Fan Wars – CHLOIS: Agentes do Caos (Parte I)

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FAN WARS

Apresenta:

 

CHLOIS – Agentes do Caos

 

By Vinnie Warlock


Sinopse: A infame origem do Trio Ternura

Personagens: Mary “Komehini” Marvel, Ellen “Luthor” Prince, Carol “Bin Laden”, Helena “Amidala”, Diogo “Organa”, Sandra “Sullivan”


PARTE I

[Setor Espacial 2814, Terra-Prime]

[22 de Maio, 2002 – Perto da Meia noite]


A cidade de Ribeirão Preto, a Jóia Agroeconômica do Noroeste Paulista, era conhecida por Califórnia Brasileira por diversos motivos, mas naquela noite, pacata cidade de 600 mil habitantes teria mais um motivo de comparação ao estado norte-americano.


Numa área deserta do Parque Curupira, Jaqueline Januária, 22 anos, estava prestes a morrer. Ela era uma moça de boa índole, de família trabalhadora, cursava enfermagem na UNIP, gostava de comer pastel chinês, ia todos os anos na feira de livros, e gostava de Xitãozinho e Xororó. Mas nada disso importava neste momento, ao que ela, lutando inutilmente contra as mãos fortes que lhe apertavam o pescoço e lhe negavam o ar vital aos seus pulmões.


Tudo que importava era que ela era morena de pele clara, tinha cabelos lisos, lambidos e longos, e isso à havia tornado um alvo potencial para a sua assassina, cujos olhos lacrimejantes, cheios de ódio, a fitavam com intensidade. Jaque Janu (como ela era chamada pelos amigos), não conseguia entender por que ela havia sido atacada, e tentou dizer que ela não era a tal da “Lana” a qual a sua atacante claramente à havia confundido, mas ali, em seus últimos momentos, ela sentiu pena da moça a qual ela não conhecia, por que ela tinha certeza que a mulher que a estava matando iria fazer muito pior com o verdadeiro alvo de seu desafeto…


  • “MORRE SUA VADIA!! MORRE LANA!!” – Gritou Sandra Sullivan, ao extrair vingança, pela oitava vez naquela noite…



Ao que a sua vítima parou de estrebuchar, seus olhos vazios fitando a Fã Número Um de Allison Mack, A máscara de ódio no rosto da recém-inciada Serial Killer se desfez, com a expressão levemente cansada, mas casual, de volta às suas feições. Ela largou do pescoço da moribunda, esfregando os dedos, e limpando-os em um lenço, e levantou-se, ajeitando os seus cabelos, que estavam levemente despenteados…


Olhando ao redor, Sandrinha deixou a brisa da noite tocar seu rosto, e uma sensação de relaxamento, tal qual como aquela que se alcançaria após um orgasmo, percorreu seu corpo… esta havia sido a oitava “Lana” que ela havia dado cabo naquela noite, e ela estava ficando perita no assunto. Suas mãos já nem doíam tanto e ela nem teve de usar o cachecol dessa vez. Ela olhou com desdém para o corpo morto no chão, e revirando os olhos, agachou-se para pegá-lo pelos pés, arrastando-o para além da clareira, no canal que levava ao rio.


Sem muito esforço ela jogou o corpo dentro da água, notando mais adiante duas outras de suas vítimas boiando lentamente na direção da corrente. Sandra sorriu, não um sorriso simplesmente maquiavélico, mas um sorriso louco, perigoso… Ela sempre havia tido uma quedinha secreta pelo Joker, e agora, naquela noite, na noite da maior decepção da sua vida, ela estava se sentindo estranhamente liberada em sua vingança, e ela queria mais… Lana Lang iria pagar caro, muito caro.


[São Paulo – Capital]


Um dos maiores clássicos do futebol paulista e brasileiro era sem dúvida alguma Palmeiras x Corinthians, conhecido entre os eruditos do Esporte das Multidões como Derby Paulista, o nono maior clássico do futebol mundial e a rivalidade futebolística brasileira superada apenas pelo Fla-Flu. A rivalidade, inciada em 1914 com a fundação do Palestra Itália tendo jogadores vindos do Sport Clube Corinthians, é recheada de jogos épicos, e mais recentemente, da triste violência causada pelas torcidas organizadas.


