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OUF-C3- O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

Once Upon a Fan

Capítulo 3 – O Príncipe, a Rainha e a Imperatriz

[Vila de Storybrooke, Maine. – Escritório do Xerife]

Quando David Nolan, ou Príncipe Charming, como ele agora lembravam quem era, veio bater na sua porta naquela manhã, Regina Mills, a Evil Queen da Terra dos Contos de Fadas, achou estranho a história que ele havia lhe dito, e seguiu com ele para o escritório do Xerife, se por nada mais, para passar algum tempo com Henry.

  • “E então?” – Charming repetiu, insistindo na pergunta.

Regina se aproximou da cela, olhando para os seis forasteiros, que definitivamente não eram seus súditos..

  • “Eu não tenho a menor ideia.” – Ela falou, olhando para um dos presos, ela falou – “Você, quem é você? E de onde você vem?”

Aproximando-se das barras, Allan Al Lugger olhou para a mulher, a qual ele lembrava-se, mesmo não a tendo conhecido antes, e falou:

  • “Drake, meu nome é Allan Drake.” – O Cavaleiro respondeu, usando o nome que ele tinha naquela terra. – “E você é Regina Mills, a prefeita do burgo, certo?”
  • “Burgo?” – Regina repetiu, confusa por um momento.

Ela virou-se para David, que, estava tão confusa quanto ela, e Vynn Dox adicionou:

  • “Ela é a prefeita do burgo e Vila de Storybrook aqui neste lugar, e na Terra dos Contos de Fada, ela é a Rainha Má.” – O Sith falou
  • “Maravilha… outra vilã pra minha lista.”Gioton Windu disse, de forma sarcástica e enfadonha.

Regina virou-se imediatamente e aproximou-se de David, falando em voz baixa pra ele:

  • “Eu não tenho a menor ideia de quem são essas pessoas.” – A Rainha Má falou

David arregalou os olhos, e virou-se de costas para a cela também:

  • “Como assim você não sabe? Eles não foram trazidos aqui pela sua maldição?” – O Príncipe perguntou.
  • “Eu não tenho certeza.” – Ela confessou.
  • “Ei, Príncipe Charmoso!”Alana Mallor chamou atenção dele – “Nós não vamos ter nosso telefonema não? Nesse mundo,  esse é o nosso direito constitucional.”

David olhou para Regina e então para a Legionánia. Ele pegou a chave que estava pendurada no seu cinto e se aproximou da cela.  Mallor olhou para os outros com um sorriso triunfante, se aproximando das barras:

  • “Pra quem você vai ligar?” Lana Lang perguntou.

A forma como a Talokian parou de repente,  e murchou, foi quase cômica. Mallor virou-se para o resto do grupo,  em busca de suporte,  mas o que ela recebeu foram negativas; Gioton balançou a cabeça, assim como Lana e Allan deram os ombros, e Karlla Calrissian, notando alguns olhares dirigidos à ela,  falou:

  • “Eu posso ligar pro promotor babão…” – Ela sugeriu
  • “Isso não vai ser necessário. “ – Uma voz firme soou por trás de Regina.

Todos olharam para a entrada, e viram pela porta aberta, uma mulher vestida com um talieur negro, que tinha um ar gritante de governo nela. Os óculos escuros, o suspeito volume oculto pelo terno e o fone de ouvido semitransparente típico de servicos secretos só reforçavam a idéia para todos eles:

  • “E você,  quem é?” – Regina perguntou
  • “Eu sou Val Waller, agente especial federal.” – Ela falou, ao que a porta se abriu e dois homens de preto mau encarados entraram no escritório – “E vossas altezas saírem da frente,  eu vou lhes aliviar do fardo destes prisioneiros.”

David olhou confuso para Regina, que estava tão surpresa quanto o Príncipe. Dox esboçou um sorriso sombrio ao ver a face familiar de Valeria Pellaeon no recinto:

  • “Espera um minuto.”– David falou,  tentando fazer sentido do que estava acontecendo – “Você não pode simplesmente entrar aqui e fazer o que quer. “
  • “Eu tenho um distintivo e a autoridade que me diz o contrário.” – Pellaeon retrucou

Ela estalou os dedos,  e os dois brutamontes literalmente levantaram Charming do chão pelos braços,  colocando-o no chão  longe da cela,  e no processo um deles jogou a chave para Valeria. Regina imediatamente colocou-se na frente dela,  indignada com o descaso da agente para com a autoridade dela e de David:

  • “Eu não quero saber que autoridade você tem.  Eu sou a Rainha aqui e ninguém faz nada a não ser que eu permita!”

O olhar predatorio que Pellaeon dispensou à Rainha a fez sentir o sangue ferver; a forasteira não tinha medo dela. Regina olhou com raiva para Val, mas por que ela sabia que Henry estava ali,  ela se conteve:

  • “Não fique tão revoltada,  alteza.  Minha lealdade não está  com Príncipes ou Rainhas; Eu sirvo à Imperatriz da Galáxia. “ – Valeria declarou, ouvindo os passos ordenados vindos do corredor.

Pellaeon deu um passo para o lado, virando-se para as portas,  que foram abertas por outras duas mulheres,  vestidas como agentes, e pelas portas,  seguida por dois homens em roupas táticas negras e armados com fuzis,  uma mulher de porte e aura real,  vestida num conjunto esmeralda,  marfim e dourado que serviria igualmente num evento de tapete vermelho ou numa mesa de reunião. Helena Amidala fitou a Rainha Má de cima a baixo assim como Regina era acostumada a fazer com todos ao seu redor.

Ao reconhecerem sua soberana,  o grupo dentro da cela imediatamente se prostrou diante de Helena,  que se dirigiu à mulher a sua frente:

  • “Eu sou Helena Wayne,  Governadora do Distrito de New Troy¹.” – Amidala declarou
  • “New Troy? O que?” – A Rainha Má repetiu, confusa.

Valeria chamou a atenção de Regina para a parede, onde tinha o mural onde o mapa da cidade,  como ela lembrava; mas não o mapa ao mesmo tempo não era como ela percebia. Storybrooke estava lá no mapa,  suas ruas e vizinhanças como ela conhecia,  mas existia mais… Ao norte e ao oeste da cidadezinha, separados pelo rio e uma reserva florestal,  havia uma vasta área urbana onde diversas vizinhanças existiam, e Regina constatou em horror que seu reino terreno era apenas parte do dominio da mulher à sua frente.

FIM DO CAPÍTULO

Notas:

¹ – Distrito consolidado, ou Cidade-Condado consolidado é uma unidade administrativa que incorpora diversos burgos. O exemplo-mór disso é New York City, que tem cinco burgos (Manhattan, Bronx, Brooklyn, Queens e Staten Island). Um distrito pode ter um prefeito (como em NYC), ou um Presidente do conselho executivo (como Amidala é), em termos de autoridade e poder é muito similar.

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OUF-C1- Era Uma Vez..

Once Upon a Fan

Capítulo 1 – Era uma Vez…

[Vila de Storybrooke, Maine. – Granny’s Diner]

[Uma semana após a Quebra da Maldição]

No pacato diner da cidade que ainda estava se acostumando ao retorno das memórias após a quebra da Maldição da Rainha Má, a vida continuava. Red Riding Hood estava servindo café para Grumpy e o resto dos anões; Cinderella e Príncipe Thomas repartiam uma torta sob os auspícios da nenê do casal, Alexandra; Geppetto e Jiminy Cricket discutiam a situação atual da cidade e seus habitantes, e num canto do balcão, sentado num dos bancos, um outro residente compulsório da cidade estava ocupado no seu tablet e seu café… Ele, como o resto da população de Storybrooke, tinha vindo de outro lugar, mas diferente da maioria da população, ele tinha vindo do universo dos Contos de Fadas, e sim de uma Galáxia Muito, Muito Distante

Desde que suas memórias haviam voltado logo antes da neblina púrpura encobrir a cidade, ele havia entrado em ação, investigando os residentes e buscando respostas para as perguntas que permeavam sua mente. Em particular, duas dessas perguntas tinham prioridade no momento: Quem dentre eles havia sido responsável por eles terem sido transportados para esse mundo, e como eles iriam voltar para a galáxia deles. Foi um segundo tarde demais que ele teve a sensação de que ele não era o único extra-galáctico no recinto.

