thalmor olhou para o grupo, sentindo aquela sensação de que ela havia calculado mal aquela luta. Helena, com a sombra de um sorriso fez um tchauzinho para ela, e ao se virar, ela viu, no olhar rubi do Mago, as chamas que ardiam dentro dele: O fogo que vinha das profundezas da Montanha Vermelha, que era nato de todo filho de Morrowind, e o fogo que vinha da alma de um ser cujo espírito era de uma criatura lendária, um ser místico e aterrorizante, um Dragão.

– “Oh…” – Foi tudo que ela pôde falar, antes de vê-lo abrir a boca.

FUS RO DAHHHH!

Como o trovão, a voz do Mago soou e transformou-se em mágica assim que saiu dos lábios, invocando uma força irresistível e poderosa que elevou a Thalmor no ar como uma catapulta, jogando-a para o alto e para longe.

– “AAAAaaaaaahhhhh…” – O grito de Ellen foi ouvido, ficando mais longe a cada segundo, até que apenas um longínquo som de impacto foi ouvido, e algumas árvores balançando, fazendo pássaros revoarem.

– “Outch! essa doeu…” – Diogo falou, fazendo cara de quem chupou limão com sal.

– “Bem feito.” – Dry falou.

Allan não disse nada. Ele e Mary correram para ajudar o Arch-Mage se levantar. E o grupo foi logo atrás:

– “Vocês estão bem?” – O Mago perguntou

– “Nós estamos bem. O que aconteceu Vynn?” – Helena perguntou

– “Overload no sistema. A matriz demorou mais tempo para assimilar vocês, que nunca entraram aqui, do que eu e Ellen, que havia participado em outro teste meu.” – Ele respondeu

– “Bem, isso é tudo muito interessante, mas eu acho que já tive minha quota de excitação por hoje. Onde fica a saída?” – Kika perguntou

A Assassina, o Ranger e o Arch-Mage se entreolharam, e um senso de preocupação começou a surgir em Helena:

– “Não me diga que nós estamos presos aqui.” – Ela falou, cruzando os braços.

– “Presos é um termo muito forte, Amidala…” – Ele falou

– “Vynn…” – Ela usou seu tom mais autoritário

– “Existe uma saída, só que ela exige que certas missões sejam cumpridas.” – Ele tentou explicar…

– “Missões?” – Kika perguntou – “Nós quase morremos agora a pouco!”

– “Isso foi por que vocês estavam sem equipamento e sem subir de nível.” – Allan explicou.

– “Falando em subir de nível…” – Mary apontou para cima, onde lá no céu, duas estrelas brilhavam..

– “Com licença.” – O Ranger falou

De repente, ele puxou do nada um pergaminho, que se tornou uma tela holográfica, e Mary fez o mesmo. Logo, os dois fortaleceram atributos e gastaram XP em qualidades. Notando os olhares, a Assassina explicou:

– “Isso é um jogo, lembram?” – Ela se justificou.

– “Não é seguro ficar por aqui. Nós podemos alcançar Whiterun antes do por-do-sol, e lá eu explico todas as regras.” – O Arch-Mage falou.

Os aventureiros trocaram olhares, e sem uma opção melhor, seguiram o trio…

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FAN SCROLLS – Prelúdio

The Fan Scrolls:

SKYRIM

PRELUDIO

[Fora do Tempo e do Espaço]

[Legion Tower]

Tédio. Essa terrível sensação estava pairando sobre Adryelli, enquanto ela olhava para o monitor, onde luzes aleatórias piscavam, mas nada de interessante acontecia. A japinha se inclinava na mesa, apoiando o rosto na própria mão, e soprava a mecha rebelde que teimava em cair por cima do rosto.

Na Távola Redonda ao centro da sala, Ellen deixava suas unhas secarem enquanto ela lia um magazine online no seu console, tentando ignorar o barulho do teclar constante que vinha do terminal da Cristina, que estava aproveitando os últimos vestígios de um surto criativo. Na sala de estar, separados por uma plexyglass à prova de som, Helena estava compenetrada cercada de livros, enquanto no telão, Vinnie também estava compenetrado, só que com a simulação que ele estava programando.

– “Ai ai… não tem nada acontecendo… nenhum Flame War, nem Trolls fazendo confusão…” – Dry reclamou.

– “Já assistiu Arrow?” – Ellen sugeriu

– “Já.” – A Japa respondeu.

– “Já reviu Smallville?” – a Luthor sugeriu

– “Já.” – Dry respondeu, ainda mais pra baixo.

– “Já leu os quadrinhos?” – A morena sugeriu

– “…já…” – A sensação de desolação começou a tomar conta

– “Então, meu amor, já que você não tá fazendo nada, que tal fazer as unhas do meu pé?” – Ela falou, descruzando as pernas e oferecendo o pé com um sorriso cínico.

A Sacerdotisa não se abalou com o olhar sujo que ela recebeu da japa, que manteve o olhar por alguns segundos, antes de dar a língua para ela e se levantar. Com um sorriso satisfeito, Ellen voltou a cruzar as pernas e voltou a ler. Alheio a ela, Adryelli se aproximou de Cristina, vendo se talvez ela pudesse se entreter com o que quer que a moça estivesse escrevendo. Mal terminou o primeiro parágrafo, a Japinha estava vermelha como um tomate, após descobrir de forma traumática usos sexuais para certos utensílios domésticos que ela jamais tinha imaginado…

De repente, as comportas do turboelevador se abriu, revelando Diogo e Allan, trazendo um moleque de boné de time de baseball, roupas largas, tênis de marca, e algemado. Diogo tinha a expressão levemente constrangida, mas amistosa como de sempre. Já Allan estava com a cara fechada. Ele jogou o moleque numa cadeira, fazendo o boné dele cair e revelando o cabelo a-lá Justin Bieber…

– “Olha aí o Trollzinho que tava agitando lá nos grupos.” – Allan falou, largando em cima da mesa um bastão energético.

O barulho fez Cristina se acordar pro resto do mundo. Ela levantou a cabeça e notou a arma, o moleque, os rasgões na farda preta dos dois rapazes e o fogo no olhar de Allan. Deusas, o calor que subia quando ela via o Legionário daquele jeito… Respirando fundo, e botando sua poker face, a escritora falou:

– “Então, esse é o ‘valente’ que estava tumultuando a conversa das meninas?” – Ela perguntou, segurando os óculos com dois dedos, com a ponta do óculos entre os dentes.

– “Num fui eu não, Tia…” – O moleque falou

SLAP!!

O tapão que Allan deu no pé do ouvido do meliante quase o fez voar para fora da cadeira. Ele girou a cadeira para deixar o guri de frente para ele, se inclinando e encarando-o com um dedo na cara:

– “Tia é a puta que o pariu, moleque! Você mente de novo pra mim, e eu te faço voar daquela janela, sacou?” – Ele disse, de forma ameaçadora.

O moleque se tremeu todo, e Kika também, mas com emoções diferentes.

– “Nós rastreamos o sinal até um condomínio em Nova Friburgo. Nós tentamos ser diplomáticos, mas daí ele chamou por reforços.” – Diogo falou, enquanto guardava as Stun Guns.

– “Uma dúzia de coloridos apareceu, e nós tivemos que abrir nosso caminho na marra.” – Allan falou, sem tirar os olhos do moleque aterrorizado – “Enquanto o Crayon aqui tentava deletar os logs, né, Justin Bieber?”

Os beiços do moleque começaram a tremer, e os olhos já estavam cheios de lágrimas.

– “Eu espero que vocês não tenham se machucado muito.” – Adryelli falou

– “Por favor, Dry.” – Diogo falou, com um sorriso levemente cafajeste – “Nós lutamos contra Kryptonians. Isso não foi nem treino.”

– “O Diogo, com essa carinha de santo, disparou contra o saco de um deles, que quase me deu pena.” – Allan falou, com orgulho.

Adryelli balançou a cabeça positivamente, quando a comporta novamente se abriu, revelando
João Victor. Ele trazia na mão um gadget, e se aproximou, falando:

– “Alguém fez a requisição de um desprogramador?” – Ele falou.

– “Fui Eu.” – Diogo falou, e notando o rapaz, ele ficou pensativo – “ Eu te conheço de algum lugar…”

– “Eu servi nas Guerras Smalvillianas.” – Victor respondeu.

