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OUF-C3- O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

Once Upon a Fan

Capítulo 3 – O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

[Vila de Storybrooke, Maine. – Escritório do Xerife]

Quando David Nolan, ou Príncipe Charming, como ele agora lembravam quem era, veio bater na sua porta naquela manhã, Regina Mills, a Evil Queen da Terra dos Contos de Fadas, achou estranho a história que ele havia lhe dito, e seguiu com ele para o escritório do Xerife, se por nada mais, para passar algum tempo com Henry.

  • “E então?” – Charming repetiu, insistindo na pergunta.

Regina se aproximou da cela, olhando para os seis forasteiros, que definitivamente não eram seus súditos..

  • “Eu não tenho a menor ideia.” – Ela falou, olhando para um dos presos, ela falou – “Você, quem é você? E de onde você vem?”

Aproximando-se das barras, Allan Al Lugger olhou para a mulher, a qual ele lembrava-se, mesmo não a tendo conhecido antes, e falou:

  • “Drake, meu nome é Allan Drake.” – O Cavaleiro respondeu, usando o nome que ele tinha naquela terra. – “E você é Regina Mills, a prefeita do burgo, certo?”
  • “Burgo?” – Regina repetiu, confusa por um momento.

Ela virou-se para David, que, estava tão confusa quanto ela, e Vynn Dox adicionou:

  • “Ela é a prefeita do burgo e Vila de Storybrook aqui neste lugar, e na Terra dos Contos de Fada, ela é a Rainha Má.” – O Sith falou
  • “Maravilha… outra vilã pra minha lista.”Gioton Windu disse, de forma sarcástica e enfadonha.

Regina virou-se imediatamente e aproximou-se de David, falando em voz baixa pra ele:

  • “Eu não tenho a menor ideia de quem são essas pessoas.” – A Rainha Má falou

David arregalou os olhos, e virou-se de costas para a cela também:

  • “Como assim você não sabe? Eles não foram trazidos aqui pela sua maldição?” – O Príncipe perguntou.
  • “Eu não tenho certeza.” – Ela confessou.
  • “Ei, Príncipe Charmoso!”Alana Mallor chamou atenção dele – “Nós não vamos ter nosso telefonema não? Nesse mundo,  esse é o nosso direito constitucional.”

David olhou para Regina e então para a Legionánia. Ele pegou a chave que estava pendurada no seu cinto e se aproximou da cela.  Mallor olhou para os outros com um sorriso triunfante, se aproximando das barras:

  • “Pra quem você vai ligar?” Lana Lang perguntou.

A forma como a Talokian parou de repente,  e murchou, foi quase cômica. Mallor virou-se para o resto do grupo,  em busca de suporte,  mas o que ela recebeu foram negativas; Gioton balançou a cabeça, assim como Lana e Allan deram os ombros, e Karlla Calrissian, notando alguns olhares dirigidos à ela,  falou:

  • “Eu posso ligar pro promotor babão…” – Ela sugeriu
  • “Isso não vai ser necessário. “ – Uma voz firme soou por trás de Regina.

Todos olharam para a entrada, e viram pela porta aberta, uma mulher vestida com um talieur negro, que tinha um ar gritante de governo nela. Os óculos escuros, o suspeito volume oculto pelo terno e o fone de ouvido semitransparente típico de servicos secretos só reforçavam a idéia para todos eles:

  • “E você,  quem é?” – Regina perguntou
  • “Eu sou Val Waller, agente especial federal.” – Ela falou, ao que a porta se abriu e dois homens de preto mau encarados entraram no escritório – “E vossas altezas saírem da frente,  eu vou lhes aliviar do fardo destes prisioneiros.”

David olhou confuso para Regina, que estava tão surpresa quanto o Príncipe. Dox esboçou um sorriso sombrio ao ver a face familiar de Valeria Pellaeon no recinto:

  • “Espera um minuto.”– David falou,  tentando fazer sentido do que estava acontecendo – “Você não pode simplesmente entrar aqui e fazer o que quer. “
  • “Eu tenho um distintivo e a autoridade que me diz o contrário.” – Pellaeon retrucou

Ela estalou os dedos,  e os dois brutamontes literalmente levantaram Charming do chão pelos braços,  colocando-o no chão  longe da cela,  e no processo um deles jogou a chave para Valeria. Regina imediatamente colocou-se na frente dela,  indignada com o descaso da agente para com a autoridade dela e de David:

  • “Eu não quero saber que autoridade você tem.  Eu sou a Rainha aqui e ninguém faz nada a não ser que eu permita!”