  • ”Você é um sujeito difícil de se achar, Milorde.”– A voz serena de seu adversário soou ao seu lado, juntamente com o som do banco que ele moveu para sentar-se..
  • ”Aparentemente não o suficiente. Mestre Jedi.” – Ele respondeu, no seu tom cínico usual, desligando o tablet e colocando-o no bolso.

Igor Katarn colocou as duas mãos no balcão, e olhou para Vynn Dox, que calmamente tomou um gole de seu café.

  • ”Eu estou procurando por alguém.” – Katarn falou.
  • ”Não estamos todos?” – Dox perguntou.
  • ”Hilário.” O Jedi respondeu, num tom seco – “Diana ainda está desaparecida. E eu não a ví em local algum na cidade.”
  • ”Tem um mural no centro da cidade para isso, eu creio.” – O Sith informou.

Katarn ignorou o gracejo de Dox e continuou:

  • ”Você é um autocrata compulsivo. Ficar sem controle e sem informação não é uma opção para você.”– Igor declarou – “Eu imagino que você já tenha formulado uma duzia de estratégias e rastreado todos os nossos conhecidos nessa cidade. Conhecidos que muitos de nós estamos procurando, de forma desesperada…”

O Sith se virou para Katarn, tendo lido nas entrelinhas o que ele estava falando..

  • ”Diana não está na cidade.” – Dox falou.
  • “Obrigado.” – Katarn falou, levantando-se do banco. Ele abotoou seu casaco e falou –”Que a Força esteja com você.”

Dox apenas acenou de volta com a cabeça, e ele notou, de forma suspeita, quando o Mestre Jedi decidiu saí pela porta dos fundos. Não se passaram mais que alguns segundos, quando a porta do diner foi aberta de forma violenta.

  • WARLOCK!!A voz irada de Allan Al Lugger soou da porta.

Imediatamente todos os ocupantes do diner olharam para o Cavaleiro Imperial, e então, para o Sith, não por que eles haviam finalmente reconhecido o forasteiro, mas por que para os habitantes da Terra dos Contos de Fadas, “Warlock” significava algo muito ruim… Al Lugger marchou até onde o Executor Imperial estava, e mais duas faces familiares o seguiam; Gioton Windu e Karlla Calrissian apareceram logo atrás do cavaleiro:

  • ”Oh, Frakk!” – O Sith falou, imediatamente antes de chutar o banco contra o Cavaleiro.
  • Humpf!” – Allan grunhiu ao receber o banco na cara, que o fez cair no chão.
  • ”Pra cima dele!” – Gioton gritou.

Calrissian não perdeu tempo, escalando uma cadeira e uma mesa antes de saltar para cima de Dox, que a pegou no ar, redirecionando o salto dela contra a mesa dos anões, onde a Starhavean caiu ruidosamente por cima de Happy e Sneezy. O Sith mal teve tempo de apreciar a cena, sendo o recipiente de um gancho por parte de Windu que o fez cair em cima da mesa de Cinderella e Thomas.

  • Outch!” – Vynn reclamou de dor, olhando surpreso por uma fração de segundos para Alexandra. Ele notou a mamadeira à frente dela e a pegou – “Mil perdões.”

Ele sentiu ser puxado pela jaqueta, e imediatamente esguichou a mamadeira na cara de Gioton, que ficou surpreso e atordoado por um segundo, que foi suficiente para que Dox lhe acertasse uma joelhada no queixo, e uma pezada nos peitos, fazendo-o rolar por cima da mesa de Gepetto e Cricket.

O sith olhou para a porta livre, e rapidamente se locomoveu naquela direção. Agarrando Red Riding Hood pela cintura, ele a moveu do chão de um lado para outro sem cerimônia, buscando a saída, mas a sua decisão de simplesmente não empurrar a moça lhe custou preciosos segundos, uma decisão da qual ele se arrependeu no segundo que ele sentiu a rasteira de Al Lugger, que o fez se desequilibrar, e ele só evitou o chão por ter caído sentado em cima de uma das mesas. Antes que o Sith pudesse se recuperar, no entanto, ele viu, com horror, os dois pés de Karlla se aproximando velozmente do alto…

Do lado de fora do Diner, passantes nem imaginavam o caos que havia se instalado lá dentro momentos antes, mas ao que eles viram um homem voando pela vidraça, batendo e rolando no chão até arrebentar a cerca branca, eles sabiam que algo estava muito errado. Dox parou de rolar no asfalto, olhando para o pneu que se aproximava dele rapidamente. Numa fração de segundos o Sith rolou, evitando ser esmagado, ao que a picape que quase o atropelou parou bruscamente.

Príncipe Charming imediatamente desceu do seu carro, preocupado em ter atropelado alguém, e do lado do passageiro, Henry, neto do príncipe, também desceu. Charming viu o rapaz saindo debaixo do carro, e imediatamente o ajudou a se levantar:

  • Você está bem?” – Charming perguntou, preocupado.

Dox contudo, não perdeu tempo para responder, ao que ele viu Calrissan pulando pela janela arrebentada e Gioton e Allan vindo pela porta…

  • Ei, pra onde você tá indo?Charming perguntou, surpreso, ao que o forasteiro começou a correr.

Karlla saltou por cima do capô da picape, pousando na frente do Sith. Ela imediatamente tentou encaixar um soco, mas o seu golpe foi redirecionado por Dox, que a puxou e a jogou contra a picape. Por trás de Charming, Gioton partiu com uma voadora, da qual o se esquivou e acertou a palma da mão nas costas do cavaleiro, fazendo-o bater contra outro carro que parou no meio da rua. Por trás de Dox, Allan surgiu, e o Sith teve de se defender uma vez mais. O Cavaleiro Das Trevas dispensou uma sequência de chutes e socos que o Sith defendeu. Ele forçou o erro de Al Lugger, esquivando-se num soco que terminou atingindo o vidro do carro, causando muita dor e fazendo-o perder a concentração.

Aproveitando o cachecol que Allan usava, Dox agarrou o braço dele, e saltando, ele rolou em cima das costas do Cavaleiro, acertando dois chutes em sequência em Giotom, que tinha vindo pra cima uma vez mais. Ainda com Al Lugger seguro pelo braço, ele moveu o cavaleiro contra Karlla, que terminou acertando um soco em seu companheiro. Sem perder tempo, Vynn jogou seu ex-companheiro de armas contra a Legionária, fazendo-a perder o equilíbrio. Ela se desvencilhou de Al Lugger à tempo de ver a palma da mão que a acertou bem no plexo, fazendo-a bater contra a picape, e cair perto da porta aberta da cabine. O Sith então bateu com força a porta da cabine da cabeça da Starhavean, colocando-a fora de combate.

Olhando ao redor, Dox viu que ele havia atraído atenção demais, ao que uma multidão começou a se formar, e ele rapidamente decidiu por fugir, mesmo sob os protestos de Charming, Red Riding Hood e de outros… Escorregando por cima do capô de um dos carros estacionados, o Sith alcançou o outro lado da rua e correu em direção a esquina, já formulando sua rota de fuga em sua mente, quando ele foi parado por um bastão de hóquei enfiado no seu estômago.

  • “UGH!” – Dox urrou, quase engasgando e cambaleando para trás.

Ele ergueu os olhos instintivamente, e viu surgir da esquina Lana Lang, com Alana Mallor ao lado dela, com um bastão de baseball . Dox tentou falar alguma coisa, mas ele não tinha fôlego. A Legionária o fitou com um sorriso predatório, e ele sabia que boa coisa não era…

  • Payback, bitch!” – Mallor falou, dando um swing com o bastão.

