FAN SCROLLS – Capítulo 1

CAPÍTULO 1

PELO BURACO DO COELHO

e então, tudo ficou escuro e confuso.

– “Ei! O que está acontecendo?” – Helena

– “Onde nós estamos?” – JV

– “Ei, cuidado com a minha cara!” – Diogo

– “Desculpinha!” – Dry

– “Quem tá com a mão nos meus peitos?” – Kika

– “Perdão, Kika.” – Allan

– “Não precisa se desculpar não, gato.” – Kika

– “Ei, essa é a minha perna!” – Helena

– “Perdão, Helena.” – Kika

– “Cacete, o que foi que aconteceu?” – Allan

– “Que cheiro ruim é esse? Nossa… alguém peidou?” – Diogo

silêncio…

– “Sério? Ninguém fala agora?” – Diogo

– “Não fui eu!” – JV

– “Nem eu!” – Kika

– “Damas não fazem isso.” – Helena

– “Nem euzinha.” – Dry

– “… sorry, galera…” – Allan

– “Pelos Divinos, velho, o que que você comeu?” – JV

– “Um podrão lá na 25 de Março… foi mal aê.” – Allan

Solavanco…

– “O que diabos está acontecendo?” – Kika perguntou

– “Ei, eu achei uma portaaaaaaaaaaahhhhhh……..” – Allan

No que raios de luz invadiram a apertada jaula, o grupo viu Allan caindo, enrolado por cordas, num rio que estava a vários metros abaixo deles.

– “Allan!!” – Helena gritou

De imediato, eles sentiram uma freada brusca, e ouviram passos ao redor, enquanto o Cavaleiro desaparecia nas correntezas fortes. De repente, a lona que cobria a jaula foi removida e todos precisaram de um momento para se ajustar à luz do dia. As formas ao redor deles, seus captores, começaram a ficar perceptíveis, e ele notaram atônitos, que alguns deles eram elfos, vestidos em armaduras de aparência frágil, mas que por algum motivo, todos eles sabiam que se tratavam de ligas mais fortes que o aço. Eles viram os arqueiros correrem para o parapeito da ponte, disparando algumas flechas na direção das águas. Contudo, o que eles ficaram mais surpresos foi em ver foi no reflexo dos escudos, que eles mesmos não eram mais quem eram antes…

Helena tinha as orelhas pontudas e pele de tom dourado como os Elfos Altmer que os tinham prisioneiros. O seu cabelo escuro agora era loiro, longo e com tranças, e ela estava mais esguia e pelo menos 20 centímetros mais alta. João Victor também ostentava as orelhas pontudas e pele cor de cobre como os Elfos Bosmer que eram arqueiros, e estava visivelmente mais esguio, e mais baixo que a ex-imperatriz. Adryelli era a terceira Elfa do grupo, também com a pele cor de cobre e esguia dos Bosmer. Diogo e Cristina continuavam humanos, mas ambos tinham bronzes diferentes, denotando que eles eram de regiões diferentes, respectivamente Breton e Imperial.

A carroça moveu para fora da ponte e de volta à estrada.

– “Cessem as flechas!” – Um Alto Elfo, ou Altmer em trajes negros ordenou.

Os arqueiros guardaram as flechas, e a comitiva continuou a mover, com alguns deles montando em cavalos. Após alguns minutos na estrada, o Elfo se aproximou da jaula do grupo, e olhando com desdém para o grupo, falou:

– “Se o companheiro de vocês sobreviveu à queda, as pedras darão cabo dele. Afinal de contas, ele é apenas um homem.” – O Altmer, cujo o traje denotava que ele era um membro do Thalmor, a organização política e policial que governava os Altmer e Bosmer. Eles eram notórios supremacistas Élficos, e basicamente encrenca para qualquer um que não compartilhasse a visão deles.

– “Eu exijo saber por que nós estamos presos e para onde vocês estão nos levando!” – Helena perguntou

– “Você não exige nada, traidora!” – Um guarda bateu na jaula às costas da Elfa com o cabo da espada.

– “Helgen. Nosso destino é Helgen, onde vocês serão executados com todos os outros hereges que servem ao falso deus humano.” – O Thalmor respondeu.