O olhar predatorio que Pellaeon dispensou à Rainha a fez sentir o sangue ferver; a forasteira não tinha medo dela. Regina olhou com raiva para Val, mas por que ela sabia que Henry estava ali,  ela se conteve:

  • “Não fique tão revoltada,  alteza.  Minha lealdade não está  com Príncipes ou Rainhas; Eu sirvo à Imperatriz da Galáxia. “ – Valeria declarou, ouvindo os passos ordenados vindos do corredor.

Pellaeon deu um passo para o lado, virando-se para as portas,  que foram abertas por outras duas mulheres,  vestidas como agentes, e pelas portas,  seguida por dois homens em roupas táticas negras e armados com fuzis,  uma mulher de porte e aura real,  vestida num conjunto esmeralda,  marfim e dourado que serviria igualmente num evento de tapete vermelho ou numa mesa de reunião. Helena Amidala fitou a Rainha Má de cima a baixo assim como Regina era acostumada a fazer com todos ao seu redor.

Ao reconhecerem sua soberana,  o grupo dentro da cela imediatamente se prostrou diante de Helena,  que se dirigiu à mulher a sua frente:

  • “Eu sou Helena Wayne,  Governadora do Distrito de New Troy¹.” – Amidala declarou
  • “New Troy? O que?” – A Rainha Má repetiu, confusa.

Valeria chamou a atenção de Regina para a parede, onde tinha o mural onde o mapa da cidade,  como ela lembrava; mas não o mapa ao mesmo tempo não era como ela percebia. Storybrooke estava lá no mapa,  suas ruas e vizinhanças como ela conhecia,  mas existia mais… Ao norte e ao oeste da cidadezinha, separados pelo rio e uma reserva florestal,  havia uma vasta área urbana onde diversas vizinhanças existiam, e Regina constatou em horror que seu reino terreno era apenas parte do dominio da mulher à sua frente.

FIM DO CAPÍTULO

Notas:

¹ – Distrito consolidado, ou Cidade-Condado consolidado é uma unidade administrativa que incorpora diversos burgos. O exemplo-mór disso é New York City, que tem cinco burgos (Manhattan, Bronx, Brooklyn, Queens e Staten Island). Um distrito pode ter um prefeito (como em NYC), ou um Presidente do conselho executivo (como Amidala é), em termos de autoridade e poder é muito similar.

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OUF-C1- Era Uma Vez..

Once Upon a Fan

Capítulo 1 – Era uma Vez…

[Vila de Storybrooke, Maine. – Granny’s Diner]

[Uma semana após a Quebra da Maldição]

No pacato diner da cidade que ainda estava se acostumando ao retorno das memórias após a quebra da Maldição da Rainha Má, a vida continuava. Red Riding Hood estava servindo café para Grumpy e o resto dos anões; Cinderella e Príncipe Thomas repartiam uma torta sob os auspícios da nenê do casal, Alexandra; Geppetto e Jiminy Cricket discutiam a situação atual da cidade e seus habitantes, e num canto do balcão, sentado num dos bancos, um outro residente compulsório da cidade estava ocupado no seu tablet e seu café… Ele, como o resto da população de Storybrooke, tinha vindo de outro lugar, mas diferente da maioria da população, ele tinha vindo do universo dos Contos de Fadas, e sim de uma Galáxia Muito, Muito Distante

Desde que suas memórias haviam voltado logo antes da neblina púrpura encobrir a cidade, ele havia entrado em ação, investigando os residentes e buscando respostas para as perguntas que permeavam sua mente. Em particular, duas dessas perguntas tinham prioridade no momento: Quem dentre eles havia sido responsável por eles terem sido transportados para esse mundo, e como eles iriam voltar para a galáxia deles. Foi um segundo tarde demais que ele teve a sensação de que ele não era o único extra-galáctico no recinto.

  • ”Você é um sujeito difícil de se achar, Milorde.”– A voz serena de seu adversário soou ao seu lado, juntamente com o som do banco que ele moveu para sentar-se..
  • ”Aparentemente não o suficiente. Mestre Jedi.” – Ele respondeu, no seu tom cínico usual, desligando o tablet e colocando-o no bolso.

Igor Katarn colocou as duas mãos no balcão, e olhou para Vynn Dox, que calmamente tomou um gole de seu café.

