E-I;C-3;Ato III-a

 

Episódio I

Capítulo 3

Ato III-a

#Holopedia Galáctica Online…Search Engine Ready#

[Setuagésimo Sétimo dia do reinado da Imperatriz Amidala]

#NewsTicker: Anomalias espaciais causam interrupção no tréfego hyper-espacial #

[Coruscant #Capital do Império Kryptonian-Coruscanti – Sofrendo com enorme êxodo populacional#– Dia]

Ruminações da Imperatriz Amidala, Parte 2.

Com o Império em Guerra, Amidala colocou Valéria Pellaeon #Coruscanti; Guerreira de Elite, Estrategista Legendária#, Jimmy Olsen #Bastionian; Legendário Mestre da Força, Legendário Guerreiro#, Justice Society e Justice League em uma fronte Unificada para bloquear o avanço do Blue Shard e dar tempo a L.E.G.I.A.O. De entregar seus reforços enquanto Darth Warlock trabalhava numa maneira de anular os super-poderes dos Kryptonians… Já nas primeiras batalhas Helena ficou grata em colocar Valéria a frente de suas forças militares. O Gênio estrategista dela se revelou nas táticas de guerrilha que eles fizeram, surpreendendo e atacando as armadas kryptonians em sistemas com sóis vermelhos, que anulavam a super-vantagem do Blue Shard, mas não afetavam os heróis imperiais. Tudo isso enquanto o Lorde Sith trabalhava numa maneira de anular em definitivo os poderes dos soldados kryptonians e salvar Coruscant…

Darth Warlock usou a influência dele em Korriban e em Nar Hutta para trazer endoguardas Luthor e soldados do Red Shard para defender o planeta, e ela usou a influência dela para conseguir o apoio de Thesmicyra em defender o planeta e garantir abrigo para os refugiados, que começaram a vir das colônias que estava no trajeto do Blue Shard. Haviam dois motivos principais pelo qual ninguém queria guerrear os Kryptonians: primeiro, pelos super-poderes que eles tinham na presença do Sol Amarelo, e segundo, pelas táticvas nefastas que eles eram capazes de utilizar… a arrogância kryptonian era mais visível que nunca no tratamento que eles davam aos seus conquistados, que era literalmente cidadãos de segunda classe… Amidala quase desejava que a história que os oráculos contavam de uma Krypton destruída se repetisse nesta galáxia…

Ela e seu Executor conseguiram, de Coruscant, manter ainda controle sobre o Parlamento, com a ajuda imprescindível da Rainha Sullivan, mas mesmo este controle era mera aparência, ao que eles sabiam que apenas uns poucos das centenas de governos alí representados iriam se opor abertamente à Krypton, e o fato da Aliança ter retirado sua delegação do Parlamento após o incidente com Terra e Power Girl só fazia piorar as coisas. O Sith a ofereceu os meios (Completamente ilegais e anti-éticos) de obter mais que promessas vazias dos outros governos, e ela aceitou sem titubear. Por força das circunstâncias, ela se tornou ainda mais íntima do Lorde Sith. Não por que ela tinha sentimentos por ele (que ela descobriu que tinha), mas por causa do desejo doentio que ela tinha de ferir ao homem que ela amava, e a sí mesma, por anos de covardia, ao que ela sabia bem que todas as coisas horríveis que ela disse a ele se aplicavam à ela própria…

O Sith não a amava… pelo menos não do jeito que ele amava sua prima, mas ele se submetia a aquela situação ao mesmo tempo que se mantinha longe de Feh e Carol, mantendo-se fiel a promessa que ele havia feito de esperar que elas definissem a relação delas antes. Mas aquela situação doentia e insólita provia uma válvula de escape para estravazar o estresse que estava sempre no limite do suportável todos os dias durante aquela crise… Ollie tentou se reaproximar, e eles chegaram a ter uma recaída, mas a verdade é que havia algo quebrado entre eles que não iria se reparar com uma simples noite…