– “Ele é um dos Arrowers.” – Allan explicou – “E aí, JV, você já viu um desprogramador em ação?”

– “Não, nunca…” – O rapaz respondeu, meio nervoso. A fama de Allan certamente o precedia.

Colocando o equipamento na mesa, o Veterano falou:

– “Então, relaxe e aproveite o espetáculo.” – Allan falou, montando o dispositivo de aparência complicada

– “O-o que q-que é i-isso?” – O moleque colorido perguntou, temeroso.

– “Isso, filho, é o que vai ter fazer gente, ou te matar tentando.” – Allan respondeu, numa voz calma e fria.

Adryelli olhou levemente receosa, pois ela sabia da fama daquele famigerado equipamento, mas nunca o havia utilizando antes. Ellen, por outro lado, havia usado em outros, e virou-se, observando com um olhar sádico ao que Allan e Diogo programavam os parâmetros na máquina.

– “Comece em doses leves, para não fritar o cérebro sub-humano dele.” – A Legionária sugeriu.

Se virando para ela, Allan deu um sorriso predatório:

– “Você tem seu método, e eu tenho o meu, Luthor.” – Ele disse, deixando o rosto sério e ameaçador ao final.

Ellen não falou nada. Ela não tinha se mantido viva escolhendo brigas que ela não podia vencer. Alheio ao confronto, Diogo continuou a programar o equipamento:

– “Vai começar nesse mesmo?” – Ele perguntou, se referindo ao parâmetro na tela.

– “Esse aí mesmo. Ou conserta, ou quebra de vez.” – Ele disse, olhando diretamente para o meliante, que já tava chorando na cadeira.

– “Ok, você quem manda…” – Diogo falou, realmente não querendo discutir.

Ele ativou o aparelho e se afastou, caso o colorido não aguentasse… o moleque ficou aterrorizado quando ele começou a ouvir o som de lâminas de tosa se ligarem, e sons completamente alienígenas soando em seus ouvidos…

Aah-aaaave Mariiiiih- iiiiahhhh…”

Ignorando os gritos de agonia do moleque, Allan explicou sua metodologia ao João Victor:

– “Começando por Bach, daí vem Beethoven, Mozart, Strauss, e aí nós pulamos pra Glen Miller, e todo o movimento progressista de 60 e 70.” – Ele explicou – “ Termina com U2 e Greenday para dar uma consciência política correta e um corte curto militar, que ele vira um cidadão produtivo.”

– “E o resto da gangue dele?” – Cristina perguntou

– “Já cuidamos deles . Na UTI onde eles vão passar o resto do ano só passa TV Cultura, TLC e Reruns de Doctor Who Clássico.” – Diogo falou, e olhando ao redor, ele perguntou – “E aí, o que tem de bom pra hoje?”

Adryelli olhou para o ex-Líder Rebelde murcha:

– “Isso foi o máximo que emoção que nós tivemos aqui hoje.” – Ela falou, apontando com o olhar para o Colorido.

– “Eu estava arrancando as últimas gotas de inspiração para meu próximo livro.” – Kika falou

– “Eu estava secando as unhas.” – Ellen declarou

Allan, João Victor e Diogo trocaram olhares, e então o Arrower perguntou:

– “E aqueles dois?” – Victor perguntou.

Cristina olhou por cima do ombro, e vendo os dois Legionários, ela disse:

– “Amid… quer dizer, Helena tá estudando aqueles tomos supremos de enfadonhamento, e Vinnie… bem, ele tá jogando, eu acho?”

– “Zôrra, Ele é foda mesmo… o cara tá se divertindo enquanto vocês ficam aqui entediadas?” – Allan reclamou, e caminhou na direção da sala – “Isso não fica assim não. Ele não é mais Executor e não tem privilégios.”

Diogo balançou a cabeça em negativa, seguindo atrás do seu amigo, e Cristina também seguiu, só para ver o que mais o Legionário iria fazer. Dry também foi atrás, receosa, e Ellen foi atrás, lamentando não ter pipoca e guaraná para ver o circo pegar fogo. João Victor foi atrás por que, sinceramente, ele não queria ficar pra ver o colorido ser desprogramado.

Allan marchou até a sala, e a plexyglass se abriu, revelando a sinfonia calma que soava lá dentro. Helena ergueu a cabeça, observando toda a comitiva que se aproximava com curiosidade:

– “Olá Allan. Olá Diogo.” – Helena os saudou.

– “Olá, Majes… Helena.” Allan a saudou de volta.

– “Olá Helena. Esse aqui é o João Victor.” – Ele apresentou o Arrower.

Ele avançou, passando pela mesa, até parar bem atrás do seu alvo. Ele esperou um momento, mas notando que o Legionário estava usando fones de ouvido, ele bateu no ombro dele.

– “Ei, Vinnie.” – Allan falou

– “Oh, ei, Allan, Diogo… Vocês precisam de alguma coisa?” – Ele perguntou

– “Preciso sim. Preciso que você pare de jogar seu joguinho aí e dê um pouco de atenção ao resto da galera, por que, se você não notou, nós estamos no intervalo do mid-season, e não tem nada acontecendo, e as moças estão entediadas enquanto você fica aí no seu mundinho.” – Allan deu seu sermão..

Vinnie se levantou da sua cadeira, e falou:

– “Eu não estou jogando um joguinho, Allan, isso é uma simulação extremamente complexa que eu estou programando.” – O Geek respondeu.

– “Pra mim, parece um jogo.” – Cristina falou

– “Eu ainda não renderizei todos os layers, por que eu estou em fase de testes.” – Ele se defendeu

– “Cara, isso é Elder Scrolls, não é não?” – João Vitor falou – “Eu já joguei Skyrim, era muito bom.”

– “Sim, e não…. João Victor, certo?” – Vinnie perguntou, e recebendo confirmação visual, ele continuou – ”Isso é uma simulação baseada em Skyrim, só que muito mais imersiva. Na verdade, é tão imersiva que a Mary está trabalhando comigo nela.”

A menção da Primeira CHLOISer fez com que Ellen se interessasse. Dry olhou curiosa e perguntou:

– “Como assim ela está lhe ajudando? Onde está ela?” – Ela perguntou

Virando-se para a tela, ele apontou para uma personagem feminina que estava lutando contra um gigante:

– “Lá está Mary.” – Ele falou, e notando que ela estava em problemas, ele apressou-se em sentar-se na cadeira, e colocou seus fones, onde uma certa Legionária estava gritando – “Oi, sorry, Mary, eu me distraí…. sim…mandando um bônus de level up…. você vai ser capaz de fazer isso in game sim… ok… pode deixar…”

Enquanto o Geek provia meia-conversa ao grupo, na tela, os Legionários viram Mary, vestida com uma cota de malha negra, sacar duas cimitarras e pular por cima das pedras, saltando no ar de forma acrobática por cima do tacape do gigante. Ela caiu ao chão, e imediatamente cortou os ligamentos do joelho do gigante, fazendo-o ir ao chão com um urro. Sem piedade, a Assassina cravou a lâmina nas costas de seu adversário, que caiu ao chão morto…

– “Nossa! Eu quero jogar isso!” – Dry falou, com entusiasmo.

– “É completa imersão?” – Diogo perguntou

– “Sim. Eu teleportei a Mary diretamente no ambiente virtual. O que vocês estão vendo é nossa primeira e única Miss Mary Marvel.” – Vinnie respondeu com um certo orgulho nerd no ar…

Kika olhou para Diogo, acenando positivamente coma cabeça. Diogo olhou para Helena, acenando positivamente com a cabeça, e a ex-imperatriz falou:

– “Bem, um repouso dos meus estudos me cairia bem…” – Helena considerou.

– “Oba!! então vamos todos?” – Dry perguntou, quase saltitante de excitamento.

– “Eu creio que sim, Dry.” – Allan respondeu – “E você, JV, vai também?”

O Arrower olhou para o Cavaleiro e disse:

– “Bem, essa é uma oportunidade única. Eu tô dentro.” – O rapaz respondeu.

Ellen olhou para o resto do grupo, e com um ar resignado, ela concedeu:

– “Já que vamos todos, vamos duma vez.” – A Sacerdotisa falou

– “Ok então!” – o Geek falou, assinalando alguns parâmetros… – “Todos se preparem!”