  • ”Eu estou procurando por alguém.” – Katarn falou.
  • ”Não estamos todos?” – Dox perguntou.
  • ”Hilário.” O Jedi respondeu, num tom seco – “Diana ainda está desaparecida. E eu não a ví em local algum na cidade.”
  • ”Tem um mural no centro da cidade para isso, eu creio.” – O Sith informou.

Katarn ignorou o gracejo de Dox e continuou:

  • ”Você é um autocrata compulsivo. Ficar sem controle e sem informação não é uma opção para você.”– Igor declarou – “Eu imagino que você já tenha formulado uma duzia de estratégias e rastreado todos os nossos conhecidos nessa cidade. Conhecidos que muitos de nós estamos procurando, de forma desesperada…”

O Sith se virou para Katarn, tendo lido nas entrelinhas o que ele estava falando..

  • ”Diana não está na cidade.” – Dox falou.
  • “Obrigado.” – Katarn falou, levantando-se do banco. Ele abotoou seu casaco e falou –”Que a Força esteja com você.”

Dox apenas acenou de volta com a cabeça, e ele notou, de forma suspeita, quando o Mestre Jedi decidiu saí pela porta dos fundos. Não se passaram mais que alguns segundos, quando a porta do diner foi aberta de forma violenta.

  • WARLOCK!!A voz irada de Allan Al Lugger soou da porta.

Imediatamente todos os ocupantes do diner olharam para o Cavaleiro Imperial, e então, para o Sith, não por que eles haviam finalmente reconhecido o forasteiro, mas por que para os habitantes da Terra dos Contos de Fadas, “Warlock” significava algo muito ruim… Al Lugger marchou até onde o Executor Imperial estava, e mais duas faces familiares o seguiam; Gioton Windu e Karlla Calrissian apareceram logo atrás do cavaleiro:

  • ”Oh, Frakk!” – O Sith falou, imediatamente antes de chutar o banco contra o Cavaleiro.
  • Humpf!” – Allan grunhiu ao receber o banco na cara, que o fez cair no chão.
  • ”Pra cima dele!” – Gioton gritou.

Calrissian não perdeu tempo, escalando uma cadeira e uma mesa antes de saltar para cima de Dox, que a pegou no ar, redirecionando o salto dela contra a mesa dos anões, onde a Starhavean caiu ruidosamente por cima de Happy e Sneezy. O Sith mal teve tempo de apreciar a cena, sendo o recipiente de um gancho por parte de Windu que o fez cair em cima da mesa de Cinderella e Thomas.

  • Outch!” – Vynn reclamou de dor, olhando surpreso por uma fração de segundos para Alexandra. Ele notou a mamadeira à frente dela e a pegou – “Mil perdões.”

Ele sentiu ser puxado pela jaqueta, e imediatamente esguichou a mamadeira na cara de Gioton, que ficou surpreso e atordoado por um segundo, que foi suficiente para que Dox lhe acertasse uma joelhada no queixo, e uma pezada nos peitos, fazendo-o rolar por cima da mesa de Gepetto e Cricket.

O sith olhou para a porta livre, e rapidamente se locomoveu naquela direção. Agarrando Red Riding Hood pela cintura, ele a moveu do chão de um lado para outro sem cerimônia, buscando a saída, mas a sua decisão de simplesmente não empurrar a moça lhe custou preciosos segundos, uma decisão da qual ele se arrependeu no segundo que ele sentiu a rasteira de Al Lugger, que o fez se desequilibrar, e ele só evitou o chão por ter caído sentado em cima de uma das mesas. Antes que o Sith pudesse se recuperar, no entanto, ele viu, com horror, os dois pés de Karlla se aproximando velozmente do alto…

Do lado de fora do Diner, passantes nem imaginavam o caos que havia se instalado lá dentro momentos antes, mas ao que eles viram um homem voando pela vidraça, batendo e rolando no chão até arrebentar a cerca branca, eles sabiam que algo estava muito errado. Dox parou de rolar no asfalto, olhando para o pneu que se aproximava dele rapidamente. Numa fração de segundos o Sith rolou, evitando ser esmagado, ao que a picape que quase o atropelou parou bruscamente.

Príncipe Charming imediatamente desceu do seu carro, preocupado em ter atropelado alguém, e do lado do passageiro, Henry, neto do príncipe, também desceu. Charming viu o rapaz saindo debaixo do carro, e imediatamente o ajudou a se levantar:

  • Você está bem?” – Charming perguntou, preocupado.