Dox só sentiu o impacto, e o mundo começou a rodopiar, para logo em seguida, as luzes se apagarem. A última coisa que o Sith conseguiu perceber foi a voz de Charming gritando alguma coisa, e um disparo de arma de fogo…

FIM DO CAPÍTULO

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Fan Wars Universe – AMILOCK – Parte 3 (Final)

….CONTINUANDO

 

A Imperatriz e seu Executor se despediram de todos, Ela sempre com a mesma façada graciosa e amigável, mas sem se demorar mais que o necessário. Já afastado dos demais, a façada amistosa se desfez e o Chiss pôde constatar que de fato ela estava descontente em encontrar os outros. Ele também estava contrariado, ainda que para o Sith, ter sua irritante contraparte e os outros era simplesmente um contratempo que ele podia lidar, mas Amidala aparentemente estava levando a coisa mais a sério. Foi preciso mais uma garrafa de Vinho de Rosas, algumas palavras bem colocadas, uma massagem nos pés, morangos com calda de chocolate e mas definitivamente, fazer amor na brisa suave da manhã para mudar o humor da Naboan.

Agora, na cama de lençóis alviverdes, Helena Amidala, ex-rainha de seu povo durante a maior crise da história de Naboo, inspiração para toda uma geração de servidores públicos, soberana do primeiro Império Galáctico em mais de 5.000 anos, a Imperatriz Esmeralda detentora de um dos mais poderosos artefatos do universo, e indiscutivelmente a mulher mais poderosa da história da Galáxia estava agora cansada, contente e relaxada. Seu corpo desnudo, semi-coberto pelo lençol amarrotado, recostado confortavelmente no corpo do seu amante Zodian, contrastava com o espírito leve como uma pluma que ela tinha naquele momento. Ali, entretida, seus dedos passeando entre nos pelos abundantes do peito do seu Sith, Helena sorria livremente, com as coisas mais simples, como a sensação gostosa do dedos da mão do seu Executor subindo e descendo ao longo de sua coluna, da nuca até a linha do sutiã, sem pressa, como seda suave acariciando sua pele.

A brisa tropical que invadia o quarto lhe deixava preguiçosa, dengosa, e ela se esticou um pouco,se espreguiçando, só para escalar um pouco mais o corpo do seu Sith, repousando sua cabeça no peito dele. Uma mão cheia de cuidado afastou as mechas que encobriram o rosto da Naboan, colocando-as para trás da orelha, e retornou para as costas dela, subindo e descendo ao longo da coluna. Helena sorriu novamente, contente em ser tratada de forma tão preciosa.

  • Vynn… – Ela falou, num tom feminino.

  • Sim, Amidala? – Ele respondeu, num tom brando.

A Naboan, se olhar para ele, ainda com a cabeça repousada no peito do Zodian, perguntou:

  • Por que você não me chama por meu nome? – Ela perguntou.

  • Você se chama Amidala, não é? – Ele respondeu com uma pergunta.

  • Eu me chamo Helena, Vynn. – Ela respondeu contrariada com a tentativa de desconversar dele – Amidala é um título real, assim como Darth Warlock é um título Sith. Mas você sabe muito bem o que eu perguntei.

Ela levantou a cabeça , virando-se, seu corpo deitando por cima do dele ao que ela o encarou de frente:

  • Por que você nunca me chama pelo meu nome, nem quando eu estou na sua cama? – A Naboan perguntou.

Ela notou os olhos fantasmagóricos lhe fitando ao que ele ficou em silêncio. Ela o conhecia o suficiente para saber que ele não estava se recusando à lhe responder. Seu Zodian estava buscando as palavras certas, e por isso, ela esperou pacientemente. Após quase um minuto de silêncio, ele falou:

  • Eu lhe chamo por seu nome Real para manter a perspectiva entre nós clara. – O Zodian falou.

Helena sabia que havia mais a ser explicado, e por isso ela não falou nada, esperando que ele continuasse:

  • Você é minha Imperatriz, a quem eu fiz um voto de lealdade e servitude. – Ele começou. – Você é o alfa de nós dois, não eu. E se alguém está na cama de alguém, sou eu que estou na sua cama, todas as vezes, por que você assim deseja e me permite.

A Naboan continuou a fitar seu Sith, ponderando as palavras dele:

  • Lhe tratar por seu nome é entrar em um território perigoso; é criar uma intimidade que pode nublar o principio básico do status quo entre nós dois – Warlock falou – Eu sou seu Executor, e você é minha Imperatriz. Por mais privilegiado que eu seja, este princípio fundamental não muda. Eu não sou seu igual, não sou seu consorte, eu sou seu concubino, seu servo.

As palavras do Sith ressoavam fundo na mente de Amidala, e ela sabia muito bem em que ele estava baseando seu raciocínio. Era brutalmente claro para a Imperatriz, a maneira como Warlock abriu mão da sua esfera de poder e influência entre Coluans, Chiss, Zodians e Hutts, quatro governos fortes que formaram uma aliança sob a liderança do Sith, e que constituíam a maior força da Galaxia. Mas ele entregou à ela, Amidala, estas quatro civilizações de mão beijada, solidificando a Imperatriz Coruscanti como a primeira soberana galáctica em milênios.

Ele também se isolou, das pessoas que lhes eram mais importantes; sua prima, Feh, a mulher que ele amava; Carolyna, a cúmplice que a quem ele chamava de alma-gêmea; Josefa, a tutora a quem ele admirava; Ellen, a pupila a qual ele moldou numa líder; Winter e Isaak, os únicos laços de sua vida Zodian; Jimmy e Chloe, a única família que ele conheceu… Warlock estava efetivamente afastado da Cavalaria, e mesmo entre a Ordem Sith, ele se mantinha aparte, deixando à cargo de Anakin e Viktor tudo que dizia respeito aos Lordes Negros da Força.. Para todos os efeitos, o Zodian se limitado e restringido à ser o Executor Imperial, um título cuja autoridade estava ligada diretamente ao Trono.

Seu Executor havia aberto o jogo com ela após a guerra. Ele à havia revelado todas a teia de intriga, mentiras e manipulação que resultaram na ascensão dela ao Trono Galáctico, e todas as atrocidades que ele cometeu em nome desse objetivo. Ela já havia deduzido boa parte do que ele contou antes mesmo do final da guerra. Amidala havia ligado os pontos ao longo do caminho, as prisões arbitrárias, os assassinatos, os atentados. Ela não o repreendeu, não o julgou, assim como ele não há havia repreendido nem a havia julgado quando ela mesmo havia feito tudo isso com ela mesma, em outra vida, lá em Naboo…

Havia vezes em que ela olhava para o Sith e podia se lembrar daquele jovem Zodian, tímido e inocente que um dia decidiu guardar segredo sobre o affair secreto da Rainha de Naboo. Amidala foi uma testemunha privilegiada, talvez a mais privilegiada de todas, na vida do homem que a galaxia conhecia como Darth Warlock, e ela sabia que a essência daquele jovem ainda brilhava firme por trás daqueles olhos fantasmagóricos. Ele havia simplesmente decidido tentar fazer seu melhor com a vida desafortunada que lhe foi dada, sem arrependimentos nem desculpas, e ao final, quando ele podia ser muito mais ainda, ele abriu mão de tudo…. ele abriu mão por ela. A Imperatriz decidiu que o status quo não era do seu agrado:

  • Você não é meu servo, Vynn, você é meu aliado, meu maior e mais importante aliado. Meu parceiro, meu confidente, meu cúmplice. – Amidala declarou – Este Império existe tanto por sua causa quanto por minha causa, por que você fincou os alicerces que sustentam o trono que eu ocupo. Nós dois construímos o Império juntos.

Ela ergueu-se, sentando em cima da barriga dele, e segurando na cabeceira da cama, ao que ela continuou:

  • Você não é meu concubino, você é meu amante. Você é mais que meu consorte, você é o homem com que eu compartilho o que há de mais íntimo em mim, o homem a quem eu confio minha vida. – A Imperatriz falou, e curvando-se, ela aproximou o rosto dele sussurrando no ouvido dele- E você é também o homem cujo nome eu falo quando meu corpo explode em êxtase, o dono dos braços que eu busco para me envolver quando eu quero esquecer do mundo…

  • Amidala… – Ele murmurou em retorno, ao que ela ergueu-se,fitando-o nos olhos.