De repente, luzes os envolveram, e tudo ficou claro….

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OUF-C3- O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

Once Upon a Fan

Capítulo 3 – O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

[Vila de Storybrooke, Maine. – Escritório do Xerife]

Quando David Nolan, ou Príncipe Charming, como ele agora lembravam quem era, veio bater na sua porta naquela manhã, Regina Mills, a Evil Queen da Terra dos Contos de Fadas, achou estranho a história que ele havia lhe dito, e seguiu com ele para o escritório do Xerife, se por nada mais, para passar algum tempo com Henry.

  • “E então?” – Charming repetiu, insistindo na pergunta.

Regina se aproximou da cela, olhando para os seis forasteiros, que definitivamente não eram seus súditos..

  • “Eu não tenho a menor ideia.” – Ela falou, olhando para um dos presos, ela falou – “Você, quem é você? E de onde você vem?”

Aproximando-se das barras, Allan Al Lugger olhou para a mulher, a qual ele lembrava-se, mesmo não a tendo conhecido antes, e falou:

  • “Drake, meu nome é Allan Drake.” – O Cavaleiro respondeu, usando o nome que ele tinha naquela terra. – “E você é Regina Mills, a prefeita do burgo, certo?”
  • “Burgo?” – Regina repetiu, confusa por um momento.

Ela virou-se para David, que, estava tão confusa quanto ela, e Vynn Dox adicionou:

  • “Ela é a prefeita do burgo e Vila de Storybrook aqui neste lugar, e na Terra dos Contos de Fada, ela é a Rainha Má.” – O Sith falou
  • “Maravilha… outra vilã pra minha lista.”Gioton Windu disse, de forma sarcástica e enfadonha.

Regina virou-se imediatamente e aproximou-se de David, falando em voz baixa pra ele:

  • “Eu não tenho a menor ideia de quem são essas pessoas.” – A Rainha Má falou

David arregalou os olhos, e virou-se de costas para a cela também:

  • “Como assim você não sabe? Eles não foram trazidos aqui pela sua maldição?” – O Príncipe perguntou.
  • “Eu não tenho certeza.” – Ela confessou.
  • “Ei, Príncipe Charmoso!”Alana Mallor chamou atenção dele – “Nós não vamos ter nosso telefonema não? Nesse mundo,  esse é o nosso direito constitucional.”

David olhou para Regina e então para a Legionánia. Ele pegou a chave que estava pendurada no seu cinto e se aproximou da cela.  Mallor olhou para os outros com um sorriso triunfante, se aproximando das barras:

  • “Pra quem você vai ligar?” Lana Lang perguntou.

A forma como a Talokian parou de repente,  e murchou, foi quase cômica. Mallor virou-se para o resto do grupo,  em busca de suporte,  mas o que ela recebeu foram negativas; Gioton balançou a cabeça, assim como Lana e Allan deram os ombros, e Karlla Calrissian, notando alguns olhares dirigidos à ela,  falou:

  • “Eu posso ligar pro promotor babão…” – Ela sugeriu
  • “Isso não vai ser necessário. “ – Uma voz firme soou por trás de Regina.

Todos olharam para a entrada, e viram pela porta aberta, uma mulher vestida com um talieur negro, que tinha um ar gritante de governo nela. Os óculos escuros, o suspeito volume oculto pelo terno e o fone de ouvido semitransparente típico de servicos secretos só reforçavam a idéia para todos eles:

  • “E você,  quem é?” – Regina perguntou
  • “Eu sou Val Waller, agente especial federal.” – Ela falou, ao que a porta se abriu e dois homens de preto mau encarados entraram no escritório – “E vossas altezas saírem da frente,  eu vou lhes aliviar do fardo destes prisioneiros.”

David olhou confuso para Regina, que estava tão surpresa quanto o Príncipe. Dox esboçou um sorriso sombrio ao ver a face familiar de Valeria Pellaeon no recinto:

  • “Espera um minuto.”– David falou,  tentando fazer sentido do que estava acontecendo – “Você não pode simplesmente entrar aqui e fazer o que quer. “
  • “Eu tenho um distintivo e a autoridade que me diz o contrário.” – Pellaeon retrucou

Ela estalou os dedos,  e os dois brutamontes literalmente levantaram Charming do chão pelos braços,  colocando-o no chão  longe da cela,  e no processo um deles jogou a chave para Valeria. Regina imediatamente colocou-se na frente dela,  indignada com o descaso da agente para com a autoridade dela e de David:

  • “Eu não quero saber que autoridade você tem.  Eu sou a Rainha aqui e ninguém faz nada a não ser que eu permita!”

O olhar predatorio que Pellaeon dispensou à Rainha a fez sentir o sangue ferver; a forasteira não tinha medo dela. Regina olhou com raiva para Val, mas por que ela sabia que Henry estava ali,  ela se conteve:

  • “Não fique tão revoltada,  alteza.  Minha lealdade não está  com Príncipes ou Rainhas; Eu sirvo à Imperatriz da Galáxia. “ – Valeria declarou, ouvindo os passos ordenados vindos do corredor.

Pellaeon deu um passo para o lado, virando-se para as portas,  que foram abertas por outras duas mulheres,  vestidas como agentes, e pelas portas,  seguida por dois homens em roupas táticas negras e armados com fuzis,  uma mulher de porte e aura real,  vestida num conjunto esmeralda,  marfim e dourado que serviria igualmente num evento de tapete vermelho ou numa mesa de reunião. Helena Amidala fitou a Rainha Má de cima a baixo assim como Regina era acostumada a fazer com todos ao seu redor.

Ao reconhecerem sua soberana,  o grupo dentro da cela imediatamente se prostrou diante de Helena,  que se dirigiu à mulher a sua frente:

  • “Eu sou Helena Wayne,  Governadora do Distrito de New Troy¹.” – Amidala declarou
  • “New Troy? O que?” – A Rainha Má repetiu, confusa.

Valeria chamou a atenção de Regina para a parede, onde tinha o mural onde o mapa da cidade,  como ela lembrava; mas não o mapa ao mesmo tempo não era como ela percebia. Storybrooke estava lá no mapa,  suas ruas e vizinhanças como ela conhecia,  mas existia mais… Ao norte e ao oeste da cidadezinha, separados pelo rio e uma reserva florestal,  havia uma vasta área urbana onde diversas vizinhanças existiam, e Regina constatou em horror que seu reino terreno era apenas parte do dominio da mulher à sua frente.

FIM DO CAPÍTULO

Notas:

¹ – Distrito consolidado, ou Cidade-Condado consolidado é uma unidade administrativa que incorpora diversos burgos. O exemplo-mór disso é New York City, que tem cinco burgos (Manhattan, Bronx, Brooklyn, Queens e Staten Island). Um distrito pode ter um prefeito (como em NYC), ou um Presidente do conselho executivo (como Amidala é), em termos de autoridade e poder é muito similar.

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OUF-C2- Na Cadeia…

Once Upon a Fan

Capítulo 2 – Na Cadeia…

[Vila de Storybrooke, Maine. – Escritório do Xerife]

[Horas Depois]

  • “Ugh…”Vynn Dox gemeu ao que ele retornou à consciência..

Ao abrir os olhos, a primeira coisa que ele notou foi o teto cinza. O Sith tentou se levantar, mas o mundo ainda estava girando, e ele parou, se apoiando nos cotovelos…

  • “Urgh… Alguém anotou a placa da jamanta?” – Ele falou para sí mesmo, ignorante da presença dos outros…
  • “Jamanta é a senhora sua vó!”Alan Mallor respondeu, claramente de mau humor.

Dox piscou algumas vezes, se acostumando com a luz, e então notou a presença da Legionária, e de Lana Lang e Karlla Calrissian, que estava com um curativo na cabeça, e Allan Al Lugger, que estava com a mão enfaixada, e Gioton Windu, que tinha um olho roxo. E todos os seis estavam numa grande cela.

  • “Por que nós estamos numa cela?” – Dox perguntou, ainda confuso.
  • “O que você acha, Sherlock?” – Gioton perguntou, sarcástico – “Você envolveu o Xerife, e pior de tudo, um que é claramente insano.”