Dox contudo, não perdeu tempo para responder, ao que ele viu Calrissan pulando pela janela arrebentada e Gioton e Allan vindo pela porta…

  • Ei, pra onde você tá indo?Charming perguntou, surpreso, ao que o forasteiro começou a correr.

Karlla saltou por cima do capô da picape, pousando na frente do Sith. Ela imediatamente tentou encaixar um soco, mas o seu golpe foi redirecionado por Dox, que a puxou e a jogou contra a picape. Por trás de Charming, Gioton partiu com uma voadora, da qual o se esquivou e acertou a palma da mão nas costas do cavaleiro, fazendo-o bater contra outro carro que parou no meio da rua. Por trás de Dox, Allan surgiu, e o Sith teve de se defender uma vez mais. O Cavaleiro Das Trevas dispensou uma sequência de chutes e socos que o Sith defendeu. Ele forçou o erro de Al Lugger, esquivando-se num soco que terminou atingindo o vidro do carro, causando muita dor e fazendo-o perder a concentração.

Aproveitando o cachecol que Allan usava, Dox agarrou o braço dele, e saltando, ele rolou em cima das costas do Cavaleiro, acertando dois chutes em sequência em Giotom, que tinha vindo pra cima uma vez mais. Ainda com Al Lugger seguro pelo braço, ele moveu o cavaleiro contra Karlla, que terminou acertando um soco em seu companheiro. Sem perder tempo, Vynn jogou seu ex-companheiro de armas contra a Legionária, fazendo-a perder o equilíbrio. Ela se desvencilhou de Al Lugger à tempo de ver a palma da mão que a acertou bem no plexo, fazendo-a bater contra a picape, e cair perto da porta aberta da cabine. O Sith então bateu com força a porta da cabine da cabeça da Starhavean, colocando-a fora de combate.

Olhando ao redor, Dox viu que ele havia atraído atenção demais, ao que uma multidão começou a se formar, e ele rapidamente decidiu por fugir, mesmo sob os protestos de Charming, Red Riding Hood e de outros… Escorregando por cima do capô de um dos carros estacionados, o Sith alcançou o outro lado da rua e correu em direção a esquina, já formulando sua rota de fuga em sua mente, quando ele foi parado por um bastão de hóquei enfiado no seu estômago.

  • “UGH!” – Dox urrou, quase engasgando e cambaleando para trás.

Ele ergueu os olhos instintivamente, e viu surgir da esquina Lana Lang, com Alana Mallor ao lado dela, com um bastão de baseball . Dox tentou falar alguma coisa, mas ele não tinha fôlego. A Legionária o fitou com um sorriso predatório, e ele sabia que boa coisa não era…

  • Payback, bitch!” – Mallor falou, dando um swing com o bastão.

Dox só sentiu o impacto, e o mundo começou a rodopiar, para logo em seguida, as luzes se apagarem. A última coisa que o Sith conseguiu perceber foi a voz de Charming gritando alguma coisa, e um disparo de arma de fogo…

FIM DO CAPÍTULO

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Fan Wars Universe – AMILOCK – Parte 3 (Final)

….CONTINUANDO

 

A Imperatriz e seu Executor se despediram de todos, Ela sempre com a mesma façada graciosa e amigável, mas sem se demorar mais que o necessário. Já afastado dos demais, a façada amistosa se desfez e o Chiss pôde constatar que de fato ela estava descontente em encontrar os outros. Ele também estava contrariado, ainda que para o Sith, ter sua irritante contraparte e os outros era simplesmente um contratempo que ele podia lidar, mas Amidala aparentemente estava levando a coisa mais a sério. Foi preciso mais uma garrafa de Vinho de Rosas, algumas palavras bem colocadas, uma massagem nos pés, morangos com calda de chocolate e mas definitivamente, fazer amor na brisa suave da manhã para mudar o humor da Naboan.