Na primeira conversa franca que eles tiveram desde que ela soltou os cachorros com todo mundo, Ollie e ela puderam colocar tudo na mesa, e pelo menos até que esta crise se acabasse, amenizar a tensão entre os dois. Ela não foi orgulhoso, confessou seus erros e pediu uma chance aos dois. Em qualquer outra situação, Ela, Helena, não teria pensado duas vezes em aceitar, mas ela dava as cartas agora e explorar uma nova relação naquele momento era um desafio a mais que ela não estava disposta a enfrentar, e ele foi honesta com ele sobre isso. Ela prometeu a ele essa chance uma vez que ela pudesse lidar com isso, e ele aceitou, de forma tão madura e adorável que a fez chorar de novo em sua cama a noite… Ela, Helena Amidala era perdidamente apaixonada por seu verdinho, mas ela também era a Imperatriz, e como tal, não pdia simplesmente esquecera afronta que o herói havia feito à ela…

Mas tudo mudou na noite passada, quando o Mestre Jedi Igor Katarn #Kuatian; Legendário Mestre da Força, Legendário Guerreiro# retornou a Coruscant, com uma caravana do remanescentes da Ordem Jedi e os poucos sobreviventes do golpe de estado dado pela Princesa Lang #Lana Lang; Alderanian; Guerreira de Elite, Política Legendária#, que utilizando de meios nefastos de controle de massas, tomou o poder na Aliança. Diogo Organa #Alderanian; Político Legendário; Estrategista de Elite# e Kristen Lang #Lana Krysten Lang; Alderanian; Guerreira de Elite, Espiã Legendária# se opuseram a Princesa e foram declarados inimigos do estado por isso… Kristen entregou ao Império reportes da inteligência da Aliança que apontavam para a terrível possibilidade de que a Princesa, aliada a forças ocultas de vasta influência e poder, tinha sob seu controle um dispositivo diabólico extra-dimensional, capaz de vaporizar planetas inteiros, e que ela estava com esse dispositivo, em algum lugar entre os Core Worlds, pronta para atacar…

Ela ordenou que o palácio contatasse todos os governos planetários do Inner Rim, alertado-os do perigo, mas o aviso delas caiu em ouvidos surdos entre os simpatizantes de Krypton, que assumiram que tudo não passava de um êngodo, especialmente em face da clara desvantagem que Coruscant tinha em relação ao seu planeta irmão… Foi por isso que ela deu a ordem para que a armada de Pellaeon seguissem direto para Krypton, e agora, horas depois, ela ainda aguardava, na privacidade de seu quarto, notícias de Valéria…

Sentada na sua escrivanhinha, em frente ao seu terminal, ela checava a Holonet o tempo inteiro. Ela estava aliava em ver que ainda que uns não tivesse levado a sério seu alerta, muitos outros levaram muito a sério, e de Corellia a Kuat, todos os planetas da Corellian Run estavam com suas defesas planetárias em alerta máximo. Alderaan, o único planeta da Aliança a não se alinhar com Lang, graças aos esforços de Diogo e Kristen, também estava com sua esquadra em alerta máximo, mas era Krypton que perocupava Helena… ainda que eles estivessem em conflito, o Conselho não era estúpido, e se ela conseguisse fazer com que eles enxergassem o perigo que a Princesa representava, ela teria ao menos um cessar fogo com eles…

  • Ainda ai? – a Voz de Feh lhe tirou de seus pensamentos.

  • Estou esperando por notícias de Valéria. – Helena lhe respondeu. – Eles devem ter chegado à Krypton 35 minutos atrás.

  • As comunicações estão cada vez mais precárias por conta das distorções, Helena. – A Super-heroína falou. – Qualquer mensagem que eles tentem mandar pode demoraraté 10 horas para chegar.

  • Sim, eu sei, mas eu não consigo deixar de ficar anciosa. – A Imperatriz respondeu.

Feh sentou-se numa das cadeiras, retirou suas luvas e falou:

  • Eu também estou roendo as minhas unhas com essa espera… – Feh falou – Mas tudo que nós podemos fazer é nos preparar para o pior enquanto esperamos pelo melhor.

  • Mais uma roubada em que nós nos metemos… – Helena analizou – Nós somos Naberries, nós deveriamos ser espertas o suficiente para não cair nessas ciladas.

  • Se Vovó Flo ainda fosse viva, ela certamente iria nos dar um sermão por nós termos deixado nossas vidas ficarem tão complicadas assim. – Feh brincou

  • Nunca tente complicare as coisas por que a vida já faz isso por você – A mais velha falou, repetindo o bordão da matriarca dos Naberrie

  • Nós certamente merecíamos ajoelhar no milho no canto da sala por termos feito exatamente o contrário – A mais nova respondeu.

