União Familiar – Estilo dos Queiroga

Saudacões à todos vocês, que andaram ao lado do Meu Irmão, riram com ele, cantaram com ele, torceram com ele, choraram por ele, sentem a falta dele e agora se revoltam com tudo o que está acontecendo.

Basta apenas que eu me distraia para que os outros pensem que eu desisti…

Vamos por partes… O texto a seguir foi postado no Scrapbook da minha mãe no dia 29 de Novembro, por Brisa, amiga do meu irmão, Eduardo:

Oi Dona Helena, espero que estejas bem…. não tenho dado notícias, estou próxima do final do período na universidade e procurando trabalho, então tenho estado numa correria só..
Estou te escrevendo agora para falar sobre algo chato que aconteceu agora de manhã com a minha mãe. Como eu havia dito a senhora, minha mãe e eu conhecemos Estela, tia de Dudu, ha muitos anos. E hoje minha mãe encontrou com ela no supermercado, e como não conseguimos falar com o senhor José Wilson pra resgatar meu violão que ficou na casa de Dudu, ela resolveu perguntar a Estela…  De uma maneira que eu considerei muito grosseira, a tia de meu brother pediu que minha mãe levasse a nota fiscal do violão e disse que ela fossemos procurar nossos direitos… falou também que só tinha o violão de Dudu na casa e que o playstation dele não estava lá, me desculpa a sinceridade Dona Lucia, mas isso é uma mentira muito feia… na sexta feira, Erika passou o dia com Dudu, viu meu violão no quarto dele, e se não me engano, Elainy também comentou comigo que tinha visto ele lá… enfim… eu sei que a senhora sabe que eu não quero, nem muito menos preciso inventar nada, eu tenho saúde, disposição e graças a Deus, tenho condições de comprar outro violão se eu quiser … não quero mais aquele violão, nem nada que possa me remeter àquelas pessoas que só fazem macular as memórias e lembranças daquele que foi a melhor pessoa que eu conheci… o que me consola, e diminui o constrangimento que eu senti por minha mãe é saber que a lembrança mais importante que eu poderia ter do meu brother, vai ficar guardada no meu coração, o amor e carinho que ele sentiu por mim de graça, e que sempre foi recíproco…
Hoje eu entendo o sentimento que Vinnie sente pelo pai, e o que Dudu sentia… entendo porque no aniversário do pai, ele me ligou e disse que preferia ficar comigo… consigo imaginar o que ele passou pra me ligar dizendo aquilo…
Mas agora ele tá bem e é isso que eu quero, e é isso que importa… as coisas materiais, pelas quais estão fazendo tanta questão… elas vão ficar aqui…. porém os atos… esses não ficarão impunes… nosso Deus é de justiça e misericórdia… e eu só posso lamentar por quem não consegue entender isso….
Fique com Deus… beijos”

Ok… vamos recapitular aqui… uma das amigas de Eduardo, que frequentava a casa dele, que convivia com ele, cuja mãe e ela própria conheciam Maria Estela (a.k.a. Tetela, irmã do Sr. José Wilson, e por conseguinte minha tia). A mãe de Brisa perguntou a Sra. Mª Estela sobre o violão de Brisa, que estava na casa do meu irmão (e que permanece fechada e inacessível para qualquer pessoa fora do círculo de confiança da Honrada e Unida Família Queiroga). Um pedido descabido? Longe disso, ao que o violão pertence à moça, e ela só queria de volta o que pertencia à ela.

Mas, obviamente, este não foi o caso. Tetela Queiroga, numa demonstração de descontrole, grosseria e prepotência, exigiu a nota fiscal do violão, e disse à mãe da moça que elas fossem procurar os direitos dela (na justiça, obviamente).

Muito bem, agora, permita-me voltar no tempo, ao dia 29 de Outubro deste ano, às 8:50 da manhã, horário de Washington D.C. data e horário da conversa telefônica que eu tive com a minha Tia, e que foi, no mínimo, esquentada. Dos 19 minutos em que a ligação durou, o clima “familiar” durou por pelo menos 10 minutos, eu havia ligado para parabenizar o filho mais velho dela, Rodrigo, que estava fazendo aniversário naquele dia, e tudo estava bem, até que ela tocou no assunto do meu irmão.

Nesta data, eu já havia desistido de tentar qualquer solução amigável com o Sr. José Wilson em relação aos pertences do meu irmão, que são por lei, patrimônio do meu sobrinho, Lucas, filho legítimo e assumido do meu irmão, e único herdeiro dele. Para isso, eu já tinha tomado providências, empregando ajuda de um profissional da área jurídica.