Agora, na cama de lençóis alviverdes, Helena Amidala, ex-rainha de seu povo durante a maior crise da história de Naboo, inspiração para toda uma geração de servidores públicos, soberana do primeiro Império Galáctico em mais de 5.000 anos, a Imperatriz Esmeralda detentora de um dos mais poderosos artefatos do universo, e indiscutivelmente a mulher mais poderosa da história da Galáxia estava agora cansada, contente e relaxada. Seu corpo desnudo, semi-coberto pelo lençol amarrotado, recostado confortavelmente no corpo do seu amante Zodian, contrastava com o espírito leve como uma pluma que ela tinha naquele momento. Ali, entretida, seus dedos passeando entre nos pelos abundantes do peito do seu Sith, Helena sorria livremente, com as coisas mais simples, como a sensação gostosa do dedos da mão do seu Executor subindo e descendo ao longo de sua coluna, da nuca até a linha do sutiã, sem pressa, como seda suave acariciando sua pele.

A brisa tropical que invadia o quarto lhe deixava preguiçosa, dengosa, e ela se esticou um pouco,se espreguiçando, só para escalar um pouco mais o corpo do seu Sith, repousando sua cabeça no peito dele. Uma mão cheia de cuidado afastou as mechas que encobriram o rosto da Naboan, colocando-as para trás da orelha, e retornou para as costas dela, subindo e descendo ao longo da coluna. Helena sorriu novamente, contente em ser tratada de forma tão preciosa.

  • Vynn… – Ela falou, num tom feminino.

  • Sim, Amidala? – Ele respondeu, num tom brando.

A Naboan, se olhar para ele, ainda com a cabeça repousada no peito do Zodian, perguntou:

  • Por que você não me chama por meu nome? – Ela perguntou.

  • Você se chama Amidala, não é? – Ele respondeu com uma pergunta.

  • Eu me chamo Helena, Vynn. – Ela respondeu contrariada com a tentativa de desconversar dele – Amidala é um título real, assim como Darth Warlock é um título Sith. Mas você sabe muito bem o que eu perguntei.

Ela levantou a cabeça , virando-se, seu corpo deitando por cima do dele ao que ela o encarou de frente:

  • Por que você nunca me chama pelo meu nome, nem quando eu estou na sua cama? – A Naboan perguntou.

Ela notou os olhos fantasmagóricos lhe fitando ao que ele ficou em silêncio. Ela o conhecia o suficiente para saber que ele não estava se recusando à lhe responder. Seu Zodian estava buscando as palavras certas, e por isso, ela esperou pacientemente. Após quase um minuto de silêncio, ele falou:

  • Eu lhe chamo por seu nome Real para manter a perspectiva entre nós clara. – O Zodian falou.

Helena sabia que havia mais a ser explicado, e por isso ela não falou nada, esperando que ele continuasse:

  • Você é minha Imperatriz, a quem eu fiz um voto de lealdade e servitude. – Ele começou. – Você é o alfa de nós dois, não eu. E se alguém está na cama de alguém, sou eu que estou na sua cama, todas as vezes, por que você assim deseja e me permite.

A Naboan continuou a fitar seu Sith, ponderando as palavras dele:

  • Lhe tratar por seu nome é entrar em um território perigoso; é criar uma intimidade que pode nublar o principio básico do status quo entre nós dois – Warlock falou – Eu sou seu Executor, e você é minha Imperatriz. Por mais privilegiado que eu seja, este princípio fundamental não muda. Eu não sou seu igual, não sou seu consorte, eu sou seu concubino, seu servo.

As palavras do Sith ressoavam fundo na mente de Amidala, e ela sabia muito bem em que ele estava baseando seu raciocínio. Era brutalmente claro para a Imperatriz, a maneira como Warlock abriu mão da sua esfera de poder e influência entre Coluans, Chiss, Zodians e Hutts, quatro governos fortes que formaram uma aliança sob a liderança do Sith, e que constituíam a maior força da Galaxia. Mas ele entregou à ela, Amidala, estas quatro civilizações de mão beijada, solidificando a Imperatriz Coruscanti como a primeira soberana galáctica em milênios.

Ele também se isolou, das pessoas que lhes eram mais importantes; sua prima, Feh, a mulher que ele amava; Carolyna, a cúmplice que a quem ele chamava de alma-gêmea; Josefa, a tutora a quem ele admirava; Ellen, a pupila a qual ele moldou numa líder; Winter e Isaak, os únicos laços de sua vida Zodian; Jimmy e Chloe, a única família que ele conheceu… Warlock estava efetivamente afastado da Cavalaria, e mesmo entre a Ordem Sith, ele se mantinha aparte, deixando à cargo de Anakin e Viktor tudo que dizia respeito aos Lordes Negros da Força.. Para todos os efeitos, o Zodian se limitado e restringido à ser o Executor Imperial, um título cuja autoridade estava ligada diretamente ao Trono.

