FAN SCROLLS – Capítulo 2

CAPÍTULO 2

AS REGRAS DA CASA

Após uma matilha de lobos, um urso, uma dúzia de skeevers, um assassino Thalmor, um trio de mercenários, dois Spriggans e um ladrão, os aventureiros não estavam nem perto de Whiterun, e com o sol se pondo, se contentaram em ficar na pitoresca vila de Riverwood.

A vila era pacata, e tinha uma serraria como principal fonte de trabalho, além de um ferreiro, uma lojinha, uma taverna e uma mina. E era na taverna onde o grupo se encontrava agora, cuidando de seus ferimentos, se acostumando com seus nomes Tamrielianos (interpretação dava XP no jogo), e como não podia deixar de ser, discutindo:

– “Não foi minha culpa se Mary mudou os settings do jogo pra Very Hard!” – Vecticus The Warlock, o Arch-Mage Dumner se justificou.

– “Comigo isso nunca aconteceu.” – Marih Al-Leki, a Assassin Redguard conhecida como a criminosa The Nightwing se defendeu.

– “Talvez seja por que você tem 100 em Sneak?” – JeyVih Velvetskin, o Thief Bosmer sugeriu.

– “Oh…” – Marih entendeu, ficando levemente corada.

– “Bem, de qualquer maneira, nós passamos a noite aqui e seguimos de manhã.” – Ahlan Brave-Heart, o Ranger Nord simplificou a situação.

Sentada do outro lado da mesa, Helewan The Highfae, a Mage Altmer, cruzou os braços, decidindo ou não se ela aceitava a explicação. O humor dela havia melhorado tremendamente após ela trocar as roupas de camponesa por um belíssimo (e revelador) robe místico, e subir de nível seguidas vezes, possibilitando magias mais poderosas.

– “Exatamente. Mas quando chegarmos à Whiterun, qual vai ser nosso plano?” – A Elfa Real perguntou.

– “Bem, como o jogo foi resetado com a entrada de vocês, basicamente, o que acontece é que outro Dragonborn vai surgir, quando um de vocês absorver a alma de um dragão.” – O Arquimago explicou

– “Se o jogo foi resetado, então, isso significa que nós temos de cumprir todas aquelas missões obrigatórias?” – JeyVih perguntou.

– “Não. Graças aos Divinos que Vecticus fez melhoras nessa versão, e retirou a obrigatoriedade de todas as Questlines.” – Marih falou.

– “Mas isso não significa que vocês podem pular para o final direto. A engine do jogo é adaptativa, e irá adaptar e até formar novas missões conforme vocês jogam.” – Vecticus aldvertiu.

Alheia a conversa, Kristina De Spada, a Priestess Imperial, continuou a ler os livros que ela havia encontrado na Taverna e que o Arquimago havia provido de dentro dos seus robes (que aparentemente não tinham fundo), quando de repente, todos ouviram o som característico dos três gritos em coro, e sob ela, uma estrela brilhou no firmamento, no céu, algo que apenas os aventureiros podiam notar.

– “Yay!” – A Sacerdotisa comemorou elevando seu cajado para o alto e dando um blessing spell não seu redor.

– “Essa é o que? A Nona vez?” – Drielle Risingsun, a Ranger Bosmer perguntou.

– “Décima, na verdade.” – D’Oggo Sagesse D’Lion, o Knight Breton, as corrigiu. – “Eu não sei de onde ela arranja paciência.”

– “Muito simples, meus fofos.” – Kristina falou – “Conhecimento é poder, especialmente quando eu não conheço nada desse mundo.”

O Arquimago retirou de dentro de seus robes outro livro, e jogou para a Sacerdotisa:

– “Aprenda sobre os Divinos. Afinal de contas, você é uma Priestess.” – Ele falou.

– “Sim, aproveitando a deixa, por que é que nossas classes são todas em Inglês?” – Dryelle perguntou

– “Porque eu prefiro assim, e fui eu quem programou o jogo.” – Vecticus respondeu.

Enquanto um dos taverneiros trazia mais uma rodada de batatas grelhadas para a mesa, Helewan tentou encher seu copo com a última das garrafas de Brandy da mesa, mas o que restava da bebida não chegou nem à metade.

– “E lá se vai mais outra garrafa.” – Ela falou, botando a garrafa vazia no chão. – “Tem mais Brandy aí?”

– “Não desse lado.” – D’Oggo respondeu.

– “É só pedir ao taverneiro.” – Marih sugeriu.

Ahlan já ia levantar a mão quando Vecticus o parou:

– “Não precisa. Eu pego.” – Ele falou, e olhando para a garrafa na prateleira atrás do balcão, ele ergueu a mão, e magika se concentrou entre seus dedos.