  • E o mínimo que você pode fazer… (beijando-o no rosto) quando eu estou em sua cama…(mais um beijo no rosto) em seus braços.. (uma bitoca nos lábios)… depois de ter feito amor comigo…(outro beijo no rosto)…e ter me ouvido chamar seu nome entre meus gemidos de gozo, é me chamar pelo meu nome. – Amidala falou…

Warlock encarou a Imperatriz em silêncio, ela com uma expressão maliciosa no rosto, e ele levou uma mão a cintura dela, e outra ao rosto da Naboan, acariciando-a. Ela tomou a mão dele em seu rosto com a sua, e a trouxe até seus lábios, beijando a mão de seu Zodian, enquanto o olhava com malícia e expectativa.

  • Helena. – Vynn Dox a chamou…

A Imperatriz abriu um sorriso satisfeito e falou:l

  • Não foi tão difícil assim, tá vendo? – Ela brincou

  • Eu vi. – Ele respondeu. – Perdão por não ter usado seu nome antes.

Amidala levou um dedo aos lábios dele, silenciando-o, e falou:

  • Sem desculpas… – Ela declarou – Você quer se desculpar, me chame por meu nome.

  • Como queira… Helena – O Sith falou, dando ênfase ao nome dela.

  • Bom, você tá aprendendo… – Ela respondeu satisfeita.

  • Helena, Helena… – O Zodian falou, puxando-a para o colchão..

  • Ahh!! – ela deu um gritinho ao se derrubada, e riu ao que Seu amante a atacou com beijos…

Uma vez mais, Helena Amidala estava contente, tendo seu corpo beijado por seu amante, e ouvindo seu nome ser sussurrado pelos lábios de Seu Sith. Ela sorriu satisfeita, puxando o rosto dele para junto dela, selando o momento com um beijo, longo e romântico.

FIM

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Fan Wars Universe – AMILOCK – Parte 2

 
…CONTINUANDO
 
 

Eles despediram-se rapidamente, ao que os outros também tinham pressa de aproveitar o carnaval, e o Sith e Helena continuaram a seguir pelo calçadão. Ela olhou ao redor, para ter certeza que ninguém estava prestando atenção neles, e falou:

  • Essa foi, e longe, uma das situações mais paradoxais que eu já tive na vida. – Helena falou. – E você, tinha que me beijar daquele jeito?

  • E por que não? Depois de tanto charme que você fez nas fotos, eu tinha de ser firme. – O Executor respondeu – Lordes Sith não podem se mostrar em desvantagem…

  • Sei… – Ela falou, sarcástica. – Caramba, e todo esse povo torcendo para que eu e você sejamos um casal? Que coisa louca!

  • Não exatamente, minha cara. – Ele retrucou – Pense bem… Uma Imperatriz solteira, sem nenhum relacionamento sério, e um Executor que antes era famoso por ser galanteador e agora é praticamente um monge. As massas querem ver semblantes de mundanidade em pessoas em posições de poder, algo que eles possam correlacionar, e que melhor aspecto mundano do que romance?

Helena olhou para o Sith, surpresa com a lógica dele, que por mais clichê que pudesse soar, fazia sentido. Ele simplesmente lhe devolveu o mesmo sorriso egocêntrico de sempre, o que fez a Naboan revirar os olhos, e continuar caminhando. Eles caminharam mais um quarteirão, antes que o aroma de uma comida familiar encheu as narinas da Imperatriz.

  • Eu não acredito… – Ela falou, com grata surpresa.

  • Não acredita no que? – Warlock perguntou, um segundo antes de ser puxado para um dos quiosques.

Amidala arrastou o Sith pelo braço, até parar diante de um quiosque. Warlock ergueu uma sobrancelha de forma inquisitiva, ao sentir o aroma do prato que eles estavam cozinhando, que era agradável, mas não exatamente familiar para ele, o que não era o caso da Imperatriz, que de forma completamente atípica, colocou as mãos no vidro, com um sorriso de orelha à orelha no rosto…

  • Putz, Grilla, Banana Cozida! – Amidala exclamou, com entusiasmo quase infantil

  • O quê que é cozido?? – Warlock perguntou, não reconhecendo o prato.

  • Banana! – Ela respondeu. – Você não conhece?

  • Não é algo que nós tenhamos em Korriban. – Ele falou.

  • Ah, pois você tem que experimentar então! – A Naboan falou, puxando-o para a fila.

O Executor nem perdeu tempo protestando, ao que eles seguiram para o final da fila, que era um pouco longa demais para o agrado do Sith, mas ele não falou nada, já que era raro ver Helena entusiasmada com comida. Os dois seguiram a fila, ela na frente e ele a seguindo. A Naboan aproveitou para recostar-se no peito do Zodian às suas costas, e não se opôs ao que ele a abraçou pela cintura. Era uma sensação estranha para ela se permitir intimidade com alguém em público, ainda mais não estando disfarçada, mas também era gratificante saber que existia um lugar e ocasião onde ela podia ser ela mesma, sem subterfúgios, e agir não como Amidala, a Imperatriz, mas como Helena, a mulher.

Eles passaram cerca de 10 minutos na fila do quiosque que estava meio disputado, para que a Imperatriz pudesse degustar de um dos seus pratos prediletos. A Naboan fez o Zodian carregar uma sacola com mais bananas que ela comprou, e ela tratou de devorar a que estava em suas mãos, ao que os dois continuaram a caminhar. Aquela sensação de anonimato era algo que Amidala estava aproveitando imensamente. Ela ofereceu uma mordida ao Sith, que por educação aceitou, mas não deu nenhum sinal de gostar do prato tanto quanto a Imperatriz. No meio do caminho para a pousada, o Executor parou em uma das barracas, e voltou com uma sacola cheia de algo chamado Tapioca, que era uma espécie de panqueca branca, seca e dobrada que Helena não achou muito atrativa de se ver.

Finalmente, os dois chegaram ao hotel, que ficavam em um prédio histórico, de frente para a praia. Turistas circulavam pelo salão grandioso no piso térreo, que tinha a centro uma belíssima fonte holográfica e plantas locais em vasos pendurados nas colunas. O ambiente em si era pitoresco e confortável, ainda que não contasse com o luxo e sofisticação dos planetas do Inner Rim. De imediato, um droid de protocolo, ornamentado com placas prateadas e rubras, se aproximou dos dois, e os saudou:

  • Bem vindos ao Grand Corellian Hotel. Milordes possuem reserva? – O Droid perguntou.

  • Sim, nós temos uma reserva para um bangalô. – Warlock respondeu. – Nossa reserva está no nome de Vynn e Lenna Jarnen. Nossa bagagem já deve ter sido entregue pelos valetes do espaçoporto.

O Droid de imediato acessou o banco de dados holográfico, e encontrando a reserva, falou:

  • Sim, claro. – O droid falou – Vossos aposentos já estão prontos e vossa bagagem já foi colocada nos roupeiros pelo serviço de quarto. Se milordes me seguirem, eu os levarei ao vosso bangalô.

O Sith ofereceu seu braço para a Naboan, que o aceitou de bom grado, e os dois seguiram o anfitrião, que os levou para fora do prédio principal, em uma plataforma flutuante, que os levou por um trilho sobre as águas, até uma série de cabines que flutuavam rente ao mar, ligadas por passarelas. Eles atracaram-se à varanda de um dos bangalôs, e o droid falou:

  • Bangalô 12. – O Droid informou – Milordes tem um droid dedicado, pronto à atender-lhes à qualquer hora do dia ou da noite, e a carruagem do hotel está a vossa disposição caso milordes desejem ir à algum lugar.

  • Excelente – Amidala falou.- e o serviço de quarto?

  • Nós temos um menu padrão trans-galáctico, e a cozinha fica aberta até das 6 à meia noite para refeições e 24 horas para petiscos e bebidas. – O droid falou, e apontando para a mesa onde havia uma garrafa no balde de gelo e um prato de coquetel, ele falou– Uma garrafa de Vin du Rose Chateau Palio ’31 e crustáceos calamari , cortesia da gerência.

  • Muito apropriado. – O Sith falou, retirando do bolso alguns credichips, e entregando-os ao droid, ele falou – Obrigado por sua hospitalidade.

