E-I;C-2;Ato IV-e

 

[Ato IV-e]

[Coruscant – Horas depois – Mesquita CHLOIS]

Nos céus do Centro Diplomático, centenas de naves ocupavam as hyperlanes, seguindo de forma ordenada em direções diversas. Em meio ao tráfego, uma figura quase indetectável cruzou os ares na direção da Mesquita CHLOIS. Darth Lumiya (Ellen Luthor) sobrevoou o templo, e usando um dos túneis de acesso secretos, ela voou diretamente para a parte reservada da Mesquita.

No templo, em um dos salões privados, a Profetisa CHLOIS Mary Krayth sentia na Força a aproximação da aprendiz Sith do Todo-Poderoso Executor Imperial. Ellen a havia contatado assim que o Lorde Sith a havia dado a trilha a seguir a missão de encontrar os mandantes do atentado contra a cúpula Imperial naquela manhã. A Sacerdotisa Luthor obviamente havia reconhecido o estilo dos assassinos e os havia ligado à Guerreira CHLOIS Isaard. A Profetisa havia instruído Ellen a apagar todos os indícios que pudessem ligar os atentados à Seita, e ela ficou satisfeita ao receber a comunicação dela meia hora atrás informando que ela havia eliminado todos os que podiam falar e deixado um ou outro bode expiatório para a Guarda Imperial, mas a presença dela no Templo não fazia parte dos planos, e por isso Mary sentiu uma certa apreensão.

Ela contatou Carol mas só conseguiu falar com um dos acólitos dela, como geralmente ela fazia quando estava semeando sua Jyhad. As portas do salão se abriram, Krayth se levantou, indo receber Ellen:

  • Que o Criador guie seus passos, Ellen Luthor. – Mary a saudou.

  • Que a Força proteja a todas nós, Mary. – A Huttesa falou, visivelmente apreensiva. – Onde está Carol?

  • Ela não retornou ainda. Eu deixei uma mensagem para ela com os acólitos. O que houve, Ellen? – A Profetisa perguntou.

  • Eu acho que Lorde Warlock não caiu no nosso engôdo. – a Sacerdotisa falou – Eu o deixei num dos locais onde eu eliminei alguns dos mercenários que podiam incriminar Carol, mas ele e extremamente inteligente. Eu acho mais prudente tirar Carol do planeta, pelo menos por alguns dias.

  • Ela tem um álibi já montado para ela em Corellia. – Krayth falou – Ela está em Coruscant disfarçada E este atentado não foi por ordem minha. Ele foi encomendado por um dos partidários dos Luthors.

Ellen retirou seu manto, sentando-se na poltrona, e falou:

  • Ainda assim, Nós estamos correndo um risco desnecessário, Mary – a Sacerdotisa Luthor falou – Ele já tem material demais para nos chantagear e eu temo que ele possa usar esse atentado para destruir nosso culto.

  • Vynn Dox pode ter surpreendido a todos e adquirido muito poder muito rápido, mas ele está longe de ser inatingível. – Mary disse, com irritação – Eu posso ter aceitado os termos dele no último caso, mas ele não pode ditar como nós fazemos negócios…

Antes que Ellen pudesse responder, ela sentiu, no último instante antes das portas serem escancaradas pelos corpos dos dois sentinelas que estavam de guarda, a presença de seu mestre. Darth Warlock (Vynn Nuruodo Dox) entrou na sala, carregando Carol Isaard pelo pescoço, que ainda estava consciente, e tentava desesperadamente se livrar de seu algoz.

  • O que eu posso ou não, Profetisa Krayth, não será você nem a minha aprendiz traiçoeira quem vão decidir. – O Sith falou, jogando Carol longe, no chão e usando a Força para fechar as portas atrás dele.

  • CAROL!!! – Ellen gritou, de imediato pulando por sobre o sofá na direção de sua irmã na Força.

  • Como você ousa invadir meu santuário desta maneira? – Mary perguntou, com falso bravado, ao que ela se colocou na frente do Sith.