E como já era de se esperar, naquela noite, Porcos da Mancha Verde e Gambás da Gaviões da Fiel estavam lutando nas ruas nas imediações do Estádio do Pacaembu, após o empate de 1×1, a expulsão errônea de um atacante palmeirense e o pênalti irregular concedido ao meia corintiano. Aquela noite seria uma das mais brutais da história do futebol paulista, e iria ser o estopim para uma severa mudança na política de segurança nos estádios e em relação à torcidas organizadas. Mas nem Corintianos nem Palmeirenses seriam pelo massacre daquela noite. Sim, eles tinha feito sua parte, iniciando o confronto, mas o saldo de mortos daquela noite seria a obra secreta de uma São-Paulina…


Do alto da terceira torre de luz do Pacaembu, Mary Komehini Marvel estava posicionada em uma missão de vingança e destruição. Ela estava armada com seu Rifle Sniper SR-25, o presente de aniversário dado com muito carinho pelo seu tio-avô, um veterano ex-guerrilheiro do MRN, que esteve com Ché e Fidel em La Plata e La Mercedes (e que saiu de Cuba sob rumores que havia sido ele que havia erroneamente depositado o cheque do aluguel de Guantánamo Bay), lutou e sobreviveu à Guerrilha do Araguaia, e que havia ensinado as coisas que havia aprendido em seus anos revolucionários à sua sobrinha-neta favorita.


Ela já havia trocado o pente pela terceira vez e até agora ela não havia desperdiçado uma única bala (titio iria ficar orgulhoso). Uma vez mais ela se deitou no piso de metal, ajustando a mira telescópica, e buscou em meio ao caos, mais uma vítima. Ela havia decepado a cabeça do ursinho carinhoso que ela tinha nos braços de tanta raiva, quando aquela bixa-sem-sitocômetro do Diretor Assistente havia impedido o beijo da sua heroína, Chloe, com o mocinho da série, Clark, e pra piorar ainda mais a situação, a songa-monga daquela mulherzinha havia se metido em mais uma enrascada, e o babaca do Clark deixou a pobrezinha da Chloe sozinha pra ir salvar aquela desgraçada!


Sentindo a sua ira renovada pela lembrança do seu martírio, ela buscou mais um pouca-telha no meio da multidão, achando um corintiano com uma garrafa de pinga fazendo as vezes de coquetel molotov, e sem titubear, ela mirou e apertou o gatilho. A bala saiu com um barulho surdo e amplamente abafado pelo silenciador e pelo barulho da multidão, atingindo não o careca, mas a garrafa, cujo líquido entrou em contato com o fogo ao mesmo tempo que se espalhou pelo impacto, atingindo ao seu dono, mais três Gambás e dois Porcos que os estavam enfrentando… Mary Marvel sorriu com mais um disparo bem-sucedido.


Ela olhou para o lado, onde o seu diário estava aberto, o marcador do Hello Kitty na página, com o infame “Querido Diário, Aiiii que ódiiiiu!!” que ela havia escrito em frustração logo após o final do episódio, e a contagem de corpos que ela havia colocado na página seguinte… ela riscou mais cinco linhas, e uma sexta fechando o grupo, marcando o início de uma noite que ainda iria produzir muito…


[Recôncavo Baiano]


O Delegado Petrônio Batista da Veiga havia visto muita coisa em seu tempo de serviço na polícia civil da Bahia. Ele havia sido um dos homens de confiança de ACM no governo dele, havia lutado contra subversivos comunistas durante o governo militar, e havia mantido a ordem e a paz na região por quase 30 anos… seu Avô havia perseguido Lampião pelo Sertão, e ele lembrava ainda das histórias dignas de velho oeste que o velho volante lhe contava. Mas nem as histórias do seu avô chegavam perto do que ele estava vivendo naquele momento.


Ele e uma duzia de policiais estavam abrigados atrás da viatura capotada e do prédio do coreto, no meio da praça, entre a igreja e a câmara de vereadores. Uma meia duzia de carros estavam em chamas, postes haviam caídos, e metade da cidadezinha de 5 mil habitantes estava sem luz.


  • “O que diacho essas duas cruzetas do inferno querem?” – Petrônio perguntou, irritado e receoso – “E quem diabo é Clô… Clô…Ahh, Clô-sei-lá-o-quê??”

  • “Acho que elas tavam falando de Clóvis Bornai, Delegado!” – Cabo Filomeno falou.

  • “Que Clóvis Bornai que nada, abestado!” – Investigador Junqueira retrucou – “É Clodovil que essas duas diabas querem!!”


O Delegado se afastou da beirada uma vez mais, ao que mais uma bomba explodiu na rua.


  • “Arre égua! Tinha que ser aquele baitola!!” – Petrônio falou, indignado – “E donde diabo que essas duas subversivas tão tirando essas bombas do inferno!!?”

  • “E eu que sei, é?” – Junqueira respondeu.