De repente, e dando um susto no taverneiro que estava no balcão, a garrafas flutuou do seu lugar de repouso até a mão do Dunmer. E uma estrela no céu brilhou, seguido dos coro etéreo característico…

– “Hah! Uma boa ação e eu subi de nível.” – O Arquimago falou, tirando a rolha da garrafa e enchendo o copo da Elfa.

Ele puxou o pergaminho do bolso, e assim que a tela holográfica surgiu, Helewan exclamou:

– “Nível 102?” – Ela exclamou.

– “Como é que é? 102?” – D’Oggo

– “Como pode ser isso? Eu tenho nível 15, e ele tem 102?!” – Kristina

– “O limite não era 81?” – JeyVih.

– “Eu passei dias aqui, e eu ainda estou no nível 51.” – Marih falou – “E eu estou jogando desde o começo. Como que você fez isso?”

– “Você está usando Cheat Codes. Só pode ser!” – Ahlan apontou o dedo de forma acusatória.

Sem se abalar, Vecticus guardou seu pergaminho, e olhando para o resto da mesa, ele falou:

– “Primeiro de tudo, Brave-Heart. Eu sou o arquiteto desse mundo. Eu não chamo de Cheat Codes, eu chamo de parâmetros de programação.” – O Arquimago falou – “E em segundo lugar, Quando eu digo que a Educação que se recebe no Colégio de Winterhold vale por uma vida inteira, ou várias, se o estudante for talentoso, eu estou falando por experiência. Eu zerei a vida aqui três vezes, literalmente..”

– “Maravilha… nós estamos nos aventurando com o Mestre dos Magos.” – Kristina falou, num tom sarcástico.

D’Oggo, Helewan e Drielle riram com a tirada da Sacerdotisa, mas Marih continuou séria.

– “Isso é uma faca de dois gumes. Ter Vecticus conosco nos dá um aliado formidável, sem dúvida, mas o universo vai balancear isso com adversários formidáveis também.” – A Redguard falou.

Não demorou mais que um momento para a Highfae pensar numa adversária:

– “Luthor.” – O nome saiu dos lábios de Helewan como veneno.

– “Aqui, ela é Eliwen, e pelo que meus contatos me falaram, ela está subindo rapidamente na hierarquia Thalmor.” – Marih disse.

– “Ela não é a maior ameaça no momento. Aquele Dragão que atacou Helgen, dizimou a cidade, e ele é apenas o primeiro de muitos.” – Ahlan falou

– “Sem falar da rebelião dos Stormcloaks que está tomando conta da província. Do jeito que alguns dos clientes daqui olharam pra nossa mesa, eu diria que o sentimento anti-elfo está crescendo.” – JeyVih disse

– “Sem falar dos ataques de criaturas como Vampiros e Lobisomens que está sendo cada vez mais comum, pelo que eu li no mural da vila.” – Drielle falou.

– “E não se esqueçam dos bandidos que estão atacando as áreas rurais.” – D’Oggo adicionou

– “E também tem os mortos que estão saindo das tumbas por toda Skyrim.” – Kristina informou

– “E claro, também tem Sacerdote Dragonborn em Solstheim.” – Vecticus falou – “Mas vocês não precisam se preocupar com isso agora.”

Os aventureiros se olharam entre si por um momento, e após alguns darem os ombros e outros balançando a cabeça, A Altmer falou:

– “Anotado. Uau… Thalmor, dragões, stormcloaks, vampiros, lobisomens, bandidos e mortos-vivos. Pelo visto nós temos muito trabalho pela frente.” – Helewan listou os problemas, e então, constatou o óbvio – “Nós precisamos de um plano de ação. Alguém tem um mapa?”

Vecticus uma vez mais botou a mão dentro dos robes, e de lá tirou um mapa, colocando-o na mesa.

– “Tô te dizendo, é a maleta do Gato Felix que ele tem debaixo do manto.” – Ahlan falou baixo para Marih

A Assassina deu um risinho discreto, e a Highfae começou a perguntar ao Warlock sobre cidades, regiões, estradas e tudo mais que ela considerasse pertinente sobre Skyrim. Vendo a ex-soberana tomando as rédeas trouxe um sorriso ao rosto de D’Oggo. Elereclinou-se para Drielle:

– “E Amidala entra em ação. Pode se preparar, que nós temos uma odisséia pela frente.” – O Cavaleiro disse em voz baixa, sem saber o quão proféticas aquelas palavras eram.

E os aventureiros continuaram a beber, rir e a fazer planos até que o cansaço do dia os levou para a cama…

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