O olhar de indagação do Sith era claro:

  • “Como assim insano?” – Dox perguntou encostando-se na parede.
  • “O cara pensa que é um personagem de contos de fadas.”– Al Lugger explicou – “O cara acha que é o príncipe da Branca de Neve”

Dox fitou de Al Lugger para Gioton, Karlla, Alana e Lana. Eles claramente compartilhavam a mesma opinião.

  • “E por isso ele é louco?” – Dox perguntou, engatando sua análise antes que alguém mais falasse – “Eu conheci essa semana Geppetto,  Red Riding Hood,  Os Sete Anões e Cinderella. Algum de vocês lembra de algum destes personagens ou das histórias deles antes de recobrarem a memória aqui?”

Os outros olharam entre si, e aqueles buscavam na memória nas lembranças deles, descobriam que eles realmente não sabiam sobre esses contos de fadas até após eles recobrarem a memória em Storybrook. Calrissian bateu as mãos no banco onde ela estava sentada, de forma exacerbada, e falou:

  • “Isso eu ridículo!”– Karlla exclamou – “Eles vem de contos de fadas!  Onde existem seres fantásticos e mágica!”
  • “Falou a mulher do povo alado.” – Dox retrucou, já não sentindo-se entorpecido.
  • “E em relação à mágica?” – Gioton perguntou – “Nós não temos mágica em nossa galáxia.”

Dessa vez, o Sith não precisou responder, por que Allan fez isso por ele:

  • “Muitos veem a Força como mágica, Gioton.” – O Cavaleiro das Trevas falou. – “De fato, há registros de usuários da Força que fizeram coisas que rivalizam o conceito de mágica daqui.”

Dox verificou seus bolsos, e retirou de dentro do casaco o seu celular, enquanto Alana argumentava com seu colega:

  • “E como é que você sabe disso, sabichão?” – Mallor perguntou.
  • “Tirando o fato de que eu era bibliotecário no acervo da Cavalaria? Eu tenho uma livraria aqui.” – Al Lugger respondeu.
  • “Zôrra, você tem uma livraria?” – Gioton perguntou, surpreso e indignado – “Cacete, eu sou caixa de supermercado, e você tem uma livraria?”
  • “Você acha que isso é ruim? Tente ser garçonete no bar, com todo bebum da cidade tentando passar a mão em você.” – Alana reclamou.
  • “Você acha que isso é ruim? Tente ser a secretária que fica levando cantadas descaradas do chefe e ter que inventar um namorado fictício pra aquietar o velho babão.” – Calrissian também reclamou.

Lana olhou surpresa para o resto do grupo, e levemente encabulada, ela falou:

  • “Nossa, agora meu me sinto até com vergonha…” – Lang disse
  • “Por que, o que você era?” – Gioton perguntou – “Cafetã?”

A pergunta de Windu lhe valeu um tapa na nuca por parte de Al Lugger, que ele só não protestou por que ele se viu recipiente do bat-olhar do Cavaleiro.

  • “Perdoe meu companheiro bouca-frouxa, alteza.” – Allan se desculpou de forma educada.
  • “Não se preocupe, Sir Allan.” – Lang respondeu com graciosidade – “Na verdade eu era, ou sou, uma viúva de um oficial militar que deixou uma boa pensão, e eu faço artesanato e tricô pra passar o tempo.”
  • “Tricô? Sério?” – Alana perguntou, surpresa
  • “O que tem demais? É divertido!” – Lana se defendeu, levemente ofendida – “Além do que, não é como se eu tivesse escolhido, afinal de contas, nós sabemos quem fez a escolha para nós.”

Novamente, todos os olhares se voltaram para o Sith, que sentindo a tensão, parou de mexer no seu celular:

  • “O que?” – Ele perguntou
  • “Isso explica muita coisa.” – Gioton falou, e se dirigindo ao Sith, ele falou – “Cacete, isso que é guardar rancor na geladeira. Me colocar como caixa de supermercado?”
  • “Eu não tive nada a ver com isso.” – Dox se defendeu.
  • “Dá um tempo, Warlock, isso tem você escrito do primeiro ao quinto.” – Mallor o acusou.
  • “Não apenas isso, eu aposto que ele…” – Karlla falou, apontando para o Sith –”Deve ser um manda chuva da área.”

Dox dispensou um olhar sujo à Legionária, que não se intimidou de maneira alguma.

  • “No mínimo, ele é um milionário recluso.” – Alana especulou
  • “Isso, ou um Juiz.” – Gioton adicionou
  • “Juiz ele não é. Disso eu sei.” – Karlla falou, revelando mais do que ela queria – “Mas eu já o vi no tribunal!”

O olhar de alarme do Sith o traiu, e o resto do grupo notou isso:

  • “Ah-Hah! Ele é advogado.” – Gioton declarou.
  • “Não, não é isso.” – Calrissian falou, tentando resgatar a lembrança específica
  • “Promotor então?” – Lana arriscou um chute.

A Legionária balançou a cabeça em negativa, e o Sith pareceu ficar mais desconfortável a cada momento:

  • “Meirinho?” – Allan chutou
  • “Guarda?” – Gioton tentou de novo
  • “Mensageiro?” – Lana de novo
  • “Membro do Juri?” – Alana

Os chutes continuaram, e Dox sentiu o seu colarinho de repente ficar meio apertado. Não iria demorar muito tempo até que Calrissian se recordasse do encontro dos dois…

  • “Lembrei!” – Dito e feito, Karlla se pronunciou, se levantando do banco, e imediatamente ela se sentou – “Oh…”
  • “Oh?” – Gioton repetiu, confuso

Todos os olhares foram para a Starhavean, que pela primeira vez, olhou para o Sith, com piedade nos olhos. Dox virou a cara, olhando para a parede, por que ele sabia o que estava para vir:

  • “O que? O que que ele é?” – Gioton perguntou.

Karlla sentiu um certo desconforto em se pronunciar, e tentou escolher suas palavras:

  • “Ele é um… técnico…consultor?” -Ela tentou não falar muito.
  • “Técnico consultor? Isso não é tão ruim.” – Lana falou, estranhando a hesitação de Calrissian.
  • “Técnico consultor em que área?” – Allan perguntou, mais direto.
  • “Hã… em…lei fiscal?” – ela falou.

A Legionária fitou o Sith, e seus lábios se moveram num “desculpa” silencioso. Ela realmente estava sentindo pena dele agora:

  • “Lei fiscal. Você quer dizer um técnico em taxas.” – Allan especificou.
  • “Técnico em taxas? É isso? Que tédio.” – Alana falou, perdendo o interesse.
  • “Técnico em taxa não é tão ruim assim.” – Lana falou, tentando olhar pro lado positivo – “Ele ajuda pessoas a lidar com o Imposto de Renda…”

Karlla levou as mãos ao rosto de vergonha,não por ela, mas por Dox:

  • “Ele não ajuda as pessoas, ele trabalha pro governo…” – Ela finalmente revelou tudo.
  • “Você quer dizer?” – Gioton falou, virando-se imediatamente para o Sith

Os olhares de surpresa e espanto recaíram sobre Dox, que fez uma cara de quem tinha acabado de chupar limão com sal…

  • “Ele é inocente.” – Allan declarou, com convicção
  • “Verdade. Até Siths tem um módico de respeito próprio.” – Gioton falou
  • “Puta que Pariu, o cara é Auditor do Imposto de Renda.” – Alana falou, em descrença.
  • “Satisfeitos agora?” – Vynn perguntou, visivelmente corado de embaraço.
  • “Desculpa aí, cara…” – Gioton falou – “Eu achei que eu era um fudido, mas você ganha…”

Dox dispensou mais um olhar sujo, mas sem efeito…

  • “Puta merda… o cara é a mosca no cocô do cavalo do bandido…” – Alana descreveu de forma mais adequada a situação do Sith.

Gioton e Alana olharam um pro outro, e após um segundo de silêncio…

  • “HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!” – O riso da dupla permeou por todo o recinto.

Lana cobriu polidamente o rosto, mas também riu. Karlla, ainda com uma cara de pena, tentou seu melhor para não rir, quase sucedendo em seu intento. Allan não riu abertamente, mas a sombra de um sorriso surgiu no seu rosto taciturno.