  • Ou levar umas cintadas no bumbum… – Helena falou – Eu perdi a conta de quantas vezes eu fiquei vermelha que só podia sentar de ladinho.

  • Ah, mas você só não era pior que mamãe… – Feh falou – Graças a Deus que eu não puxei a ela…

  • Ah, Tia Sola era terível… mamãe sofreu pacas com ela, que aprontava e botava a culpa na caçula… – Helena lembrou.

  • Sim, e daí a filhinha dela vem e dá o troco… – Feh falou, com escárnio – Não pense que eu esqueci daquele vaso que o o seu namorado quebrou quando ele pulou a janela pra fugir de Tio Ruwe, e que vossa Santidade do Pau Oco botou a culpa em mim, porque eu não esqueci não!

  • Ah, não reclama não… coitado do Palo quase quebrou o pescoço naquela queda… – Helena falou – E você foi muito bem subornada pra levar a culpa, ou você pensa que eu esqueci que você levou toda minha coleção de bonecas de porcelanas, com casinha em tudo?

  • Não reclama você, Dona Helena, que você tava é interessada em brincar de casinha com seu namoradinho no seu quarto, ou você pensa que eu esqueci que foi a calça que ele levava na mão que bateu no vaso? – Feh falou de forma acusadora…

A lembrança visual veio a mente da Imperatriz, com o jovem namorado dela, em pânico, correndo somente de cueca, sapatos e camiseta, com as calças na mão ao que o pai bravo dela brigava com as chaves para tentar abrir a porta da casa… Amidala caiu na gargalhada, e Naberrie com ela…

  • Coitadinho dele, ele tava mais branco que uma vela, correndo de cuecas no meio da casa, enquanto Tio Ruwe se atrapalhava com a chave… – Feh estava quase chorando de rir – O coitado achava que ele estava querendo entrar na casa pra pegar vocês no flagra e Titio estava preocupado em não perder o começo do jogo…

  • Depois daquilo, nenhum outro menino do Serviço Público quis chegar perto de mim, por que eu peguei fama de ter um pai homicida… – Helena relembrou… – Pelo menos nós conseguimos terminar antes de semos interrompidos…

Feh lembrou desse detalhe também, e resolveu matar a curiosidade de anos:

  • Você nunca disse como foi, Lena. – Feh falou.

  • Ah, foi como toda primeira vez de dois virgens, Feh… – Helena falou – Mais tentativa e nervosismo do que sucesso. Pelo menos ele não teve um orgasmo precoce antes de chegar lá. Naquela época era o que eu mais temia, por que todas as meninas do meu grupo falavam do desapontamento que era, especialmente por que depois eles demoravam mais, e daí as machucavam com o excesso de atrito…

  • Bem, eu não tive esse tipo de problema com Hawk… – Feh falou – Mas daí, ele era infinitamente mais experiente que o Palo, e claro, infinitamente mais canalha também.

  • Eu sinto muito, Fei-Feh – Helena falou – Eu devia ter mantido aquele canalha bem longe de você, especialmente dele tentar fazer a mesma coisa com a minha amiga…

  • Eu já disse para você parar de se culpar por isso, Helena – Feh a repreendeu – Ninguém me obrigou a me deitar com ele. Foi uma escolha minha. Uma escolha terrível, é verdade, mas foi minha.

  • Sim, eu sei, e eu sei o que isso lhe custou por todos estes anos… – Helena falou – A única coisa que me conforta é que Darth Warlock deu cabo daquele desgraçado e, espero eu, tenha lhe dado uma experiência tão boa que apagou a experiência ruim que aquele canalha lhe deu.

Feh desviou o olhar da sua prima, e o gesto não passou desapercebido por Helena. Se havia uma coisa que atormentava a Imperatriz em relação a sua prima era o fato dela ter tanto problema com intimidade e em relacionamentos… Ela havia saído de Naboo após o escândalo ter sido evitado, mas o trauma a deixou marcada, e o único homem na vida dela em todos aqueles anos havia sido Kal-el, nas sessões de beijos matinais que ela e Lane tinham com o Imperador. Helena ficou muito grata em ver que o tímido e revoltado discípulo de Jimmy e sua prima haviam descoberto um ao outro, e esperava que ele pudesse quebrar a parede de insegurança que Feh havia criado para se proteger do mundo, e dar a ela o amor e o carinho que ela merecia, mas aparentemente nem tudo havia saído conforme o plano, para dizer o mínimo.