O Droid curvou-se, e deixou os dois à sós no bangalô. O Executor imediatamente foi até o console na parede, ativou os projetores holocloak, que como um véu, cobriu o bangalô com uma camada translúcida que lhes dava privacidade sem afetar a vista da paisagem, mas que lhes dava total privacidade. Helena retirou seu manto, depositando-o numa das cadeiras, e então aproximou-se da mesa, olhando ao redor…

  • Muito bem, Milorde – Helena falou – Eu estou impressionada. Quando você me disse que você tinha cuidado das reservas do hotel, eu tinha imaginado algo mais… modesto.

  • Os modestos já estavam todos reservados. – O Sith respondeu – Só sobraram os aristocraticamente exclusivos e ridiculamente caros.

Amidala olhou para o Zodian, já sabendo disso, e ela disse, levemente contrariada:

  • Ah, Vynn, eu disse a você que eu iria dividir as despesas com você. – Ela disse – Quanto foi o hotel?

  • Isso, caríssima, não é da sua conta – Ele respondeu, num tom cínico. – Eu lhe convidei para este feriado, e eu disse que iria cuidar do hotel.

  • E eu aceitei sob a condição de nós dividirmos as despesas. – A Naboan deu a tréplica – Eu sei muito bem que o seu soldo militar não lhe permite todas as extravagâncias que você faz, e mais ainda quando você doa quase que todo ele para a fundação da Winter em Korriban.

O Sith se aproximou da mesa, não se deixando afetar pelo olhar reprovador da Naboan, e pegou a garrava de vinho do balde:

  • Eu não sabia que além de Imperatriz, milady era agora tesoureira do Imposto de Renda. – Ele comentou, sarcástico, pegando dois cálices

  • Eu não sei se você notou, mas no seu contracheque tem minha assinatura.– Ela devolveu, pegando um dos cálices que lhe foi oferecido

  • No meu contracheque “oficial” tem sua assinatura, mas meu posto de Executor não é minha única fonte de renda. – Ele falou, ao mesmo tempo que abria a garrafa.

Ele encheu o cálice da Imperatriz, e o seu próprio, e falou:

  • Eu lhe asseguro que minhas finanças não sofreram nenhum revés por causa destas férias – O Sith falou, tomando um gole do cálice – Agora, por que você não tira estas roupas, põe um biquíni e aproveita a água quente do mar?

Ela notou que ele caminhou na direção da porta, e perguntou:

  • Onde você vai? – A Imperatriz perguntou

  • Fazer as reservas para mais tarde, e pegar mais gelo – ele falou, pegando um vaso vazio, fazendo-o de balde de gelo.

Amidala sorriu com a tirada do Zodian, e bebendo metade do seu cálice, ela passou para o quarto, onde encontrou as portas do closet abertas, e suas roupas todas organizadas nos cabides. Usando seu anel para criar dois pares de mãos, que fizeram as vezes de suas criadas, ela retirou sua roupa, e foi mexer no closet.

Do lado de fora, Darth Warlock acionou o terminal holográfico, e verificou rapidamente os relatórios do alto escalão Imperial. Ele não queria dizer à Imperatriz, mas ele não se sentia confortável deixando a administração do Império nas mãos de Val Pellaeon, Chloe Sullivan e Tay Bloom; Pellaeon era uma estrategista brilhante, mas era facilmente manipulável, Sullivan era paranoica demais com seus affairs meta-humanos para ser imparcial, e Bloom passava tempo demais na cama de Winter para notar o que se passava ao redor.

Satisfeito com os reportes, ele caminhou pensativo na direção da máquina de gelo. Ele não havia manipulado toda uma galáxia e construído um Império Galáctico das cinzas de governos galácticos, nem havia forjado de uma ex-rainha a maior líder galáctica da história conhecida somente para ter três cabeças-de-vento ruírem as fundações da galáxia… O Sith estava tão imerso em seus pensamentos, que ele não reparou no indivíduo que estava usando a máquina de gelo, e esbarrou nele. De imediato ele acordou, se desculpando:

  • Perdão, eu não estava prest…. – O Zodian parou na metade da sentença, ao fitar um par de olhos brancos revertidos bem familiares – Você!!?

De volta ao bangalô, Helena Amidala saiu na varanda, vestida no seu biquíni de duas peças, verde e dourado, com um nó de argola unindo o bustiê, uma faixa de seda na tanga, e um robe semitransparente sem mangas até o joelho, que não lhe escondia as formas generosas de seu corpo, e carregando uma bolsa de praia com os essenciais, ao que ela não estava afim de voltar para o quarto desnecessariamente Ela não havia desfeito o coque elaborado de seus cabelos, deixando os cachos livres e naturais, algo que ela sabia que seu Executor apreciava. Ela seguiu pelo pier, indo na direção do atol artificial que era formado com cada conjunto de bangalôs. Ela havia visto por alto algumas redes rentes à água que lhe pareciam convidativas, e a Naboan estava mais que pronta para relaxar.

Ela se aproximou da área comum do atol em forma de pentágono formada pelos cinco bangalôs e notou que duas das redes do lado oposto já estavam ocupadas, uma delas com um casal que estava bastante entretido no romance deles. Amidala escolheu então a rede mais afastada, ao que ela não estava afim de socializar com estranhos, e se agachou no chão, sentando-se e movendo-se para a rede, que era no nível do piso, e diretamente sobre a água. Ela pegou a sua bolsa, e de lá tirou o seu padd. Não era que ela não confiava em Val, Tay e Chloe, mas ela era a Imperatriz da Galáxia… ela não podia se desligar completamente do resto do universo, mesmo em férias.

A Naboan passou uma vista rápida nos reportes do alto escalão, e dando-se por satisfeita, ela guardou o computador antes que o Sith visse e lhe desse uma bronca por trazer trabalho para as férias… Ela exalou, colocou seus óculos de sol, se espreguiçando, finalmente se sentindo relaxada, e contente em estar em paz, no anonimato e…

  • Helena? – uma voz feminina e estranhamente familiar soou.

De imediato ela levantou a cabeça, virando-se para trás, para dar de cara com sua irmã caçula, Padmé Skywalker #Padmé Naberrie Skywalker; Naboan – Senadora de Naboo ; Política Lendária, Força-Guerreira Lendária; em férias#, com um biquíni parecido com o dela, só que em prata e rubi..

  • Padmé? – Amidala falou, surpresa – O-o que você está fazendo aqui?

A princesa de Theed fez pose, levando as mãos de cima a baixo em seu corpo, como se mostrando a roupa, e falou:

  • O que você acha, Leninha? Eu estou de férias. – Ela respondeu. – A mesma coisa que você está fazendo, pelo visto. Feh e Pooja não lhe disseram que eu vinha também?

  • Feh? Pooja? – Amidala perguntou, ainda mais confusa e surpresa. – Elas estão aqui também?

Neste momento, vindo de um dos bangalôs, Wonder Woman #Diana Troy-Katarn; Amazona – Princesa de Hapes; super-poderes Misticos, Guerreira Lendária; em férias# surgiu, também em um biquíni que parecia uma versão miniatura de seu uniforme de heroína. Ela notou a presença da Imperatriz, e falou:

  • Majestade! Eu não sabia que você estava vindo também. – Diana falou.

  • A surpresa é recíproca, Alteza – Amidala falou – Eu não tinha a menor ideia de que iria encontrar vocês aqui.

Padmé olhou desconfiada para sua irmã mais velha, que notou o olhar da caçula, e de imediato colocou sua face política, disfarçando. Logo, a comoção chamou a atenção do casal que estava aos amassos do outro lado do pier, e não demorou mais que um momento para que A Imperatriz reconhecesse sua prima Rainha Amidala # Pooja Amidala Straussberg; Naboan – Rainha de Naboo; Política Lendária, Força-Guerreira Lendária; na terceira lua-de-mel# e o consorte dela, Darth Magnus #Viktor Straussberg; Humano-Chiss – CEO de Kuat Drive Yards; Piloto Lendário, Força-Guerreiro Lendário, Intelecto Nível 10; na terceira lua-de-mel#. A Imperatriz quase desejou que a rede se rasgasse e ela caísse no mar, só para não ter de responder à bateria de perguntas que ela sabia que estava por vir, tão certo quanto o dia tinha início, meio e fim…

  • Helena? É você mesma? – Pooja perguntou, – Que surpresa maravilhosa!