  • “Frakk.” – Dox resmungou, uma vez mais sabendo o que viria a seguir…
  • “Se a gente jogar ele numa cova. A terra cospe de volta, HAHAHAHAH.” – Alana começou com o bombardeiro de piadas
  • “Sabe por que a Força criou Os auditores?” – Gioton perguntou
  • “Não, por que?” – Alana entrou no jogo
  • “Por que ela queria mostrar que tinha escória pior que Advogados!” – O Cavaleiro respondeu.

Mais risadas, mais piadas, e Dox começou a cogitar quanto tempo ele levaria para quebrar a trava daquela cela…

  • “Sabe que o Leão mandou uma carta pra simplificar a coleta de taxas no futuro?” – Alana perguntou
  • “Não, o que falava nela?” – Gioton perguntou
  • “Falava primeiro para descrever quanto dinheiro você fez no ano anterior, e então para enviar um valor igual ao que você descreveu antes direito pro leão.”

As barras pareciam meio enferrujadas, talvez Vynn conseguisse forçar uma delas até arrebentar…

  • “O auditor falou pro declarante: Eu sinto muito, mas você não pode declarar o que você pagou no ano passado de taxa como investimento falido.”

Talvez, se ele usasse a corrente que segurava o banco, ele pudesse forçar a porta o suficiente para destrancar…

  • “Se você pensa que ninguém se importa que você está vivo ou não… tente atrasar sua declaração.”

Aquela parede era de concreto, mas o teto parecia ser de alvenaria. Talvez ele conseguisse usar o banco para abrir um buraco no teto…

  • “Você sabe que pílulas anticoncepcionais são deduzíveis né? Basta elas não funcionarem.”

Arrancar a lâmpada do teto era fácil, mas Dox duvidava que ele iria conseguir amperagem o suficiente para se eletrocutar até a morte…

O sith agradeceu silenciosamente à Força quando ele viu Charming entrando no escritório, acompanhando de uma mulher, por que isso acabou com a sua conga da humilhação.

  • “Aqui estão eles.” – Charming falou, e virando-se para a mulher, ele perguntou – “Então, quem são eles, Regina?”

FIM DO CAPÍTULO

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OUF-C1- Era Uma Vez..

Once Upon a Fan

Capítulo 1 – Era uma Vez…

[Vila de Storybrooke, Maine. – Granny’s Diner]

[Uma semana após a Quebra da Maldição]

No pacato diner da cidade que ainda estava se acostumando ao retorno das memórias após a quebra da Maldição da Rainha Má, a vida continuava. Red Riding Hood estava servindo café para Grumpy e o resto dos anões; Cinderella e Príncipe Thomas repartiam uma torta sob os auspícios da nenê do casal, Alexandra; Geppetto e Jiminy Cricket discutiam a situação atual da cidade e seus habitantes, e num canto do balcão, sentado num dos bancos, um outro residente compulsório da cidade estava ocupado no seu tablet e seu café… Ele, como o resto da população de Storybrooke, tinha vindo de outro lugar, mas diferente da maioria da população, ele tinha vindo do universo dos Contos de Fadas, e sim de uma Galáxia Muito, Muito Distante

Desde que suas memórias haviam voltado logo antes da neblina púrpura encobrir a cidade, ele havia entrado em ação, investigando os residentes e buscando respostas para as perguntas que permeavam sua mente. Em particular, duas dessas perguntas tinham prioridade no momento: Quem dentre eles havia sido responsável por eles terem sido transportados para esse mundo, e como eles iriam voltar para a galáxia deles. Foi um segundo tarde demais que ele teve a sensação de que ele não era o único extra-galáctico no recinto.

  • ”Você é um sujeito difícil de se achar, Milorde.”– A voz serena de seu adversário soou ao seu lado, juntamente com o som do banco que ele moveu para sentar-se..
  • ”Aparentemente não o suficiente. Mestre Jedi.” – Ele respondeu, no seu tom cínico usual, desligando o tablet e colocando-o no bolso.

Igor Katarn colocou as duas mãos no balcão, e olhou para Vynn Dox, que calmamente tomou um gole de seu café.

  • ”Eu estou procurando por alguém.” – Katarn falou.
  • ”Não estamos todos?” – Dox perguntou.
  • ”Hilário.” O Jedi respondeu, num tom seco – “Diana ainda está desaparecida. E eu não a ví em local algum na cidade.”
  • ”Tem um mural no centro da cidade para isso, eu creio.” – O Sith informou.

Katarn ignorou o gracejo de Dox e continuou:

  • ”Você é um autocrata compulsivo. Ficar sem controle e sem informação não é uma opção para você.”– Igor declarou – “Eu imagino que você já tenha formulado uma duzia de estratégias e rastreado todos os nossos conhecidos nessa cidade. Conhecidos que muitos de nós estamos procurando, de forma desesperada…”

O Sith se virou para Katarn, tendo lido nas entrelinhas o que ele estava falando..

  • ”Diana não está na cidade.” – Dox falou.
  • “Obrigado.” – Katarn falou, levantando-se do banco. Ele abotoou seu casaco e falou –”Que a Força esteja com você.”

Dox apenas acenou de volta com a cabeça, e ele notou, de forma suspeita, quando o Mestre Jedi decidiu saí pela porta dos fundos. Não se passaram mais que alguns segundos, quando a porta do diner foi aberta de forma violenta.

  • WARLOCK!!A voz irada de Allan Al Lugger soou da porta.

Imediatamente todos os ocupantes do diner olharam para o Cavaleiro Imperial, e então, para o Sith, não por que eles haviam finalmente reconhecido o forasteiro, mas por que para os habitantes da Terra dos Contos de Fadas, “Warlock” significava algo muito ruim… Al Lugger marchou até onde o Executor Imperial estava, e mais duas faces familiares o seguiam; Gioton Windu e Karlla Calrissian apareceram logo atrás do cavaleiro:

  • ”Oh, Frakk!” – O Sith falou, imediatamente antes de chutar o banco contra o Cavaleiro.
  • Humpf!” – Allan grunhiu ao receber o banco na cara, que o fez cair no chão.
  • ”Pra cima dele!” – Gioton gritou.

Calrissian não perdeu tempo, escalando uma cadeira e uma mesa antes de saltar para cima de Dox, que a pegou no ar, redirecionando o salto dela contra a mesa dos anões, onde a Starhavean caiu ruidosamente por cima de Happy e Sneezy. O Sith mal teve tempo de apreciar a cena, sendo o recipiente de um gancho por parte de Windu que o fez cair em cima da mesa de Cinderella e Thomas.

  • Outch!” – Vynn reclamou de dor, olhando surpreso por uma fração de segundos para Alexandra. Ele notou a mamadeira à frente dela e a pegou – “Mil perdões.”

Ele sentiu ser puxado pela jaqueta, e imediatamente esguichou a mamadeira na cara de Gioton, que ficou surpreso e atordoado por um segundo, que foi suficiente para que Dox lhe acertasse uma joelhada no queixo, e uma pezada nos peitos, fazendo-o rolar por cima da mesa de Gepetto e Cricket.

O sith olhou para a porta livre, e rapidamente se locomoveu naquela direção. Agarrando Red Riding Hood pela cintura, ele a moveu do chão de um lado para outro sem cerimônia, buscando a saída, mas a sua decisão de simplesmente não empurrar a moça lhe custou preciosos segundos, uma decisão da qual ele se arrependeu no segundo que ele sentiu a rasteira de Al Lugger, que o fez se desequilibrar, e ele só evitou o chão por ter caído sentado em cima de uma das mesas. Antes que o Sith pudesse se recuperar, no entanto, ele viu, com horror, os dois pés de Karlla se aproximando velozmente do alto…

Do lado de fora do Diner, passantes nem imaginavam o caos que havia se instalado lá dentro momentos antes, mas ao que eles viram um homem voando pela vidraça, batendo e rolando no chão até arrebentar a cerca branca, eles sabiam que algo estava muito errado. Dox parou de rolar no asfalto, olhando para o pneu que se aproximava dele rapidamente. Numa fração de segundos o Sith rolou, evitando ser esmagado, ao que a picape que quase o atropelou parou bruscamente.

Príncipe Charming imediatamente desceu do seu carro, preocupado em ter atropelado alguém, e do lado do passageiro, Henry, neto do príncipe, também desceu. Charming viu o rapaz saindo debaixo do carro, e imediatamente o ajudou a se levantar:

  • Você está bem?” – Charming perguntou, preocupado.