  • Feh… – Helena perguntou, com uma voz cautelosa – Ele não fez a mesma coisa que outro canalha fez, certo?

  • Claro que não, Helena. – Feh respondeu.

  • Então… não me venha dizer que ele foi… uma decepção. – Helena continuou com o mesmo tom.

  • Helena, você o levou pra cama, você sabe muito bem que esse não é o caso… – Feh respondeu – Aliás, Você, Carol e Josefa sabem muito bem que este não é o caso.

  • Feh, eu já disse, se você está se sentindo desconfortável com.. – Helena começou, mas foi interrompida

  • Eu já disse, Helena, que isso não me incomoda. – Feh falou.

  • Então, qual o problema? – Helena perguntou.

  • O problema é que… – Feh hesitou, respirando fundo – O problema, prima, é que eu e Vynn…não teve.

  • Não teve? – Helena perguntou, confusa…

  • Não teve… não rolou nada… – Feh tentou elaborar, ficando ainda mais corada.

A Imperatriz entendeu finalmente o que a Super-heroína queria dizer, e ela olhou chocada para sua prima:

  • Como assim, não rolou nada? – Helena perguntou – Feh, quantas vezes vocês dormiram juntos, na mesma cama… você quer me dizer que nem uma vez? Umazinha?

  • Nem um sarro… – Feh respondeu.

  • Como que isso é possível? O homem mal conseque manter o ziper da calça fechado de tão galinha que é! – Helena falou, surpresa

  • Comigo, ele manteve bem fechadinho e guardadinho… – Feh falou.

Helena levantou-se, irritada, e falou:

  • Eu vou castrar esse cachorro. – Helena falou – Ele vai pra cama com umazinha qualquer mas faz charme com minha prima? Minha priminha? Eu vou capar esse safado!

Feh levantou-se, vendo sua prima com as mãos espalmando o ar, agitada de tal forma que lembrava sua vó quando ela ficava irritada, e a segurou pelos braços, chacoalhando-a:

  • Helena, não é nada disso! – Feh falou, fazendo sua prima se calar – Fui eu quem não quis! Fui eu quem disse não.

Amidala olhou para Feh, que estava claramente em agonia em face daquela confissão:

  • Fui eu, Lena, que não quis… – A Super-heroína falou, com os olhos húmidos – E Graças ao Criador, Vynn aceitou, e nunca, nem uma única vez, ele tentou me fazer sentir culpada. Você quer saber mais? Eu fiquei aliviada quando eu soube que ele tinha amantes, por que isso aliviou o meu sentimento de culpa, em não poder oferecer a ele a intimidade que é normal numa relação.

  • Oh, Fei-Feh– A Imperatriz falou, abraçando sua prima – oh, minha prima amada…

  • Nem quando eu descobri sobre Carol e as outras, mesmo quando ele podia usar meu medo de intimidade como desculpa, mas ele nunca fez isso, Helena, nunca… – A Super-heroína disse, numa voz trêmula.

  • Assim como eu nunca farei. – A voz do Sith surpreendeu as duas.

Helena e Feh se viraram e viram Darth Warlock no quarto. O Executor estava vestido somente com o robe, sem a armadura, por conta dos módulos terapeuticos que ele tinha de usar em sua perna, braço e abdome. Em qualquer outra situação, ele estaria imerso num tanque de bacta, mas o Império precisava de seu Executor, e por isso ele se submetia ao incômodo processo de usar os módulos terapêuticos para se recuperar…

  • Vynn… – A super-heroína falou, mas ele continuou

  • E você não deve se sentir culpada por nada, Feh. – O Sith falou, se aproximando – Eu nunca pedi ou esperei nada do que você me ofereceu, e foi minha falha lhe ter sido infiel. Nunca foi minha intensão lhe magoar ou lhe fazer se sentir culpada.

  • A quanto tempo você está nos ouvindo, Warlock? – A Imperatriz perguntou.

  • Tempo suficiente, Amidala. – O Sith respondeu. – Eu vim informar que eu estou me retirando pelo resto da noite. Boa noite, Amidala, Feh.

O Sith virou-se para a porta, mas Feh foi mais rápida que ele, segurando a mão dele. Os olhos fantasmagóricos do Chiss fitaram os olhos azuis da Naboan, que então, para surpresa dele, pegou a mão de sua prima com a outra mão.