  • Eu mesma… – Helena falou, ignorando o olhar inquisitivo de Padmé – Olá, Viktor.

  • Olá, Helena – Magnus respondeu, sempre com seu jeito calmo – É realmente uma ótima surpresa tê-la aqui.

Um flash de luz surgiu no pier, que logo deu lugar à Power Girl #Feh Starr Naberrie-Kallor Naberrie; Naboan-Kryptonian – Chairwoman da Sociedade da Justiça; Poderes Super-Humanos na Presença do Sol Amarelo; estendendo a lua-de-mel#, Darth Vader #Anakin Skywalker; Tatooinean – Operativo Especial Imperial; Piloto Lendário, Força-Guerreiro Lendário; de férias# e Capitão Marvel #Igor Troy-Katarn; Kuatian – vice-chairman da Sociedade da Justiça; Semi-divindade; super-poderes místicos; guerreiro lendário; em férias# que estavam vestidos como turistas, o Sith com uma camisa de palmeiras e bermudas, o Kuatian com uma camiseta amarela e bermudas, e a Naboan com um biquíni branco de decote mais que generoso com detalhes em dourado. Uma canga florida e chapelão de praia. Os três estavam claramente se divertindo, rindo, eles carregando algumas sacolas, e ela, uma sacolinha mínima

  • …e Obi Wan saiu correndo, praguejando e com as calças na mão, enquanto eu e Igor estávamos nos matando de rir no telhado, assistindo a cena toda… – Anakin continuou a narrativa que ele havia começando antes do teleporte.

  • HAHAHAHAH!!! Putz, Eu não acredito que vocês enganaram o coitado desse jeito, Hehehehe!! – Feh falou, quase chorando de rir – Sabé deve ter ficado fula com vocês depois…

  • Ah, ela ficou um pouco no começo, mas também desandou a rir depois… – Igor falou – Obi nunca mais chamou Anakin quando ele estava de folga com Padmé depois dessa.

Padmé olhou para seu marido, conhecendo bem a história que ele e Katarn estavam contando à sua prima, mas ela tinha outras prioridades naquele momento, mais especificamente, descobrir o que sua irmãzona estava fazendo ali…

  • Ani, Feh e Igor, olha só quem veio também! – Padmé falou, olhando de forma meio cínica para Helena.

  • Lena? – Feh exclamou, surpresa em ver sua prima ali, e foi abraçá-la de imediato.

Amidala se levantou da rede, abraçando sua prima, que apesar de ser capaz de partir destroyers em dois com um murro, se mantinha gentil.

  • Nossa, que surpresa. – A soberana de New Rann falou – O que você está fazendo aqui, Helena?

  • Olá, Lena. – Anakin a saudou, com seu jeito casual.

  • Majestade, é uma prazer vê-la novamente. – Katarn falou, curvando-se.

Helena acenou com a cabeça para seu cunhado e o Campeão do Olimpo, e falou:

  • É bom ver todos vocês. – Ela respondeu.

  • Bem, e quanto ao que você está fazendo aqui? – Padmé insistiu.

  • Pad!! – Feh falou, surpresa com a insistência da caçula.

A Imperatriz respirou fundo, tentando imaginar uma resposta que fosse satisfatória, mas o seu esforço cessou assim que ela viu Warlock se aproximando, com Starman #Vynn Gavyn Kallor; Rannian-Zodian – Príncipe Regente de New Rann; Estrela Viva; Controle de Gravidade, Geração de Calor, Metamorfo, Intelecto Nível 12; estendendo a lua-de-mel# ao lado dele.

  • Ela está aqui à meu convite, Senadora. – O Executor Imperial falou, de forma pouca diplomática.

  • Olha só quem eu encontrei… – O Homem-Estrela comentou, com uma expressão entretida.

Vynn Gavyin se aproximou da super-heroína loira, abraçando-a pela cintura, e beijando-a no rosto. Ele fitou Amidala, que ainda não estava completamente acostumada à ver o homem que um dia compartilhou a essência do seu Executor, e que era praticamente a versão humana do Chiss:

  • Olá, Helena. – O Príncipe Rannian a saudou, tratando-a com casualidade, para a irritação do Chiss

  • Olá, Vynn… Gavyn – Amidala falou, e acrescentou, sabendo que o nome que os dois meio-Zodians compartilhavam ainda era motivo de atrito.

  • Eu não posso dizer que estou surpreso em lhe ver aqui – Gavyn comentou – Afinal de contas, meu bom gosto é compartilhado por meu “gêmeo”.

  • Você quer dizer, meu bom gosto que passou para você. – O Sith retrucou.

  • Se crer nisso lhe faz dormir melhor à noite… – O Homem-Estrela devolveu.

Feh, já conhecendo bem onde aquilo ia levar, advertiu:

  • Vynn… vocês dois… não comecem. – A Super-heroína falou, séria.

Warlock levantou as mãos defensivamente, e retraindo-se da discussão, e Gavyn sorriu de forma maliciosa, beijando o pescoço de sua consorte:

  • A única coisa que eu quero começar é a beijar esse pescoço lindo. – Ele falou, com malícia.

  • Vynn Gavyn Kallor, você é incorrigível! – Feh sorriu, nada imune aos charmes do Rannian.

O Chiss ignorou sua contraparte, e caminhou até Amidala, colocando-se defensivamente ao lado dela, um gesto que não passou desapercebido aos presentes.

  • Eu convidei Amidala para vir ao Mardi Gras comigo, Lady Vader. – O Executor informou – Eu busquei um local reservado onde ela pudesse repousar. Eu não imaginei que vocês todos estariam aqui, mas como Kallor falou, nossos gostos são semelhantes.

  • E você está em que cabine, Milorde? – Padmé perguntou – Só havia um bangalô desocupado nesse grupo, que eu me lembre.

  • E nós estamos ocupando essa cabine, Padmé – A Imperatriz interviu.

Amidala não estava com paciência para rodeios, e ela não pretendia alimentar o desejo de sua irmã caçula de ministrar um interrogatório. Em sua pose imperial impecável, ela declarou:

  • Warlock é eu decidimos tirar férias rápidas, e viemos aqui, nos instalamos no bangalô, e pretendemos relaxar e aproveitar a companhia um do outro. – Helena informou, de forma categórica – Mais alguma pergunta?

Feh e Pooja olharam para a prima caçula delas, torcendo para que ela não mordesse a isca que Helena havia lançado. A Imperatriz Galáctica não havia perguntado se sua irmãzinha tinha mais alguma pergunta… ela havia convidado Padmé à ser recipiente de um cala-boca de proporções galácticas. Feh havia visto Helena fazer isso com Batman, Superman e Wonder Woman, e a expressão de ansiedade no rosto da Princesa Amazona era um indicativo de que ela não queria reviver a experiência.

Padmé, sabiamente ficou calada, e Vader, sentindo a tensão no ar, desconversou:

  • Eu tenho uma pergunta, Lena… – O Sith falou – Vocês topam jantar com a gente?

  • Bem lembrado, Vader – Magnus falou, ajudando seu irmão Sith. Nós temos reservas num excelente restaurante.

Helena e Padmé mantiveram uma disputa silenciosa de olhares por mais alguns momentos, e as duas desviaram o olhar ao mesmo tempo, colocando a máscara política da cordialidade, com sorrisos educados para os presentes. Amidala olhou para o Executor, e perguntou casualmente:

  • O que você acha? – Helena perguntou – Jantar em grupo?

O Sith olhou de relance para os outros dois Lordes Negros da Força, sabendo que aquele seria um evento social que eles não conseguiriam evitar, e respondendo à Imperatriz, ele disse:

  • Por que não? – Warlock falou, retoricamente.