– “Falso Deus? Do que diabos você está falando?” – Kika perguntou

Isso a rendeu uma puxada de cabelo, ao que o Altmer a encarou contra as grades:

– “Não adianta negar, humana. Nós pegamos vocês deitados aos pés de um santuário de Talos.” – Ele informou

Imagens confusas em flashback vieram à tona nas mentes dos Legionários, onde eles acordaram aos pés de uma grande estátua de um homem ajoelhado com um martelo de guerra nas mãos, e então, Elfos surgiram, e de suas mãos, clarões surgiram, e depois mais nada…

A atenção do Thalmor mudou quando eles ouviram um grande rugido. Todos olharam ao redor, quando outro rugido, ainda maior, soou. De repente, por trás das árvores, uma grande sombra passou rapidamente, assustando os guardas e os cavalos, que deram pinote, forçando as amarras de couro, e fazendo a carroça onde eles estavam mover para trás, indo de encontro a uma rocha, acertando-a em cheio e fazendo a carroça virar. Os legionários uma vez mais rolaram dentro da sua prisão, que agora estava de ponta-cabeça.

Os soldados, demonstrando um bom treinamento, logo fecharam o perímetro, com uns dois magos conjurando escudos mágicos de proteção, e arqueiros de prontidão caso o que quer que tenha assustado os cavalos voltasse. Após alguns minutos, e considerando a área segura, os guardas retiraram o grupo da jaula, e uniram as correntes que os prendia, formando duas filas. Após alguns momentos, outro grupo a cavalo se aproximou. Poucas palavras foram ditas, e logo o Thalmor voltou, declarando para os soldados:

– “Helgen está sob o ataque de um Dragão. Nossas ordens é seguir para a cidade e capturá-lo, vivo ou morto. Os batedores irão seguir com os prisioneiros para Solitude.” – O Thalmor falou.

Helena olhou com preocupação para seus amigos, e Diogo falou:

– “Sabe, eu devia ter escolhido ler um livro.”

– “Mas daí, meu querido, você perderia toda a diversão.” – Uma voz feminina e familiar soou

Helena, Dry, Kika, Diogo e JV se viraram, para ver, montada em um cavalo, trajando robes do Thalmor, a Sacerdotisa Legionária, Ellen.

– “Que diabos? Ellen!” – Kika exclamou

– “Primeira e única, Amores.” – A Thalmor falou

– “Rápido. Nos liberte. Allan caiu no rio e pode estar ferido ou pior.” – Diogo falou

A resposta que ele recebeu foi uma risada maquiavélica da ex-Sacerdotisa:

– “Vocês são prisioneiros do Thalmor, Amores. E serão interrogados, torturados e executados por seus crimes hereges.” – Ellen declarou, e num tom conspiratório, ela adicionou – “Eu achei que seria chato, mas eu estou me divertindo horrores… LEVEM-NOS!”

Os batedores puxaram as duas filas de prisioneiros pelas correntes, enquanto o resto da guarda seguia para a cidade.

[horas depois]

– “Eu juro, quando eu sair daqui, eu vou arrancar as penas dessa galinha no tapa.” – Kika resmungou

– “Você vai ter que esperar, por que eu vou esganá-la primeiro.” – Helena resmungou de volta

– “Eu vou pegar aquele esmalte dela e enfiar onde o sol não brilha.” – Dry falou

– “Nada de conversa!” – Um batedor falou.

À Frente deles, Ellen seguia a cavalo, escoltada por dois outros cavaleiros. Meia dúzia de Soldados seguia atrás do grupo, e dois outros soldados seguiam com a mão nas correntes. Eles estavam seguindo numa estrada ao longo de um rio, com montanhas dos dois lados. De súbito, a caravana parou, ao que eles encontraram um indivíduo encapuzado parado na estrada.

– “Siga seu caminho, estranho. Essa é uma comitiva oficial do Thalmor.” – Um dos batedores falou

O indivíduo, que estava de costas para o grupo, falou, num tom grave, e estranhamente familiar para os legionários:

– “Eu sei.” – Ele falou, deixando cair a manta, revelando robes emplumados cor de areia, e centelhas de eletricidade em suas mãos. Antes que pudessem reagir, ele girou, unindo as mãos numa rajada de raios concentrada, que pegou em cheio Ellen, sua escolta e suas montarias.