Minha Tia tentou, pela enésima vez, colocar as coisas em panos quentes, tentando negar a existência do Playstation 3 do meu irmão (e por tabela, o desaparecimento do mesmo, que estabelece um furto), falando da intenção de comprar outro console para dar para meu sobrinho, e negando a existência de itens pessoais da minha mãe e da minha vó entre as coisas do meu irmão que foram achadas na casa dele (o que vai de contrário à duzias de testemunhos em contrários já coletados entre os amigos que frequentavam a casa do meu irmão).

Eu, numa tentativa de encerrar o assunto alí mesmo (por que eu não tinha interesse nenhum de ficar discutindo com ela), informei a ela que eu não estava mais preocupado com este assunto, por que a assistência jurídia a qual eu estava contratando iria cuidar do assunto. Dai, tudo mudou.

Eu posso facilmente dizer que até este momento, eu estava falando com Maria Estela Queiroga, minha Tia, minha madrinha, e alguém que eu considerava uma pessoa justa e equilibrada. A Tetela Queiroga que passou os passei os nove minutos seguintes gritando, esperneando e usando palavras de baixo calão dificilmente seria considerada justa e equilibrada. Traçando um paralelo com eventos recentes, eu diria que o que houve foi o equivalente de que, se durante um dos debates para o segundo turno para Governador da Paraíba, Maranhão tivesse perdido as estribeiras, e ignorasse as regras do debate, gritando e apontando o dedo para Coutinho, enquanto que este permaneceu impassível, esperando o piti do seu opositor acabar, defendendo-se quando necessário, mas apenas isso.

O comportamento da minha tia foi completamente destoante do normal, e por isso mesmo, suspeito. Até aquele momento, eu achei que ela era uma das pessoas que estavam interessadas em fazer valer os direitos do meu sobrinho, e que ela havia sido contrária à decisão do Sr. José Wilson de permitir o acesso da minha mãe à residência do meu irmão. Ela disse repetidas vezes que eu estava fazendo uma besteira em colocar um advogado no meio (na verdade, o termo que ela usou foi muito mais chulo do que isso, mas em respeito aos leitores, eu não irei reproduzir palavra-por-palavra o que foi dito), acusou minha mãe de ter abandonado meu irmão (outra invenção inverdade fantasiosa que a Honrada e Unida Família Queiroga tenta divulgar como fato), ponto no qual eu defendi minha mãe, e provando mais uma vez naquela ligação que ela é de fato irmã do Sr. José Wilson, ela desligou o telefone na minha cara (de forma infinitamente mais gentil que o Canalha-Mór, mas não deixando de ser uma grosseria.)

E este, foi o último contato que eu tive com qualquer membro da família, até esta manhã. Eu liguei para minha Vó, para dar mandar um beijo para ela e desejar a ela um feliz natal, e um feliz ano novo, perfeitamente ciente de que essa pode ter bem sido a última vez que eu falei com ela. Eu não vou voltar atrás, eu não vou recuar nem vou exercitar moderação. Meu sobrinho é o que resta do meu irmão nesta terra, ele é o legado dele, e eu vou continuar, até que os direitos dele sejam respeitados, custe o que custar.

Agora, voltando ao tópico da minha tia: Creio eu que esta seja a verdadeira face dela, e que por toda a minha vida, aquela que e eu pensava que era minha madrinha era na verdade uma pessoa completamente diferente? Não, por que eu sei que ela foi uma das que mais brigou com o Sr. José Wilson em relação ao meu sobrinho, e ela foi, juntamente com minha Vó, uma das pessoas a aconselhar minha mãe à buscar os direitos dos dois filhos pequenos dela diante de um ex-marido, omisso, irresponsável e cuja namorada abertamente tinha comportamentos completamente opostos em relação à mim e à meu irmão, sendo gentil e toda cheia de sorrisos na presença da presa (i.e. Sr. José Wilson), e sendo uma megera quando o mesmo virava a cara (e aqui está o resto da explicação para o nome “nome oficial” pelo qual os amigos mais antigos e também os amigos mais chegados tem se referido à mesma pelos últimos 20 anos, Mocra, que é uma contração carinhosa de “mocréia”).

Então, por que esta mudança drástica de comportamento da minha tia? Bem, eu não leio mentes, mas eu imagino que o estresse de ser colocada na posição indesejável de defender e justificar a indefensável e injustificável canalhisse do irmão dela tem muito à ver com isso. Especialmente, por que ela não tem de defender o Sr. José Wilson da ex-esposa dele, ela tem de defendê-lo do sobrinho dela, filho do indivíduo em questão, e que ela sabe que (ainda que não vá dizer isso publicamente) tem direito moral e legal de ver os direitos do Filho de Eduardo respeitados.