  • Por que não? – Ela repetiu, na mesma voz, secretamente irritada pelo Chiss deixar a batata quente para ela, e virando-se para os demais, ela disse – Jantar hoje à noite. Perfeito.

Ela sorriu de forma educada, e passando sua mão pelo braço de Warlock, Amidala falou:

  • Bem, nós acabamos de chegar de viagem, e nós precisamos descansar um pouco… Nós nos vemos mais tarde? – A Imperatriz perguntou, novamente, retoricamente.

  • Nos vemos mais tarde! – Anakin respondeu, mantendo o clima leve.

  • Bom descanso para vocês. – Pooja adicionou.

CONTINUA…

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Fan Wars Universe – AMILOCK (One Shot) Parte 1

Saudações, Damas e Cavalheiros.

Este é um Companion que eu escrevi, que faz parte do Universo de Fan Wars, mas não é parte da Sequência Oficial. Esta fiz faz parte do Universo-1 de FW, e se passa um ano depois do final da Guerra Civil Galáctica. Alguns personagens são novos, e outros estão bem mudados, mas não é preciso conhecer intimamente os personagens para entender a trama.

Boa leitura 🙂

 

#Holopedia Galáctica Loading……Information Matrix Online……Engine Search Ready#

 

#Playback Ready……Loading File FWU.1s-AW01#

 

FAN WARS UNIVERSE

 

One Shot – AMILOCK

 

#Ano 25041 da República Galáctica#

 

#1 Ano após à Batalha de Coruscant#

 

[Planeta Kernus– Cidadela de Adama – Manhã] #Kuat Examiner: Corellian Run – movimentação comercial no ano fiscal corrente: ¢ 4.5 milhões de TeraCréditos#

 

O céu nublado do verão Kernusiano e a brisa suave do oceano formavam a comitiva de boas vindas aos turistas e visitantes na capital do planeta, no terceiro dia do Mardi Gras de Solstício de Adama, um dos eventos mais populares do calendário galáctico. O festival desse ano trazia um significado a mais, sendo o primeiro evento do Calendário Galáctico Imperial após o final da guerra, e portanto, ganhando ares de celebração pela paz restaurada.

 

Nas ruas da orla, quiosques, estandes e droids vendiam de praticamente tudo para todos os gostos, e em vários pontos bandas ou holoplayback tocavam, atraindo a atenção dos foliões, além dos artistas de rua, que faziam de tudo, desde malabarismos a teatros ao ao livre, para o entretenimento dos presentes. Foliões fantasiados transitavam no calçadão, e os banhistas tomavam conta das praias, como era de se esperar em um feriado quente de verão.

 

Em meio as massas, Imperatriz Amidala #Helena Amidala Naberrie; Naboan – Imperatriz Galáctica; Política Lendária, detentora do Anel Esmeralda; tentando relaxar e não dar bandeira#, Imperatriz Galáctica, seguia seu Executor Imperial, Darth Warlock #Vynn Nuruodo Dox; Chiss-Zodian – Executor Imperial; Mestre Lendário da Força, Tenebrosidade, Intelecto Nivel 12; despreocupado#, que transitava casualmente entre a plebe local. Amidala havia se oposto inicialmente à ideia de sair sem utilizar nenhum tipo de disfarce ou dispositivo de camuflagem, achando que era muito arriscado, e até mesmo o manto encapuzado que ela estava usando havia sido motivo de argumentação com o Sith. Foi preciso alguns minutos de argumentação para que ela aceitasse vestir um de seus vestidos reais, ainda que fosse um bem mais prático, diário, leve e menos espalhafatoso, sob a condição dele não utilizar o traje de gala da Cavalaria e sim os robes Zodians que ele estava trajando. Foi somente após os dois saírem que ela descobriu, com certa surpresa, que o visual deles não era mais “único”, ela ficou menos despreocupada, mas não completamente convencida.

 

·         Você quer fazer o favor de relaxar, Amidala? – Warlock perguntou, sarcástico – Eu já lhe disse que ninguém vai nos reconhecer.

·         Eu ainda preferiria ter um holocloack comigo. – A Naboan respondeu – E aqui, você me chama de Lenna, lembra? Já pensou se alguém ouve você?

·         Se alguém me ouve, vai pensar simplesmente que eu sou mais um das dúzias de cosplays da Imperatriz Amidala e de Darth Warlock que estão perambulando por aqui. – O Zodian retrucou – Ou você estava tão tomada de pânico quando aquele “Warlock” gritou por seu nome para notar as outras cinco “Amidalas” que responderam de volta à ele?

 

Helena olhou para o sorriso cafajeste no rosto do seu Executor, e falou:

 

·         Você tem sempre, que ter razão, não é, Warlock? – Ela perguntou, mal-satisfeita

·         Uma das muitas vantagens em se ter um intelecto nível 12. – Ele respondeu, esnobando.

 

A Imperatriz levou as mãos à cintura, ao que o Sith virou-se para ela, com os braços cruzados no peito,e o mesmo sorriso cafajeste no rosto. A sobrancelha arqueada no rosto da Naboan e o olhar dela era claros sinais de que ela não compartilhava da opinião dele, não que o Sith ligasse muito para esse detalhe. Ele descruzou os braços, e tomou uma das mãos dela na sua, ao que ele voltou a caminhar.

 

·         Por mais que eu adoraria passar o resto do dia apreciando sua beleza, nós dois ainda precisamos tomar o café da manhã antes de nos instalarmos no bangalô. – Warlock falou.

·         Eu pensei que nós íamos tomar café no hotel.– Amidala retrucou.

·         Mudei de ideia – Ele respondeu – Além do que, com tantas barraquinhas ao nosso redor, eu tenho certeza que nós podemos encontrar algo bom pra comer.

 

Ela não fez mais nenhum comentário, seguindo ao lado de seu acompanhante. Ela olhou ao redor, sentindo os diferentes aromas das comidas que eram servidas nos quiosques, e os nomes nos menus expostos nas placas publicitárias. Helena sempre havia se considerado uma mulher cosmopolita, e de bom gourmet, e isso podia ser constatado ao que ela pôde identificar boa parte das comidas que estavam sendo vendidas por ali, e mais ainda, o fato de que a maioria delas eram comidas típicas de diversos planetas da galáxia.

 

·         Hummm… eu não sabia que eles faziam um festival culinário durante Mardi Gras – A Naboan Comentou.

·         Não é parte do calendário oficial, mas já e uma tradição local – O Zodian explicou – Além do que, é uma oportunidade para a comunidade imigrante trazer a culinária deles para o público em geral.

·         De fato… nós temos algo semelhante em Theed também, durante a primavera. – Ela falou. – Mas nada tão grande quanto isso aqui.

·         Kernus é um dos principais pontos comerciais da Zona de Expansão, e está ao longa da Corellian Run.– Ele expôs – O Clima agradável e a localização cartográfica fizeram a diferença.

·         Obrigada pela explicação, “Mister Holopédia” – A Imperatriz agradeceu, usando o apelido que Val Pellaeon tinha dado ao Sith.

 

Ele a respondeu ao apelido não-grato com uma cara de desagrado que era levemente cômica, e a Imperatriz deu uma risada discreta. Ela soltou a mão dele, passando o seu braço no dele, como um casal mais propriamente dito, o que não desagradou ao Sith. Os dois continuaram a caminhar, quando um grupo de turistas, que estava tirando fotos, os parou:

 

·         As fantasias de vocês estão ótimas. – um deles falou – Vocês se importam de tirar uma foto conosco?

 

Helena olhou incrédula para o Sith, que simplesmente falou:

 

·         Claro que não – Ele falou, solícito, e virando-se para ela, ele falou – Minha Imperatriz, você quer fazer as honras?

 

Amidala olhou para Warlock, não crendo que ele falou com ela daquela maneira na frente de estranhos, mas para surpresa dela, outra turista falou:

 

·         Ai, que fofo! – A turista falou – Ele falou igualzinho como Lorde Warlock fala com Sua Majestade.