Dox contudo, não perdeu tempo para responder, ao que ele viu Calrissan pulando pela janela arrebentada e Gioton e Allan vindo pela porta…

  • Ei, pra onde você tá indo?Charming perguntou, surpreso, ao que o forasteiro começou a correr.

Karlla saltou por cima do capô da picape, pousando na frente do Sith. Ela imediatamente tentou encaixar um soco, mas o seu golpe foi redirecionado por Dox, que a puxou e a jogou contra a picape. Por trás de Charming, Gioton partiu com uma voadora, da qual o se esquivou e acertou a palma da mão nas costas do cavaleiro, fazendo-o bater contra outro carro que parou no meio da rua. Por trás de Dox, Allan surgiu, e o Sith teve de se defender uma vez mais. O Cavaleiro Das Trevas dispensou uma sequência de chutes e socos que o Sith defendeu. Ele forçou o erro de Al Lugger, esquivando-se num soco que terminou atingindo o vidro do carro, causando muita dor e fazendo-o perder a concentração.

Aproveitando o cachecol que Allan usava, Dox agarrou o braço dele, e saltando, ele rolou em cima das costas do Cavaleiro, acertando dois chutes em sequência em Giotom, que tinha vindo pra cima uma vez mais. Ainda com Al Lugger seguro pelo braço, ele moveu o cavaleiro contra Karlla, que terminou acertando um soco em seu companheiro. Sem perder tempo, Vynn jogou seu ex-companheiro de armas contra a Legionária, fazendo-a perder o equilíbrio. Ela se desvencilhou de Al Lugger à tempo de ver a palma da mão que a acertou bem no plexo, fazendo-a bater contra a picape, e cair perto da porta aberta da cabine. O Sith então bateu com força a porta da cabine da cabeça da Starhavean, colocando-a fora de combate.

Olhando ao redor, Dox viu que ele havia atraído atenção demais, ao que uma multidão começou a se formar, e ele rapidamente decidiu por fugir, mesmo sob os protestos de Charming, Red Riding Hood e de outros… Escorregando por cima do capô de um dos carros estacionados, o Sith alcançou o outro lado da rua e correu em direção a esquina, já formulando sua rota de fuga em sua mente, quando ele foi parado por um bastão de hóquei enfiado no seu estômago.

  • “UGH!” – Dox urrou, quase engasgando e cambaleando para trás.

Ele ergueu os olhos instintivamente, e viu surgir da esquina Lana Lang, com Alana Mallor ao lado dela, com um bastão de baseball . Dox tentou falar alguma coisa, mas ele não tinha fôlego. A Legionária o fitou com um sorriso predatório, e ele sabia que boa coisa não era…

  • Payback, bitch!” – Mallor falou, dando um swing com o bastão.

Dox só sentiu o impacto, e o mundo começou a rodopiar, para logo em seguida, as luzes se apagarem. A última coisa que o Sith conseguiu perceber foi a voz de Charming gritando alguma coisa, e um disparo de arma de fogo…

FIM DO CAPÍTULO

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Dudu Queiroga – Nunca Desistir

Nunca Desistir

By Dudu Queiroga


Escuro da noite, Te sinto perto de mim

Tua luz enche o vazio de dentro

Se calam as vozes; escuto à Ti

Dizendo pra não parar, E nunca desistir

 

Tudo tem seu tempo, A vida nos ensina assim

Seguir enfrentando o medo

Quando procurar alguém, Que me faça sorrir

Te chamo e eu se-ei que Vais estar aqui

 

Faça Luz de trevas , E cura a minha dor

Me enche de Espirito, De Paz e de Amor

Minha vida dou à Ti

Faz de mim Teu instrumento

Guia os meus passos

Sou Teu filho, SENHOR!

 

Faça Luz de trevas, E cura a minha dor

Me enche de Espírito, De Paz e de Amor

Minha vida dou à Ti

Faz de mim Teu instrumento

Guia os meus passos

Sou Teu filho, SENHOR!

 

Escuro da noite, Te sinto perto de mim

Tua luz enche o vazio de dentro

Se calam as vozes; escuto à Ti

Dizendo pra não parar, E nunca desistir

 

Tudo tem seu tempo, A vida nos ensina assim

Seguir enfrentando o medo

Quando procurar alguém, Que me faça sorrir

Te chamo e eu se-ei que Vais estar aqui

 

Faça Luz de trevas e cura a minha dor

E enche o meu espírito, De Paz e de Amor

Minha vida dou à Ti

Faz de mim Teu instrumento

Guia os meus passos

Sou Teu filho, SENHOR!

Faça Luz de trevas, E cura a minha dor

Enche o meu espírito, De Paz e de amor

Minha vida dou à Ti

Faz de mim teu instrumento

Guia os meus passos

Sou Teu filho, SENHOR!

 

Nunca Desistir

Nunca Desistir

Nunca Desistir

Nunca Desistir

Nunca Desistir

Nunca Desistir

Nunca Desistir

 

Faça Luz de trevas, E cura a minha dor

Enche o meu espírito, De paz e de amor

Minha vida dou à Ti

Faz de mim teu instrumento

Guia os meus passos

Sou Teu filho, SENHOR!

Faça Luz de trevas, e cura a minha dor

Enche o meu espírito, De paz e de amor

Minha vida dou à Ti

Faz de mim Teu instrumento

Guia os meus passos

Sou Teu filho, SENHOR!

 

Sou Teu filho, SENHOR! Oh-hoh!

 

 

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Fan Wars – CHLOIS: Agentes do Caos (Parte I)

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FAN WARS

Apresenta:

 

CHLOIS – Agentes do Caos

 

By Vinnie Warlock


Sinopse: A infame origem do Trio Ternura

Personagens: Mary “Komehini” Marvel, Ellen “Luthor” Prince, Carol “Bin Laden”, Helena “Amidala”, Diogo “Organa”, Sandra “Sullivan”


PARTE I

[Setor Espacial 2814, Terra-Prime]

[22 de Maio, 2002 – Perto da Meia noite]


A cidade de Ribeirão Preto, a Jóia Agroeconômica do Noroeste Paulista, era conhecida por Califórnia Brasileira por diversos motivos, mas naquela noite, pacata cidade de 600 mil habitantes teria mais um motivo de comparação ao estado norte-americano.


Numa área deserta do Parque Curupira, Jaqueline Januária, 22 anos, estava prestes a morrer. Ela era uma moça de boa índole, de família trabalhadora, cursava enfermagem na UNIP, gostava de comer pastel chinês, ia todos os anos na feira de livros, e gostava de Xitãozinho e Xororó. Mas nada disso importava neste momento, ao que ela, lutando inutilmente contra as mãos fortes que lhe apertavam o pescoço e lhe negavam o ar vital aos seus pulmões.


Tudo que importava era que ela era morena de pele clara, tinha cabelos lisos, lambidos e longos, e isso à havia tornado um alvo potencial para a sua assassina, cujos olhos lacrimejantes, cheios de ódio, a fitavam com intensidade. Jaque Janu (como ela era chamada pelos amigos), não conseguia entender por que ela havia sido atacada, e tentou dizer que ela não era a tal da “Lana” a qual a sua atacante claramente à havia confundido, mas ali, em seus últimos momentos, ela sentiu pena da moça a qual ela não conhecia, por que ela tinha certeza que a mulher que a estava matando iria fazer muito pior com o verdadeiro alvo de seu desafeto…


  • “MORRE SUA VADIA!! MORRE LANA!!” – Gritou Sandra Sullivan, ao extrair vingança, pela oitava vez naquela noite…



Ao que a sua vítima parou de estrebuchar, seus olhos vazios fitando a Fã Número Um de Allison Mack, A máscara de ódio no rosto da recém-inciada Serial Killer se desfez, com a expressão levemente cansada, mas casual, de volta às suas feições. Ela largou do pescoço da moribunda, esfregando os dedos, e limpando-os em um lenço, e levantou-se, ajeitando os seus cabelos, que estavam levemente despenteados…


Olhando ao redor, Sandrinha deixou a brisa da noite tocar seu rosto, e uma sensação de relaxamento, tal qual como aquela que se alcançaria após um orgasmo, percorreu seu corpo… esta havia sido a oitava “Lana” que ela havia dado cabo naquela noite, e ela estava ficando perita no assunto. Suas mãos já nem doíam tanto e ela nem teve de usar o cachecol dessa vez. Ela olhou com desdém para o corpo morto no chão, e revirando os olhos, agachou-se para pegá-lo pelos pés, arrastando-o para além da clareira, no canal que levava ao rio.