A resposta do Sith veio na forma de agressão, ao que ele estapeou Mary no rosto, com força suficiente para faze-la cair no chão.

  • MARY!!! – Carol gritou, com fúria.

  • Você vai pagar por isso, Sith! – Mary brandiu, liberando uma onda de choque contra o Executor.

O Sith colocou as mãos a frente do corpo, resistindo ao ataque ao que ele foi arrastado, se mantendo de pé:

  • Esse foi um grave erro, Komehini. – Darth Warlock falou.

  • O erro foi seu em vir aqui, maldito! – Carol falou, se levantando já com seu sabre de luz na mão.

Mary viu de relance o olhar conflitado de Lumiya, e sabendo que era não iria contra seu mestre, A Profetisa retirou de seu coldre seu lightsaber, ao mesmo tempo que ela viu a lâmina de luz da arma de Isaard se formar. Junto com a Guerreira, ela levantou-se, e partiu para cima do Executor. Ele sacou seu sabre, defendendo o ataque de Isaard e a jogando contra Krayth, antes que ela pudesse se esquivar. O Sith impiedosamente usou a Força, arremessando diversos objetos na sala contra ela e Carol. A Profetisa ainda tentou se levantar, quando ela viu, para horror dela o Chiss avançando contra as duas, disposto a terminar o que ele começou. Mary agradeceu silenciosamente ao que ela viu Ellen correr e se segurar o braço de seu mestre, atrasando-o.

  • Mestre, não!!! – a aprendiz implorou.

Antes que o Sith pudesse responder, porém, Carol não perdeu tempo, usando a Força para lançar longe Warlock e Lumiya, que estava agarrada nele. Os dois Sith voaram para o outro lado do salão, com o Mestre batendo contra a parede e a Aprendiz rolando no chão.

  • Você pode ser temida, Carol Bin Laden, mas você vai aprender a temer a mim! – Warlock bradou, disparando raios contra a Tatooinean.

Mary tentou ainda bloquear o ataque do Executor, mas ela foi lenta demais, ao que Carol voou contra uma das colunas, grunhindo em agonia pelo ataque, e Ellen uma vez mais tentou impedir seu mestre.

  • Milorde, clemência!! – Lumiya falou.

A Tatooinean viu o Executor virar-se para sua aprendiz, com um olhar de desdém e repugnância no rosto, e sem dar aviso, ele acertou um gancho que pegou em cheio o rosto da Huttesa, fazendo-a ir ao chão de imediato…

  • Você me desaponta, Lady Lumiya. – O Lorde Sith falou.

Mary viu sua Sacerdotisa ir ao chão e tentar se levantar… Ela viu de relance o inchaço no rosto da Luthor, ao que seus olhares se cruzaram. Ela tentou se levantar, se arrastando de quatro na direção de Mary, que lhe estendeu uma mão. Porém, antes que Ellen pudesse alcança-la, a bota do Executor lhe desferiu uma pesada, chutando-a através da sala, fazendo-a ir se chocar contra um dos pesados adornos, que se quebrou e caiu sobre a aprendiz ferida. Para Profetisa, aquilo foi mais um incentivo para ela se levantar. Usando a Força, ela convocou seu lightsaber, religando-o, e se levantou, pronta para encarar seu adversário.

  • Não me importa que ela seja sua aprendiz, você não vai mais levantar sua mão para ela! – Mary bradou, partindo para cima do Sith.

Uma vez mais, lightsabers se chocaram no ar, Mary girou o corpo no ar, desviando de um voleio da lâmina rubra, e pousando as costas do Chiss, ela tentou empalá-lo. O maldito Sith esquivou-se do golpe, e a lâmina rubra dele a bloqueou. Ela girou o sabre uma vez mais, ficando frente-a-frente com seu adversário. Os olhos castanhos dela encararam o vermelho fantasmagórico dos olhos do Sith, e ela o empurrou, com a ajuda da Força, dando um espaço entre os dois. Ela girou o sabre em sua mão, e partiu para cima do Executor, que bloqueou o ataque, girando tão rápido que Mary mal teve tempo de reagir ao que ele a desarmou. Ela olhou para o Sith, surpresa, ao que ela sentiu a Força irresistível arremessa-la contra a parede.

