A quem interessar possa….

Hoje, eu soube que o assassino do meu irmão está livre. Ele foi reconhecidos pelos amigos de Eduardo lá no miramar.

O Ministério Público provou mais uma vez sua incompetência ao não dar uma sentença ao marginal dentro do prazo estabelecido pela lei, e sem sofrerem nenhum tipo de pressão por parte da Honrada e Unida Família Queiroga, que estavam ocupados demais enchendo a boca para dizer que minha mãe havia “abandonado” meu irmão, impedindo o acesso dela à casa onde ele morava, e agora, mentindo descaradamente sobre os pertences do meu irmão, mantendo-os ilegalmente do meu sobrinho, filho do meu irmão e único e legítimo herdeiro de tudo que era do meu irmão.

Meu pai, que teoricamente deveria ser um dos mais interessados em que a justiçafosse feita, foje de toda e qualquer responsabilidade nesse respeito, desligando telefone na cara dos outros, sendo grosseiro e covarde (a índole natural dele), se negando a se envolver em qualquer investigação policial e sem exercer nenhuma pressão junto ao MP, como se fosse ele o criminoso e ele estivesse em dívida com a lei.

Mas ele é culpado sim. culpado de muitas coisas: como pai, é culpado de omissão, de irresponsabilidade, de nunca, jamais, representar um modelo decente e desejável para os seus dois filhos mais velhos. Ele é culpado de ser conivente com os maus-tratos e hostilidade de uma mulher ciumenta e insegura que descontou em dois garotos quaisquer que fossem suas frustracões em relação ao casamento fracassado do homem com quem ela eventualmente veio a se casar e ter outros dois filhos.

Ele é culpado de sempre criticar, jamais encorajar, e nunca participar nas vidas de seus filhos. Meu irmão era um músico, um lutador de Jiu-Jitsu, professor na academia, e um Cristão, crente em Jesus Cristo, a quem ele entregou a vida, e por quem ele vivia, e foi um pai atencioso e carinhoso com meu sobrinho, Lucas.

Meu pai NUNCA foi vê-lo tocar, NUNCA foi vê-lo lutar, NUNCA o viu ensinar, fez pouco e foi grosseiro quando soube da escolha do meu irmão em se batizar, e NUNCA o tratou com dignidade e respeito, mesmo quando todos os outros o tratavam assim, e na prova-mór de canalhismo, Ele fez a sugestão de que a mãe de meu sobrinho abortasse a gravidêz, brigou com meu irmão quando ele foi à maternidade ver o filho, depois de tê-lo mantido afastado da mãe do filho dele durante toda a gestação na base do terror psicológico.

Mas meu irmão teve personalidade no final, e mesmo diante das humilhações e grosserias que ele sofreu perpetradas pelo próprio pai, ele se manteve firme, e foi um Pai carinhoso, participativo, e que é o melhor exemplo para um filho que um pai poderia dar. meu sobrinho Lucas é abençoado nisso, por que meu irmão em nada puxou o mau-caráter que ele teve como pai. Em 10 anos, meu irmão foi um melhor pai do que o pai dele foi em 30 anos da vida dele.

E obviamente, a “Família Querida” fica unida em torno deste exemplo deplorável de ser humano e e fracasso como pai, fazendo vista grossa para tudo de errado que ele fez, e como de costume, culpando minha mãe, achando que estas são as palavras dela, não as minhas, e que é a influência dela, fazendo minha cabeça.

Obviamente, eles acham que estão lidando com o rapaz magricela e inseguro que um dia, à 10 anos atrás, deixou para trás tudo que conhecia para começar uma nova vida. humpf… pobres coitados. Eles mal sabem que eu não tenho nenhuma reserva em utilizar quaisquer meios que forem necessários para conseguir o que eu quero, e não me importa quantos caos eu tenha de criar, e quantas ilusões de uma família perfeita eu tenha de destruir para conseguir o que eu quero.

Como não tomam nenhuma atitude, a não ser a de se absterem em tomar qualquer atitude, eu, do outro lado do hemisfério, tenho que fazer o que eles não fazem… ou melhor dizendo, o meu advogado tem de fazer, ao que eu não estou presente, incluindo fazer o possível para que o assasino do meu irmão volte para a cadeia e permaneça lá.

A Honrada Família Queiroga pode ser omissa, mas os amigos do meu irmão não são, e eles por sí próprios, fizeram mais nestes meses desde o assassinato do meu irmão do que qualquer Queiroga residente no território nacional, e por isso eles tem meu agradecimento eterno.

Eles são a família que meu irmão escolheu e prezou por eles, e por isso, são minha família também. Geco, Andre, Cego, Parreira, Tércio, Elaine, Eliza, Erika, e todo so outros que fizeram parte da vida do meu irmão, cantaqram com ele, riram com ele, choraram com ele, e choraram por ele.

E Sarita a mãe do meu sobrinho, uma pessoa íntegra, honrada, decente, independente, que é uma mãe maravilhosa e uma amiga fiel do meu irmão. Qualquer pessoa com o sobrenome Queiroga tem de dobrar a língua e pensar muito bem antes de sequer falar o nome dela, por que ela tem

mais dignidade na ponta do pé do que meu pai tem no corpo gordo e inchado dele.

E Lucas, grande Luke Skywalker, meu sobrinho, filho do meu irmão, de quem ele herdou a inteligência, o carisma o sorriso, e a coragem. Essa semana eu soube que ele foi na polícia lá em Brasilia, sozinho, para denunciar um menino mais velho que tava sendo um bully com ele. SOZINHO, com 10 anos de idade.

Meu Sobrinho, de 10 anos de idade, foi à polícia, sem medo.

Meu pai, com meio século, se borra de medo, desliga o telefone na cara dos outros, fecha a porta, grita e esperneia feito um pirralho de 5 anos de idade para não ir à polícia.

Eu guardo uma foto do meu pai, e toda vez que eu olho para ela, é para me lembrar de tudo aquilo que eu não quero ser, como homem, ser humano, marido e pai. E um dia, ele vai saber disso.

Um dia, ele não vai ter como se esconder, para onde correr, e ninguém para defender o indefensável. Um dia, não vai haver um telefone para desligar rudemente, uma porta para bater na cara, um grito auto o suficiente para assustar, e nenhuma grosseria o suficiente para intimidar. Um dia, ele vai ouvir, da boca do primogênito dele, todos os fracasso dele como pai, todos os atos deploráveis como ser humano, todos os momentos de covardia como homem, e a desonra como marido que ele é,

E então, ele pode continuar com a vida dele, mas desta vez, sem nenhuma ilusão sobre o que ele ou qualquer outra pessoa acha de quem ele é na verdade.

Atenciosamente

Vinnie Sá Barreto de Queiroga

 

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