Sem muito esforço ela jogou o corpo dentro da água, notando mais adiante duas outras de suas vítimas boiando lentamente na direção da corrente. Sandra sorriu, não um sorriso simplesmente maquiavélico, mas um sorriso louco, perigoso… Ela sempre havia tido uma quedinha secreta pelo Joker, e agora, naquela noite, na noite da maior decepção da sua vida, ela estava se sentindo estranhamente liberada em sua vingança, e ela queria mais… Lana Lang iria pagar caro, muito caro.


[São Paulo – Capital]


Um dos maiores clássicos do futebol paulista e brasileiro era sem dúvida alguma Palmeiras x Corinthians, conhecido entre os eruditos do Esporte das Multidões como Derby Paulista, o nono maior clássico do futebol mundial e a rivalidade futebolística brasileira superada apenas pelo Fla-Flu. A rivalidade, inciada em 1914 com a fundação do Palestra Itália tendo jogadores vindos do Sport Clube Corinthians, é recheada de jogos épicos, e mais recentemente, da triste violência causada pelas torcidas organizadas.


E como já era de se esperar, naquela noite, Porcos da Mancha Verde e Gambás da Gaviões da Fiel estavam lutando nas ruas nas imediações do Estádio do Pacaembu, após o empate de 1×1, a expulsão errônea de um atacante palmeirense e o pênalti irregular concedido ao meia corintiano. Aquela noite seria uma das mais brutais da história do futebol paulista, e iria ser o estopim para uma severa mudança na política de segurança nos estádios e em relação à torcidas organizadas. Mas nem Corintianos nem Palmeirenses seriam pelo massacre daquela noite. Sim, eles tinha feito sua parte, iniciando o confronto, mas o saldo de mortos daquela noite seria a obra secreta de uma São-Paulina…


Do alto da terceira torre de luz do Pacaembu, Mary Komehini Marvel estava posicionada em uma missão de vingança e destruição. Ela estava armada com seu Rifle Sniper SR-25, o presente de aniversário dado com muito carinho pelo seu tio-avô, um veterano ex-guerrilheiro do MRN, que esteve com Ché e Fidel em La Plata e La Mercedes (e que saiu de Cuba sob rumores que havia sido ele que havia erroneamente depositado o cheque do aluguel de Guantánamo Bay), lutou e sobreviveu à Guerrilha do Araguaia, e que havia ensinado as coisas que havia aprendido em seus anos revolucionários à sua sobrinha-neta favorita.


Ela já havia trocado o pente pela terceira vez e até agora ela não havia desperdiçado uma única bala (titio iria ficar orgulhoso). Uma vez mais ela se deitou no piso de metal, ajustando a mira telescópica, e buscou em meio ao caos, mais uma vítima. Ela havia decepado a cabeça do ursinho carinhoso que ela tinha nos braços de tanta raiva, quando aquela bixa-sem-sitocômetro do Diretor Assistente havia impedido o beijo da sua heroína, Chloe, com o mocinho da série, Clark, e pra piorar ainda mais a situação, a songa-monga daquela mulherzinha havia se metido em mais uma enrascada, e o babaca do Clark deixou a pobrezinha da Chloe sozinha pra ir salvar aquela desgraçada!


Sentindo a sua ira renovada pela lembrança do seu martírio, ela buscou mais um pouca-telha no meio da multidão, achando um corintiano com uma garrafa de pinga fazendo as vezes de coquetel molotov, e sem titubear, ela mirou e apertou o gatilho. A bala saiu com um barulho surdo e amplamente abafado pelo silenciador e pelo barulho da multidão, atingindo não o careca, mas a garrafa, cujo líquido entrou em contato com o fogo ao mesmo tempo que se espalhou pelo impacto, atingindo ao seu dono, mais três Gambás e dois Porcos que os estavam enfrentando… Mary Marvel sorriu com mais um disparo bem-sucedido.


Ela olhou para o lado, onde o seu diário estava aberto, o marcador do Hello Kitty na página, com o infame “Querido Diário, Aiiii que ódiiiiu!!” que ela havia escrito em frustração logo após o final do episódio, e a contagem de corpos que ela havia colocado na página seguinte… ela riscou mais cinco linhas, e uma sexta fechando o grupo, marcando o início de uma noite que ainda iria produzir muito…


[Recôncavo Baiano]


O Delegado Petrônio Batista da Veiga havia visto muita coisa em seu tempo de serviço na polícia civil da Bahia. Ele havia sido um dos homens de confiança de ACM no governo dele, havia lutado contra subversivos comunistas durante o governo militar, e havia mantido a ordem e a paz na região por quase 30 anos… seu Avô havia perseguido Lampião pelo Sertão, e ele lembrava ainda das histórias dignas de velho oeste que o velho volante lhe contava. Mas nem as histórias do seu avô chegavam perto do que ele estava vivendo naquele momento.


Ele e uma duzia de policiais estavam abrigados atrás da viatura capotada e do prédio do coreto, no meio da praça, entre a igreja e a câmara de vereadores. Uma meia duzia de carros estavam em chamas, postes haviam caídos, e metade da cidadezinha de 5 mil habitantes estava sem luz.


  • “O que diacho essas duas cruzetas do inferno querem?” – Petrônio perguntou, irritado e receoso – “E quem diabo é Clô… Clô…Ahh, Clô-sei-lá-o-quê??”

  • “Acho que elas tavam falando de Clóvis Bornai, Delegado!” – Cabo Filomeno falou.

  • “Que Clóvis Bornai que nada, abestado!” – Investigador Junqueira retrucou – “É Clodovil que essas duas diabas querem!!”


O Delegado se afastou da beirada uma vez mais, ao que mais uma bomba explodiu na rua.


  • “Arre égua! Tinha que ser aquele baitola!!” – Petrônio falou, indignado – “E donde diabo que essas duas subversivas tão tirando essas bombas do inferno!!?”

  • “E eu que sei, é?” – Junqueira respondeu.

  • “Oxente, e tu num é investigador?” – Filomeno perguntou

  • “Investigador, Zé Fuinha, não adivinho!” – Junqueira falou – “Vê se eu sou pai-de-santo pra fazer adivinhação?”

  • “Hôoomi, me economize, vocês dois!!” – Petrônio reclamou – “Filó, grita ai, manda elas se renderem!”


Filomeno engoliu a seco, e o esqueleto franzino dele tremeu todo:


  • “E-eu, Delegado?” – Filomeno perguntou.

  • “Não… tua mãe, anta!” – Petrônio respondeu com irritação – “Anda, vai logo!”


O Cabo, muito mal-satisfeito, moveu-se de sua posição, passando à frente do delegado, resmungando o tempo todo, e ao parar perto do para-choque da viatura, ele gritou:


  • “Ô Diabas!!! Vocês tão cercadas!” – Filomeno gritou – “Se rendam logo, viu, antes que alguém se machuque!”


A resposta veio na forma de uma salva de tiros de fuzil, que fizeram os três homens suarem frio…


  • “Puta que Pariu, Filó! Desse jeito nem uma formiga pede arrego.” – Junqueira reclamou.

  • “Tú faz melhor, faz?” – Filomeno perguntou, indignado.

  • “Faço.” – Junqueira falou, se levantando, todo macho.

  • “Pois faça então, que eu vou é me abrigar…” – O guarda respondeu voltando pra sua posição inicial.


O Detetive olhou para o seu companheiro de trabalho, incrédulo que ele não tenha ficado para lhe dar suporte, mas quando o próprio delegado só olhou pra ele em expectativa, Junqueira engoliu à seco, e com a sua pistola, ele deu três tiros a esmo e gritou:


  • “Aqui é a polícia! Vocês já causaram bagunça demais!!” – Ele falou, com uma voz firme, e olhando para os colegas, que lhe acenavam a cabeça afirmativamente, ele continuou – “ Se rendam antes que eu vá ai e pegue vocês, suas quengas dos infernos!”