– “É o Arch-mage!” – Um dos soldados gritou, reconhecendo o inimigo notório do Thalmor naquelas terras

O Arch-Mage Elfo Dunmer conjurou esferas de fogo em sua mão, e a disparou contra um dos soldados, causando uma explosão de fogo no impacto, que fez os Legionários se agacharem por instinto.

– “Morra!” – Ellen gritou, com duas adagas nas mãos, saltando do chão contra seu ex-mestre.

– “Mate os Prisioneiros!” – Outro Thalmor falou.

Dois Soldados moveram contra o grupo, levantando suas maças, ao mesmo tempo que um grito surgiu por trás dos legionários, das rochas. Um ranger saltou com uma espada de lâmina semi-transparente como vidro. Com um poderoso golpe ele cortou um dos soldados ao longo do torço e jogou o segundo ao chão com um chute nas costas.

– “Allan?” – Diogo falou surpreso, ao ver, que de fato era o Legionário, só que de mais alto, bem mais robusto.

Girando no chão, Allan cravou sua espada no peito do soldado, e o deixou cair com ela, para sacar seu arco. O Thalmor lançou raios contra ele, mas o Ranger aguentou bravamente o ataque, sem perder seu foco e a mira. Foi com horror que o Altmer viu a flecha vir contra ele, até se depositar bem entre seus olhos.

Alheios a isso, Helena se surpreendeu ao sentir suas mãos livre, e quando ela virou pro lado viu Mary, ou pelo menos quem ela achava que era Mary, já que ela tinha a pele avermelhada, e tatuagens tribais no rosto. A assassina fez um sinal de silêncio com o dedo nos lábios, e rapidamente passou a soltar os outros prisioneiros. Para a surpresa dela, JV levantou-se furtivamente, e sacou a faca de um dos soldados, degolando-o antes que pudesse reagir.

Allan deu cabo de mais soldados, deixando apenas um único soldado, o qual ele encarou, e sacou sua espada do corpo do soldado no chão, erguendo-a com um grito que fez gelar os ossos de seu adversário… de imediato, o soldado recuou alguns passos, antes de dar com os sebos na canela, aterrorizado pelo guerreiro.

– “Vocês estão bem?” – O Ranger perguntou

– “Eu que devia fazer essa pergunta.” – Diogo falou, batendo a poeira dos trapos.

– “Nós vimos você cair no rio!” – Kika falou

– “É isso foi um erro de cálculo meu.” – Mary falou – “Eu abri a portinhola antes de ter uma distração decente. Se eu soubesse que o Dragão passaria, eu tinha esperado e tirado todos vocês.”

– “O importante é que vocês estão a salvo.” – Allan disse, subitamente se lembrando que a luta não tinha acabado ainda. – “E falando em salvo…”

O Ranger sacou uma flecha da sua aljava e apontou seu arco, atirando-o logo em seguida. A flecha singrou os ares, acertando diretamente a lâmina da adaga que Ellen tinha erguida na mão. O impacto fez com que a arma voasse das mãos dela, batendo contra as pedras da estrada. A Thalmor, que estava em cima do Arch-mage, olhou surpresa para o lado, deixando a segunda lâmina desprotegida na sua outra mão, que imediatamente foi segura com as duas mãos por seu adversário no chão, que a forçou para o lado. Os dois rolaram no chão, e na briga, o capuz do mago caiu pela nuca, revelando feições bem familiares. Não era a primeira vez que os Legionários viam Vinnie com pele negra e olhos vermelhos, mas diferente de antes, ele agora tinha as orelhas pontiagudas de um Dunmer, um Elfo Negro.

– “Gira e volta, e nós sempre nós encontramos em posições comprometedoras, não é, Warlock?” – Ellen perguntou

– “E sempre você está tentando me matar, Luthor.” – O Mago respondeu. – “Já pensou em variar?”

– “E perder toda a graça?” – Ela retrucou, batendo o cotovelo no peito dele.

Isso fez o Geek perder o fôlego, e deu a Sacerdotisa a oportunidade de virar a mesa pra cima dele, girando o corpo e forçando-o ao chão novamente, dessa vez com a lâmina de volta ao pescoço dele.