  • “Oxente, e tu num é investigador?” – Filomeno perguntou

  • “Investigador, Zé Fuinha, não adivinho!” – Junqueira falou – “Vê se eu sou pai-de-santo pra fazer adivinhação?”

  • “Hôoomi, me economize, vocês dois!!” – Petrônio reclamou – “Filó, grita ai, manda elas se renderem!”


Filomeno engoliu a seco, e o esqueleto franzino dele tremeu todo:


  • “E-eu, Delegado?” – Filomeno perguntou.

  • “Não… tua mãe, anta!” – Petrônio respondeu com irritação – “Anda, vai logo!”


O Cabo, muito mal-satisfeito, moveu-se de sua posição, passando à frente do delegado, resmungando o tempo todo, e ao parar perto do para-choque da viatura, ele gritou:


  • “Ô Diabas!!! Vocês tão cercadas!” – Filomeno gritou – “Se rendam logo, viu, antes que alguém se machuque!”


A resposta veio na forma de uma salva de tiros de fuzil, que fizeram os três homens suarem frio…


  • “Puta que Pariu, Filó! Desse jeito nem uma formiga pede arrego.” – Junqueira reclamou.

  • “Tú faz melhor, faz?” – Filomeno perguntou, indignado.

  • “Faço.” – Junqueira falou, se levantando, todo macho.

  • “Pois faça então, que eu vou é me abrigar…” – O guarda respondeu voltando pra sua posição inicial.


O Detetive olhou para o seu companheiro de trabalho, incrédulo que ele não tenha ficado para lhe dar suporte, mas quando o próprio delegado só olhou pra ele em expectativa, Junqueira engoliu à seco, e com a sua pistola, ele deu três tiros a esmo e gritou:


  • “Aqui é a polícia! Vocês já causaram bagunça demais!!” – Ele falou, com uma voz firme, e olhando para os colegas, que lhe acenavam a cabeça afirmativamente, ele continuou – “ Se rendam antes que eu vá ai e pegue vocês, suas quengas dos infernos!”


Dentro do que havia sobrado da Casa de Dona Canô, Ellen Luthor Prince e Carol Bin Laden ainda estavam formulando uma estratégia, quando os ouvidos da Sacerdotisa do Mal ouviu o ultimato da polícia.


  • “Esse filho duma égua não me chamou de quenga, não! Eu não ouvi isso não, eu não posso ter ouvido!” – Ellen bradou, indignada, já se levantando, com a sua Tommy Gun na mão.

  • “Calma, Ellen!” – Carol, mais controlada, falou, puxando-a de volta para trás da parede.

  • “Eu não vou deixar isso barato não! Não vou! Não tem quem me faça!” – Ellen gritou, disparando o fuzil à esmo contra a direção da polícia.


Carol uma vez mais puxou a sua companheira CHLOISer para o chão, aos que os guardinhas ralé que estavam abrigados no coreto da praça atiraram de volta. Ela olhou séria para a (futura) Loira, e disse:


  • “O que é que você vai fazer?” – Carol perguntou, retoricamente – “Vai matar as balas no peito e ir até lá pra bater nele, por acaso?”

  • E eu vou ficar aqui calada enquanto eles ofendem a minha integridade por acaso?” – Ellen perguntou.


Carol deu um sorriso sinistro, que fez Luthor sentir um arrepio na pele, e logo ela correu para os fundos da casa, onde estava o “estoque” dela…. Ellen olhou curiosa por um momento, ignorando os tiros vindos de fora, e quando ela viu sua companheira voltando, o queixo dela caiu com a delicada peça de artilharia nas suas mãos.


  • “AT-4 Lança-Foguetes Sueco.” – Carol falou, com um sorriso. – “Anti-Tanque, Portátil e perfeito pra fazer homem frouxo correr.”

  • “Ahh, me dá, me dá, me dá!” – Ellen falou, saltitando como uma colegial.

  • “Não…” – Carol respondeu, ignorando o beiço de decepção da sua companheira – “Primeiro, você aprende vendo.”


Carol pegou um foguete, e pegando do bolso do seu colete tático, ela retirou um batom carmim, e escreveu nele “LANA UVA”. Ellen acenou em aprovação, e se posicionou na porta para dar cobertura à sua companheira. Com uma sincronia nata, Luthor saiu da sua cobertura, disparando contra o coreto ao mesmo tempo que a Guerrilheira CHLOIS saiu por trás dela, com o lança-foguetes na mão.


Atrás da viatura, Filomeno, que estava vendo tudo acocorado bem na beiradinha, virou-se pra seus dois companheiros…


  • “D-delegado… elas tem um foguete!!!” – Filomeno falou em pânico, quase chorando.