Seu Executor havia aberto o jogo com ela após a guerra. Ele à havia revelado todas a teia de intriga, mentiras e manipulação que resultaram na ascensão dela ao Trono Galáctico, e todas as atrocidades que ele cometeu em nome desse objetivo. Ela já havia deduzido boa parte do que ele contou antes mesmo do final da guerra. Amidala havia ligado os pontos ao longo do caminho, as prisões arbitrárias, os assassinatos, os atentados. Ela não o repreendeu, não o julgou, assim como ele não há havia repreendido nem a havia julgado quando ela mesmo havia feito tudo isso com ela mesma, em outra vida, lá em Naboo…

Havia vezes em que ela olhava para o Sith e podia se lembrar daquele jovem Zodian, tímido e inocente que um dia decidiu guardar segredo sobre o affair secreto da Rainha de Naboo. Amidala foi uma testemunha privilegiada, talvez a mais privilegiada de todas, na vida do homem que a galaxia conhecia como Darth Warlock, e ela sabia que a essência daquele jovem ainda brilhava firme por trás daqueles olhos fantasmagóricos. Ele havia simplesmente decidido tentar fazer seu melhor com a vida desafortunada que lhe foi dada, sem arrependimentos nem desculpas, e ao final, quando ele podia ser muito mais ainda, ele abriu mão de tudo…. ele abriu mão por ela. A Imperatriz decidiu que o status quo não era do seu agrado:

  • Você não é meu servo, Vynn, você é meu aliado, meu maior e mais importante aliado. Meu parceiro, meu confidente, meu cúmplice. – Amidala declarou – Este Império existe tanto por sua causa quanto por minha causa, por que você fincou os alicerces que sustentam o trono que eu ocupo. Nós dois construímos o Império juntos.

Ela ergueu-se, sentando em cima da barriga dele, e segurando na cabeceira da cama, ao que ela continuou:

  • Você não é meu concubino, você é meu amante. Você é mais que meu consorte, você é o homem com que eu compartilho o que há de mais íntimo em mim, o homem a quem eu confio minha vida. – A Imperatriz falou, e curvando-se, ela aproximou o rosto dele sussurrando no ouvido dele- E você é também o homem cujo nome eu falo quando meu corpo explode em êxtase, o dono dos braços que eu busco para me envolver quando eu quero esquecer do mundo…

  • Amidala… – Ele murmurou em retorno, ao que ela ergueu-se,fitando-o nos olhos.

  • E o mínimo que você pode fazer… (beijando-o no rosto) quando eu estou em sua cama…(mais um beijo no rosto) em seus braços.. (uma bitoca nos lábios)… depois de ter feito amor comigo…(outro beijo no rosto)…e ter me ouvido chamar seu nome entre meus gemidos de gozo, é me chamar pelo meu nome. – Amidala falou…

Warlock encarou a Imperatriz em silêncio, ela com uma expressão maliciosa no rosto, e ele levou uma mão a cintura dela, e outra ao rosto da Naboan, acariciando-a. Ela tomou a mão dele em seu rosto com a sua, e a trouxe até seus lábios, beijando a mão de seu Zodian, enquanto o olhava com malícia e expectativa.

  • Helena. – Vynn Dox a chamou…

A Imperatriz abriu um sorriso satisfeito e falou:l

  • Não foi tão difícil assim, tá vendo? – Ela brincou

  • Eu vi. – Ele respondeu. – Perdão por não ter usado seu nome antes.

Amidala levou um dedo aos lábios dele, silenciando-o, e falou:

  • Sem desculpas… – Ela declarou – Você quer se desculpar, me chame por meu nome.

  • Como queira… Helena – O Sith falou, dando ênfase ao nome dela.

  • Bom, você tá aprendendo… – Ela respondeu satisfeita.

  • Helena, Helena… – O Zodian falou, puxando-a para o colchão..

  • Ahh!! – ela deu um gritinho ao se derrubada, e riu ao que Seu amante a atacou com beijos…

Uma vez mais, Helena Amidala estava contente, tendo seu corpo beijado por seu amante, e ouvindo seu nome ser sussurrado pelos lábios de Seu Sith. Ela sorriu satisfeita, puxando o rosto dele para junto dela, selando o momento com um beijo, longo e romântico.

FIM

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