Dentro do que havia sobrado da Casa de Dona Canô, Ellen Luthor Prince e Carol Bin Laden ainda estavam formulando uma estratégia, quando os ouvidos da Sacerdotisa do Mal ouviu o ultimato da polícia.


  • “Esse filho duma égua não me chamou de quenga, não! Eu não ouvi isso não, eu não posso ter ouvido!” – Ellen bradou, indignada, já se levantando, com a sua Tommy Gun na mão.

  • “Calma, Ellen!” – Carol, mais controlada, falou, puxando-a de volta para trás da parede.

  • “Eu não vou deixar isso barato não! Não vou! Não tem quem me faça!” – Ellen gritou, disparando o fuzil à esmo contra a direção da polícia.


Carol uma vez mais puxou a sua companheira CHLOISer para o chão, aos que os guardinhas ralé que estavam abrigados no coreto da praça atiraram de volta. Ela olhou séria para a (futura) Loira, e disse:


  • “O que é que você vai fazer?” – Carol perguntou, retoricamente – “Vai matar as balas no peito e ir até lá pra bater nele, por acaso?”

  • E eu vou ficar aqui calada enquanto eles ofendem a minha integridade por acaso?” – Ellen perguntou.


Carol deu um sorriso sinistro, que fez Luthor sentir um arrepio na pele, e logo ela correu para os fundos da casa, onde estava o “estoque” dela…. Ellen olhou curiosa por um momento, ignorando os tiros vindos de fora, e quando ela viu sua companheira voltando, o queixo dela caiu com a delicada peça de artilharia nas suas mãos.


  • “AT-4 Lança-Foguetes Sueco.” – Carol falou, com um sorriso. – “Anti-Tanque, Portátil e perfeito pra fazer homem frouxo correr.”

  • “Ahh, me dá, me dá, me dá!” – Ellen falou, saltitando como uma colegial.

  • “Não…” – Carol respondeu, ignorando o beiço de decepção da sua companheira – “Primeiro, você aprende vendo.”


Carol pegou um foguete, e pegando do bolso do seu colete tático, ela retirou um batom carmim, e escreveu nele “LANA UVA”. Ellen acenou em aprovação, e se posicionou na porta para dar cobertura à sua companheira. Com uma sincronia nata, Luthor saiu da sua cobertura, disparando contra o coreto ao mesmo tempo que a Guerrilheira CHLOIS saiu por trás dela, com o lança-foguetes na mão.


Atrás da viatura, Filomeno, que estava vendo tudo acocorado bem na beiradinha, virou-se pra seus dois companheiros…


  • “D-delegado… elas tem um foguete!!!” – Filomeno falou em pânico, quase chorando.

  • “O que?” – Junqueira e Petrônio falaram ao mesmo tempo.


De imediato o delegado e o investigador se levantaram, para ver por cima do carro virado, e constataram, com horror, a peça de artilharia nas mãos de Carol…


  • “Corre!!!” – Petrônio gritou, já impulsionando sua barriga de cerveja para longe do carro…


Os três policiais deram uma arrancada de fazer Usain Bolt orgulhoso, ao que Carol disparou o foguete contra a viatura, que na melhor tradição cinematográfica, explodiu e e subiu no ar, indo voar no coreto, fazendo com que os guardas que lá estavam corressem por suas vidas…


Carol olhou satisfeita para a destruição, e Ellen gritou:


  • “Quenga é a senhora sua mãe!!” – Ellen bradou, antes de entrar na casa novamente.


Ela saiu da cobertura, e disparou contra as forças opositoras, que nesse momento já estavam correndo abertamente por abrigo, até esvaziar o tambor. Após trocar o tambor, ela virou-se para a a câmara de Vereadores, e no melhor estilo da Mafia de Chicago, e disparou sua sub-metralhadora com gosto, deixando CHLOE DIVA escrito à bala na parede do prédio.


Satisfeita com sua obra de arte, ela voltou para dentro da casa, onde encontrou Carol colocando uma carga de C-4 na porta, com timer:


  • “Nós vamos deixar tudo pra trás?” – Ellen perguntou.

  • “Eu já coloquei a maioria das coisas na perua.” – Carol falou, seguindo para os fundos da casa.

  • “Onde foi que você conseguiu essas armas todas?” – Ellen perguntou, enquanto ela pegava suas coisas…

  • “Meu primo Ozzie que me apresentou à esse rapaz muito gato lá da Ucrânia, Vitaly.” – Carol respondeu, tirando o véu do bolso

  • “Esse Vitaly é fabricante de armas, é?” – Ellen perguntou

  • “Não, mas ele tem as fontes dele.” – Carol respondeu, prendendo o cabelo- “Ele forneceu armas para todos os exércitos do mundo, menos o exército da salvação, por enquanto.”


Ellen balançou a cabeça, tentando ignorar o olhar psicótico da sua amiga, que estava parada junto ao espelho, terminando de amarrar seu véu num mini-turbante. Ela olhou de forma desconfiada da sua recém-encontrada “amiga” e perguntou:


  • “Esse seu primo… Ozzie… O nome dele não seria Osama, seria?” – Ellen perguntou.


Carol olhou para a “novata” como se ela tivesse crescido uma segunda cabeça por um momento, e caiu na risada:


  • “Você tá achando que eu sou prima do… HAHAHAHAH.” – Carol se encostou na parede pra não cair de rir – “ai, ai… Não, Ellen, eu não sou prima do Bin Laden não…”

  • “Claro que eu não pens..” – Ela começou a falar…

  • “Osama Bin Laden não é meu primo não…” – Carol falou – “Ele é padrinho do meu primo.”



Ellen parou onde estava, com os olhos arregalados e a boca aberta, enquanto Carol passou pela porta, entrando no carro. Ela só acordou do seu estupor quando ouviu o ronco do motor do carro. Daí ela correu para dentro da perua, e Carol saiu com o carro para a rua. O timer detonou os explosivos assim que elas dobraram a esquina…


[Continua…]



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Homenagem do Mancha PB ao meu Irmão

Está é uma homenagem que a Turma do Mancha Verde PB fez à meu irmão:

(extraído do http://manchaalviverdeparaiba.blogspot.com/2010/12/blog-post.html)

 

Eduardo Queiroga, mais conhecido como Dudu, Xuxa, Salsicha, Magão… O homem que tinha o coração do tamanho dele, Imenso. Pai, filho, cantor,  o Palmeirense Apaixonado que defendia seu time na circunstância que fosse. Amante da música e do esporte, ele dividia seu tempo entre essas atividades, sempre com um sorriso no rosto.
Uma pessoa que buscava sempre dar o melhor de si, fazendo com que seus amigos e as pessoas ao seu redor se sentissem bem melhor, o tempo que fosse, ele fazia isso com louvor. Não é mera coincidência, se você perguntar sobre Dudu, e as respostas serem parecidas ou simplesmente iguais, dizendo que ele foi um homem feliz, um amigo-irmão que muita gente queria… , adjetivos são poucos pra dizer tantas particularidades.
É estranho quando os jovens morrem cedo, fica a sensação que muita coisa ficou ainda a ser feita, mas ele fez tudo no tempo certo, quem conviveu sabe disso, não ficou nada a desejar, o sentimento que nos resta é de saudade, e boas lembranças… Ah as lembranças são muitas e boas, cada um deve ter a sua, o difícil é escolher dentre tantas marcantes, alegres e loucas, que bom que você nos deixou esse misto de alegria e saudade.
Dudu como você mesmo escreveu, que agora você sinta-se eternamente agradecido pelas bênçãos concedidas e pela vida maravilhosa que fostes agraciados por Deus, ele só quer pessoas boas ao seu lado.
Você deixou um vazio imenso por aqui, mas o que acalma o coração dos amigos é saber que onde estiver, estará sempre disposto a estender a mão, abrir os braços para um abraço, sorrir, cantar e se fazer eterno.
A Equipe Mancha Alvi Verde Paraíba, presta essa pequena homenagem, Ao um guerreiro que plantou sementes em toda a Paraíba de como se deve torcer pelo Palmeiras, e hoje graças a você, estamos colhendo os frutos. Obrigado por ter nos dado o prazer de te conhecer.
Saudades Eternas!

 

 

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