  • “O que?” – Junqueira e Petrônio falaram ao mesmo tempo.


De imediato o delegado e o investigador se levantaram, para ver por cima do carro virado, e constataram, com horror, a peça de artilharia nas mãos de Carol…


  • “Corre!!!” – Petrônio gritou, já impulsionando sua barriga de cerveja para longe do carro…


Os três policiais deram uma arrancada de fazer Usain Bolt orgulhoso, ao que Carol disparou o foguete contra a viatura, que na melhor tradição cinematográfica, explodiu e e subiu no ar, indo voar no coreto, fazendo com que os guardas que lá estavam corressem por suas vidas…


Carol olhou satisfeita para a destruição, e Ellen gritou:


  • “Quenga é a senhora sua mãe!!” – Ellen bradou, antes de entrar na casa novamente.


Ela saiu da cobertura, e disparou contra as forças opositoras, que nesse momento já estavam correndo abertamente por abrigo, até esvaziar o tambor. Após trocar o tambor, ela virou-se para a a câmara de Vereadores, e no melhor estilo da Mafia de Chicago, e disparou sua sub-metralhadora com gosto, deixando CHLOE DIVA escrito à bala na parede do prédio.


Satisfeita com sua obra de arte, ela voltou para dentro da casa, onde encontrou Carol colocando uma carga de C-4 na porta, com timer:


  • “Nós vamos deixar tudo pra trás?” – Ellen perguntou.

  • “Eu já coloquei a maioria das coisas na perua.” – Carol falou, seguindo para os fundos da casa.

  • “Onde foi que você conseguiu essas armas todas?” – Ellen perguntou, enquanto ela pegava suas coisas…

  • “Meu primo Ozzie que me apresentou à esse rapaz muito gato lá da Ucrânia, Vitaly.” – Carol respondeu, tirando o véu do bolso

  • “Esse Vitaly é fabricante de armas, é?” – Ellen perguntou

  • “Não, mas ele tem as fontes dele.” – Carol respondeu, prendendo o cabelo- “Ele forneceu armas para todos os exércitos do mundo, menos o exército da salvação, por enquanto.”


Ellen balançou a cabeça, tentando ignorar o olhar psicótico da sua amiga, que estava parada junto ao espelho, terminando de amarrar seu véu num mini-turbante. Ela olhou de forma desconfiada da sua recém-encontrada “amiga” e perguntou:


  • “Esse seu primo… Ozzie… O nome dele não seria Osama, seria?” – Ellen perguntou.


Carol olhou para a “novata” como se ela tivesse crescido uma segunda cabeça por um momento, e caiu na risada:


  • “Você tá achando que eu sou prima do… HAHAHAHAH.” – Carol se encostou na parede pra não cair de rir – “ai, ai… Não, Ellen, eu não sou prima do Bin Laden não…”

  • “Claro que eu não pens..” – Ela começou a falar…

  • “Osama Bin Laden não é meu primo não…” – Carol falou – “Ele é padrinho do meu primo.”



Ellen parou onde estava, com os olhos arregalados e a boca aberta, enquanto Carol passou pela porta, entrando no carro. Ela só acordou do seu estupor quando ouviu o ronco do motor do carro. Daí ela correu para dentro da perua, e Carol saiu com o carro para a rua. O timer detonou os explosivos assim que elas dobraram a esquina…


[Continua…]



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6 Comentários

Arquivado em Fan Fic Pt

6 Respostas para “Fan Wars – CHLOIS: Agentes do Caos (Parte I)

  1. Helena

    Essa última parte me matou de tanto rir!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk!!! Legal, quero ver onde isso vai chegar, como o trio, ou quarteto, vai se encontrar! =D

  2. Diogo

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Muito bom Vinnie! O final foi muito engraçado!

  3. Ellen Prince

    Vinnie.. hahahahahaha, adoro qdo vc escreve sobre o Trio ternura.
    morta de ansiedade aqui pela continuação.
    bj

  4. Mariana

    To adorando Vinnie, quero mto ver o 2º logo. 😀

  5. Descobri por acaso o teu blog, vendo no orkut. Cara achei massa essa estória, pensei que era de Star Wars, mas ficou muito melhor.

    Flw Vinnie!!!

  6. COmo que eu ainda não tnha visto isso? 0.0″
    Omg eu to com dor no estomago sem brincadeira kkk
    tive que segurar uma gargalhada por causa de está trab , Oh god ..
    esta Ó-T-I-M-O Vynn ..

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