Bem, Tia, o que eu vou escrever agora é dirigido à Senhora:

Eu sinto muito que a Senhora tenha sido forçada pelas circunstâncias à ter de defender seu irmão, a quem a Senhora criticou diversas vezes por ter sido ausente e deixar a Mocra fazer o que ela queria com os seus dois sobrinhos, e também a quem à Senhora, do jeito que pôde, confrontou para tentar fazê-lo mudar de idéia e conhecer e aceitar o neto dele. Eu realmente sinto muito, a Senhora não deveria ter sido colocada nessa posição, e eu tentei evitar ao máximo trazer a senhora no meio dessa briga. Eu entendo sua posição perfeitamente, e eu sei que a Senhor foi verdadeiramente sincera quando disse no telefone que me amava, antes de desligar às pressas. E eu lhe digo o mesmo: a Senhora é minha madrinha e eu também lhe amo muito, e isso é algo que nunca vai mudar.

Eu entendo, mas não quer dizer que eu aceito. A Senhora está tentando defender o indefensável. A Senhora tentou justificar o injustificável. e agora, a Senhora, emulando o canalha do seu irmão, destratou uma mulher a quem a senhora conhece há anos, somente por que ela, que como o resto de todas as pessoas que conheciam Eduardo, não conseguem enxergar uma razão plausível para o espetáculo deplorável que o Covarde de quem eu tenho nojo de ser filho está apresentando, primeiro com a recusa abritrária de impedir a mãe do meu irmão de visitar a casa onde ele morava, depois com a completa falta de interesse em sequer buscar as autoridades para saber o que estava se passando no processo penal contra o marginal que matou o próprio filho, e finalmente, sendo grosseiro, gritando e desligando o telefone na cara dos amigos de Eduardo, da namorada dele, e do irmão dele, este que vos escreve.

A Senhora, Tia, agora é cúmplice do Canalha do Sr. José Wilson, e a Senhora está acobertando ativamente o crime dele. Sim, crime, por que perante à lei, Meu irmão, Eduardo Sá Barreto de Queiroga tem um filho, Lucas, que é o único herdeiro dele, e impedir que ele tenha acesso ao que é dele por direito é crime.

E ainda que a Senhora tenha dito que meu irmão era um “Pobre de Espírito” e era uma pessoa de Paz, a Senhora ignora o fato que Eduardo é um indivíduo extremamente talentoso, dedicado, e provavelmente a Senhora não saiba que ele estava preparando-se para lançar um CD de Músicas Cristãs.  E sim, meu Irmão é de paz, mas ele também é reto, e não se cala diante de inustiças, e lá, de junto ao Senhor e Salvador da vida dele e da minha, à quem ele entregou a vida assim como eu fiz, e a quem ele servia assim como eu sirvo, Ao lado do Pai, ele está vendo o que eu estou fazendo, e mais ainda, o que a Senhora está fazendo, e o que o Sr. José Wilson está fazendo.

Minha briga nunca foi pelo aspecto financeiro, até por que Sarita NUNCA precisou da ajuda de ninguém para criar o filho, e às próprias custas o mandava todos os anos para passar as férias com meu irmão. As coisas que eram do meu irmão, que pode parecer sem valor para você, mas que para Lucas, vão ser importantes para toda a vida. As letras que Eduardo escreveu, as músicas que ele gravou, as fotos que ele tirou, as coisas de Vovó Jujú e da nossa mãe que ele guardou e das quais NUNCA se desfez não tem valor monetário. Não há uma quantia alta o suficiente para pagar por estas coisas. Elas não tem preço. Elas são as coisas que meu irmão valorizava, guardava e se orgulhava de ter, são a arte que ele criou, aperfeiçoou e que expressou de forma única. E tudo isso pertençe a Lucas.

E se isso significar que nunca mais eu ouça sua voz, ganhe um beijo seu e um sorriso, este é um preço que eu estou disposto a pagar. O legado do meu irmão pertençe ao filho dele, e é o filho dele, e eu irei proteger esse legado, e eu não o farei sozinho, eu farei junto com as centenas de pessoas que surpreenderam à Senhora e aos outros que hoje são cúmplices como à Senhora, quando apareceram naquela casa funerária, e que tem aparecido a cada dia, mais e mais, como a mãe para a qual a Senhora mentiu e mandou buscar os direitos dela.

Eu me despeço, agradeçendo pelos anos de amor, e desejando um feliz natal e feliz ano novo.

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