 

A Imperatriz não pôde deixar de pensar na ironia das palavras da moça, ao que ela tomou posição no meio do grupo junto ao Executor. O droidcam bateu a foto, e um dos turistas sugeriu mais uma foto, desta vez só do casal. Helena era acostumada com sessões de fotos, tendo participado de inúmeras delas durante sua carreira, mas aquela experiência era diferente… Ela estava fazendo papel de uma outra pessoa personificando à ela mesma…

 

·         A Imperatriz está beijando o Executor! – Alguém exclamou, quase fazendo Helena pular de susto.

 

De imediato todos olharam para outro ponto no calçadão, onde outro casal de cosplayers vestidos de Amidala e Warlock estavam posando para fotos, e naquele momento, beijando para a foto, momento que foi aproveitado pela dezenas de câmeras cujos flashes puderam ser notados.

 

·         Nossa, imagina os dois de verdade fazendo isso, héim? – alguém comentou ao lado deles.

·         Ah, mas quando, e se eles ficam juntos, é longe das câmeras. – outra pessoa comentou – Todo mundo sabe como os dois são reservados.

 

Amidala sorriu uma vez mais com a ironia da situação, e o mesmo turista que havia pedido pelas fotos antes, sugeriu:

 

·         Por que vocês dois não beijam para uma foto também? – Ele perguntou – Vocês dois são um casal bem mais bonito que os dois ali.

 

De fato, o “Warlock” e “Amidala” que estavam posando para fotos, ainda que vestidos impecavelmente, ele com a armadura negra e ela com o vestido e robes que a Imperatriz usou na primeira seção do Parlamento Galáctico após o fim da guerra, não eram fisicamente semelhantes aos verdadeiros, a moça sendo na verdade pouco mais alta que o rapaz. O Sith olhou para Helena, com uma expressão inquisitiva no rosto, e ela olhou para ele, sabendo de imediato que ele estava deixando para ela a decisão de posar para a foto ou não. Ele podia ser manipulador e dar um jeito de ter as coisas as suas maneiras na maior parte do tempo, mas ele também sabia quando pedir consentimento.

 

·         Bem, por que não?– Ela falou, após alguns segundos, com um sorriso político.

·         Beleza! – Alguém falou, e logo outra droidcam apareceu.

 

Quando a Imperatriz se deu conta, meia duzia de câmeras estavam apontadas para os dois, e ela ficou grata por não corar fácil, ou já tinha ficado parecida com um Mon Calamari. Uma rodinha se abriu ao redor deles, e ela virou-se para o Zodian, que para a surpresa dela, se prostrou num dos joelhos, ainda segurando a mão dela, e falou:

 

·         Bem, antes de beijar a Imperatriz, o Executor tem que pedir permissão, não é? – Warlock perguntou, gerando risos na plateia.

·         Ótima ideia. – alguém concordou.

 

Amidala olhou para baixo, e com seu nariz empinado, ela falou:

 

·         Bem, a Imperatriz pode ou não dar permissão ao seu Executor – Ela falou, fazendo charme – Ela tem de ponderar.

·         Dá duro nele, Amidala! – Alguém brincou no meio da plateia.

 

Flashes de câmeras surgiram ao redor dos dois, e mais poses, ao que ele levantou-se, e levou uma mão a cintura dela, que virou o rosto, com uma expressão entediada. A verdade é que o absurdo da situação absurda e as poses dramáticas estavam dando a chance à Helena de se divertir como ela tinha poucas chances de fazer normalmente, fazendo ridículo da pompa e circunstância da vida que eles levavam, que parecia tão irracional e fútil do ponto de vista das pessoas normais. Mais flashes, e mais uma pose, ao que ela fez uma expressão séria e irritada frente ao sorriso cínico e canalha do Sith. Entre poses, ele cochichou para que somente ela escutasse:

 

·         Você está adorando isso, não está? – Warlock a perguntou

·         Talvez. – Ela respondeu, de forma enigmática.

 

Ele chegou mais perto, puxando-a para si, colando seu corpo no dela, e com seus rostos meros centímetros um do outros, eles trocaram olhares sérios, em meio aos flashes:

 

·         Eu vou lhe beijar agora. – Ele disse em voz baixa.

·         Por que avisar? – Ela perguntou, num sussurro pausado.

 

Ela alternou seu olhar entre o rubi fantasmagórico daqueles olhos e os lábios dele, em antecipação, já nem mais lembrado da plateia ao redor deles, e suspirou ao notar o rosto dele curvar-se um pouco, no ensaio de uma finalização. Ela notou os olhos dele se movendo, e sabia que ele a estava fitando com a mesma expectativa, ao que a respiração quente dele fez contato com a pele sedosa dela:

 

·         Por educação… – Ele respondeu, antes de vencer a minúscula distância que os separava.

 

Expressões maliciosas de aprovação, aplausos e outros gestos foram gerados pelos presentes que testemunharam ao que os lábios do Zodian tocaram os lábios da Naboan, mas nem a Imperatriz nem o Executor tomaram ciência deles, estando os dois imersos no ato íntimo. Eles começaram de forma madura, sem pressa, com beijos de contato, breves, com os olhos entreabertos. Logo, o contato se intensificou, ao que as sensações se multiplicaram, e o casal se permitiu fechar os olhos, as mãos dela movendo do peito dele até o pescoço, seus dedos entrelaçando-se na nuca do Sith. As mãos dele na cintura dela a puxaram um centímetro mais próxima do corpo dele, uma delas subindo pelas costas, segurando-a de forma firme ao que ele inclinou seu corpo contra o dela.

 

Como um casal de bailarinos tomando posição ao final de uma performance, Amidala se deixou ser inclinada, segurando firme no pescoço do Executor, que a segurou com cuidado pela cintura e pelas costas, e os dois confundiram o brilho dos flashes com a miríade de sensações que eles estavam experimentando naquele momento, e no epílogo daquele momento de intimidade, muito a contragosto, ela sentiu os lábios do Zodian cometerem o sacrilégio de deixarem seus lábios… Warlock manteve sua Imperatriz ainda inclinada em seus braços quando ela abriu os olhos e o fitou, sob palmas e ovações.

 

·         Uau… Isso foi fantástico!!! – O dono da câmera original falou

·         O beijo mais incrível que eu já vi. – Outra pessoa falou.

 

O Casal “Amidala & Warlock” que estavam se beijando antes, estavam agora na plateia, aplaudindo, e “Amidala” falou:

 

·         Nossa, que demais! – A Cosplayer falou – Vocês realmente mostraram como se faz!

 

O Sith a colocou ereta novamente, mas ela manteve-se abraçada à ele ao que ela sentiu pudores com a ovação generalizada. Amidala estava acostumada a ser ovacionada por grandes discursos e feitos monumentais; ser ovacionada por ter sido beijada era algo incomum…

 

·         Obrigada, mas vocês fizeram bem também – A Imperatriz respondeu.

·         Eu e meu gatinho fizemos poses, mas vocês dois tem algo…sei lá, uma química toda especial… – A Cosplayer falou. – Ah, quem dera se a Imperatriz e Lorde Warlock fossem assim que nem vocês…

 

Amidala não estava gostando daquela atenção toda, e trocou olhares com o Sith, que, notando o receio dela, e interveio:

 

·         Bem, é melhor nós seguirmos, minha Adorada. – O Zodian falou – Nós ainda temos muito a fazer antes de nos instalarmos.

·         É verdade, querido. – A Naboan respondeu, aliviada pela saída rápida proposta por Warlock – Eu sinto muito, gente, mas nós temos de encerrar essa seção de fotos por agora.

 

Alguns rostos pareceram decepcionados, mas estes rapidamente buscaram outras atrações no meio da multidão. A Imperatriz e o Executor permaneceram ainda na companhia dos cosplayers e do fotógrafo original, que falou:

 

·         Eu vou postar essa foto no mural do festival, vai que eles sorteiam para algum prêmio. – O turista falou

·         Bem, e nós temos de ir – o “Warlock” falou – Foi um prazer conhecer vocês.

·         Igualmente. – Amidala respondeu, educada.

 

 

  

CONTINUA…

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FAN WARS – Errata

Eu tive de dividir o ATO I em duas partes por causa do tamanho.

Tentarei lembrar dessa limitação no futuro.

O Autor.

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