Mary bateu na lareira, caindo no chão, confusa… ela o viu erguer a mão e imediatamente sentiu seus braços e cintura serem presos à parede por conduítes, e passando uma leve corrente elétrica que lhe fez gritar, e lhe manteve confusa demais para se concentrar… Ela viu o Lorde Sith sorrir satisfeito, e ela também viu Carol saltar nas costas dele:

  • Morra, infiel!!! – Carol gritou, ao que ela se agarrou no pescoço dele com uma mão e com a outra tentou esfaqueá-lo com sua cimitarra de vibro-lâmina.

O Executor girou com a Guerreira CHLOIs em suas costas, ele segurando o braço dela que portava a cimitarra enquanto tentava se livrar da assassina. O Sith trouxe Carol até perto das colunas e apertou com força o punho dela. Isaard grunhiu, mas não soltou a arma, ao invés disso, cravando suas unhas no pescoço do seu adversário. O Chiss grunhiu de dor girou o corpo violentamente, batendo Carol contra uma das colunas…

Mary viu a Guerreira cair no chão, em dor, e antes que Isaard pudesse reagir, o Executor a levantou pela túnica Isaard conseguiu se soltar, rasgando a túnica, caindo no chão parcialmente despida. Carol era uma guerreira, Mary sabia disso, e ela provou uma vez mais, rolando no chão, se levantando do chão, com uma série de lâminas entre seus dedos. Ela arremessou as lâminas contra o Sith, que rebateu algumas, mas grunhiu em dor ao sentir as adagas perfurarem sua armadura no abdome, tórax e perna.

  • CANALHA!!! – Carol Gritou, partindo para cima do Executor com um sai que ela sacou de um dos coldres ocultos em sua perna.

  • Megera! – O Sith devolveu, segurando a mão dela que empunhava a arma, e acertou-lhe um tapa violento que fez a Tatooinean ir ao chão.

Mary viu Carol no chão e o Chiss ir para cima dela com a túnica rasgada em sua mão. Ele agarrou as duas mãos da Guerreira, forçando-as para trás e amarrando-os com firmeza… Carol gritou ao sentir seus braços sendo forçados para trás. Sem piedade, os braços amarrados dela foram forçados para cima da cintura ao que ele passou o pano ao redor do busto dela e amarrou tudo as costas, deixando Carol completamente indefesa. A Profetisa viu sua Guerreira ser jogada aos seus pés ao que o Lorde Sith virou-se para buscar sua aprendiz.

Uma vez mais Krayth assistiu, impotente ao que Darth Warlock pegou sua aprendiz Lumiya pelos cabelos, arrastando-a pelo salão, sem se importar com os ferimentos da jovem, nem os gritos de agonia dela ao que ela tentava com as duas mãos segurar a mão carrasca que lhe agarrava pelo couro cabeludo.

  • Hora de reunir esse trio tão tenro. – O Lorde Sith falou, com sarcasmo.

O Lorde Sith usou a Força, movendo Ellen como uma fantoche, a jogando ao lado de Carol. Mary Krayth olhou para Darth Warlock com um misto de temor e ódio ao que ela viu o sorriso satisfeito na face do Lorde Negro da Força.

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3 Comentários

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3 Respostas para “E-I;C-2;Ato IV-e

  1. Helena

    Essa passagem foi dolorida kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkMuito boa essa briga! Muito boa!O bote de Ellen eu já esperava![até aqui ainda estou sentadinha na minha cadeira!] 🙂

  2. Srtª Lois - Feh

    E sabia que Ellen Luthor tava macomunada com o trio – ou a dupla!Eu temo Ellen Luthor! :)Essa passagem foi dolorida kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk [2]As cenas de luta são sempre muito boas! Intensas!Dox não tem piedade de ninguém! 🙂

  3. Vinnie

    Lembre-se das palavras de Capitao John Sheridan em Babylon 5:"Nada eh o que parece e todos possuem dois lados"

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