– “Nós não vamos nos meter não?” – Dry perguntou.

– “Em briga de Sith não se mete a colher.” – Diogo respondeu, cruzando os braços e esperando o desfecho…

Inclinando-se ainda mais perto, e com um sorriso maléfico, Ellen olhou com malícia e falou:

– “Para não quebrar a tradição…” – Ela disse, antes de clamar os lábios do seu adversário.

O beijo foi correspondido por um momento, e ela uma vez mais se ergueu, com as duas mãos na lâmina:

– “Eu realmente esperava mais resistência de você.” – Luthor disse, num tom de desapontamento.

– “Eu tinha que me conter, até eles estarem em segurança.” – Warlock falou, num tom sombrio..

A Thalmor olhou para o grupo, sentindo aquela sensação de que ela havia calculado mal aquela luta. Helena, com a sombra de um sorriso fez um tchauzinho para ela, e ao se virar, ela viu, no olhar rubi do Mago, as chamas que ardiam dentro dele: O fogo que vinha das profundezas da Montanha Vermelha, que era nato de todo filho de Morrowind, e o fogo que vinha da alma de um ser cujo espírito era de uma criatura lendária, um ser místico e aterrorizante, um Dragão.

– “Oh…” – Foi tudo que ela pôde falar, antes de vê-lo abrir a boca.

FUS RO DAHHHH!

Como o trovão, a voz do Mago soou e transformou-se em mágica assim que saiu dos lábios, invocando uma força irresistível e poderosa que elevou a Thalmor no ar como uma catapulta, jogando-a para o alto e para longe.

– “AAAAaaaaaahhhhh…” – O grito de Ellen foi ouvido, ficando mais longe a cada segundo, até que apenas um longínquo som de impacto foi ouvido, e algumas árvores balançando, fazendo pássaros revoarem.

– “Outch! essa doeu…” – Diogo falou, fazendo cara de quem chupou limão com sal.

– “Bem feito.” – Dry falou.

Allan não disse nada. Ele e Mary correram para ajudar o Arch-Mage se levantar. E o grupo foi logo atrás:

– “Vocês estão bem?” – O Mago perguntou

– “Nós estamos bem. O que aconteceu Vynn?” – Helena perguntou

– “Overload no sistema. A matriz demorou mais tempo para assimilar vocês, que nunca entraram aqui, do que eu e Ellen, que havia participado em outro teste meu.” – Ele respondeu

– “Bem, isso é tudo muito interessante, mas eu acho que já tive minha quota de excitação por hoje. Onde fica a saída?” – Kika perguntou

A Assassina, o Ranger e o Arch-Mage se entreolharam, e um senso de preocupação começou a surgir em Helena:

– “Não me diga que nós estamos presos aqui.” – Ela falou, cruzando os braços.

– “Presos é um termo muito forte, Amidala…” – Ele falou

– “Vynn…” – Ela usou seu tom mais autoritário

– “Existe uma saída, só que ela exige que certas missões sejam cumpridas.” – Ele tentou explicar…

– “Missões?” – Kika perguntou – “Nós quase morremos agora a pouco!”

– “Isso foi por que vocês estavam sem equipamento e sem subir de nível.” – Allan explicou.

– “Falando em subir de nível…” – Mary apontou para cima, onde lá no céu, duas estrelas brilhavam..

– “Com licença.” – O Ranger falou

De repente, ele puxou do nada um pergaminho, que se tornou uma tela holográfica, e Mary fez o mesmo. Logo, os dois fortaleceram atributos e gastaram XP em qualidades. Notando os olhares, a Assassina explicou:

– “Isso é um jogo, lembram?” – Ela se justificou.

– “Não é seguro ficar por aqui. Nós podemos alcançar Whiterun antes do por-do-sol, e lá eu explico todas as regras.” – O Arch-Mage falou.

Os aventureiros trocaram olhares, e sem uma opção melhor, seguiram o trio…

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1 comentário

Arquivado em Fan Fic Pt, Fan Fiction, Fan Scrolls

Uma resposta para “FAN SCROLLS – Capítulo 1

  1. kkkkkkkkkkkkkk … oh god eu acho que devia ter esperado isso..
    Vynn vynn … vê se você não tortura muito seus leitores viu ..

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