  • Feh… – O Sith falou, num tom mais brando.

A super-heroína colocou juntas entre suas mãos a mão do Executor e da Imperatriz, que olharam para ela com uma expressão indecifrável:

  • Você fica, Vynn… – Feh falou – Helena precisa de você, e você precisa dela.

  • Fei-Feh– Helena falou, mas foi interrompida

Naberrie olhou para o Sith, e chegando perto dele, colocou uma mão no rosto dele, que institivamente fechou os olhos, sentindo o toque macio da pele dela. Helena asistiu com o coração apertado por sua prima ao que ela literalmente deu a “benção” dela ao beijar o Chiss e falar:

  • Cuide bem dela, Vynn. – Feh falou.

  • Eu irei. – O Sith lhe respondeu.

  • E Lena…. – A Super-heroína falou – E quando você tiver a chance, com ou sem guerra, acerte as coisas com Sir Ollie. Eu tenho o presentimento que nós vamos estar neste conflito por muito tempo. Não perca mais tempo, prima.

Helena não falou nada, apenas acenando com a cabeça. As duas primas se abraçaram uma vez mais, e o Executor e a Imperatriz viram a Naboan deixar o quarto… A expressão no rosto do Executor era neutra ao que a porta se fechou, mas se tornou mais negra a cada segundo que passava. Ele soltou a mão de Amidala, virando-se na direção da varanda. Ela observou ao que Warlock mancou até a porta da varanda, sentando-se numa das poltronas.

Ela não precisava de super-sentidos para saber que ele estava tão dissatisfeito com aquela situação quanto ela. Helena atravessou o quarto, com sua graciosidade típica, e se aproximou dele, que estava com as mãos juntas, e dedos entrelaçados em frente ao rosto, enquanto o resto do seu corpo afundava no estofado…

  • Aquele maldito merecia morrer mil vezes. – Ele disse, com uma vóz ríspida e ameaçadora.

  • Você o fez desejar que ele não tivesse nascido, Executor. – Ela falou – Eu estava lá, lembra?

Ele não precisava responder, e ela sabia disso por que ele lembrava bem daquele dia, nos subníveis escuros e apertados do Works, onde os soldados do Red Shard levaram o corpo “morto” de Hank Hawk, após o showdown entre o Imortal e o Sith na arena do Parlamento Galáctico. Amidala descobriu por mera coencidência o intento do Executor, e o surpreendeu, expressando o desejo dela de estar presente… Foi naquele dia que ela descobriu que não eram apenas Lordes Siths que tinham um lado negro…

Foi preciso uma semana para tirar de suas narinas o cheiro da carne queimada pelo ferro quente, o eco dos gritos de dor, o cheiro de suor misturado ao aroma do ar agitado pela eletricidade… Ela tinha certeza que, para o maldito que quase havia destruído a vida de sua prima, a sessão de punição e tortura que o Sith ministrou de forma quase artística nele foi uma eternidade, mas no final, ela sombriamente desejava que durasse mais. Não por que ela sentisse prazer em vê-lo gritar como um porco no abatedouro, ela não teve prazer nenhum, nem ao ver a poça de sangue ao redor do corpo multilado…

Seu Executor manteve a mesma expressão, o tempo todo. Assim como ela assistiu ao castigo final do Imortal, seus gritos de agonia, e o movimento de dor quando ele sequer fisicamente incapaz de gritar, soltando apenas doentios gemidos que a lembravam dos animais doentes nas estâncias de Venitia que ela viu os fazendeiros sacrificarem nos anos da praga bovina em sua infância. Feh e ele já estavam separados naquele dia, mas ele não se tornou menos protetor dela. Assim como ele fez naquele quarto de hospital, pronto para enfren a multidão por sua prima e a reçém-reunida amante dela..

Amidala afastou os pensamentos de sua mente, e tomando a mão dele, ela expressão, sem palavras, o seu desejo de se retirar, com ele, pelo resto da noite. E como todas as outras vezes, o seu Executor, leal e obediente, obedeceu.

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1 comentário

Arquivado em Fan Fic Pt, Fan Fiction, FW 1.0

Uma resposta para “E-I;C-3;Ato III-a

  1. Helena

    Adorei a cena das primas… tá cheirando a despedida?!!!! :oE Amilock correndo solto!!!! Poor Ollie!!!

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