E-I;C-2:Ato IV-b

 

[Ato IV-b]

[TIE Courier Wraith Assaulter Em rota para Bastion ]

No hiperespaço, a Wraith Assaulter, a shuttle de combate, infiltração e espionagem e a maior nave a sair das linhas de montagem da Sienar Fleet Systems, o estaleiro responsável pelos temidos caças TIE, que se tornaram sinônimo do Império Galáctico, seguia em rota. Seus propulsores Twin Ion Engine, a mesma tecnologia que permitiu a criação dos diminutos caças, mas que provavam ser igualmente competentes em mover uma nave que era dez vezes maior que um TIE Fighter. O formato triangular dos paineis solares haviam sido inspirados na shuttle Lambda, a preferida de dignatários, oficiais do alto comando e do Imperador em pessoa. Mas diferente da Lamba, as três asas da Wraith se abriram, como as de um X-wing, deixando a nave parecida com um TIE Defender.

Em seu interior, Darth Revan (Guilherme Exxar Khun), lider do grupo apontado por Darth Magnus em Csilla, estava terminando de verificar os vetores de navegação, quando Emerald Princess (Penny Pallopides) entrou na cabine.

  • As baterias do sistema de cloak estão carregadas totalmente. – A Princesa falou.

  • Excelente, Princess. – Revan falou, sem se virar – Eu não espero ter de usar o Cloak, mas nunca é demais ter um plano B pronto.

Pallopides sentou-se no assento ao lado dele, e o Sith, notando a presença do Olho de Erkron, falou:

  • Você se importa de mandar o Olho de volta para o outro deck? – O Sith pediu – A cabine já é apertada demais como está.

A Princesa apenas pensou, e Guilherme viu o olho sair…

  • Eu sinto muito se o Olho lhe deixa desconfortável. – a Princesa falou.

  • Não me deixa desconfortável, mas eu não gosto da idéia de ter um objeto flutuante no meio dos controles enquanto nós estivermos no Hiperespaço. – O Sith respondeu.

Penny observou o Lorde Sith, um dos quatro que ela havia descoberto existir naquele dia, mas que para ela antes era um dos seus treinadores. Ele ostentava em sua túnica o emblema da mão segurando a luz da L.E.G.I.A.O., e no mais ele não parecia em nada com os siths que ela havia visto na holopédia. A Princesa foi tirada de suas ruminações pelo Comm, onde a voz de Wildstar (Karlla Calrissian) soou:

  • < Ei, Penny, esse seu olho tarado tava me espionando no banho de novo > – Wildstar falou

  • O Olho não é tarado, e ele só deve ter ido para perto de você por que ele não podia ficar comigo na cabine e ele gosta de companhia. – a Princesa falou.

  • < Sim, mas ele não fica olhando você tomar banho. > – A Rastreadora falou.

  • Por que eu coloco a água muito quente e sai muito vapor, e o olho não gosta dessa humidade. – Princess respondeu. – Eu vou tirar ele daí se ele está lhe incomodando.

  • < Agora eu já terminei e estou vestida. Ele pode ficar por aqui. > – Wildstar falou, desligando o Comm.

Penny olhou para o Sith, que lhe dispensou um olhar momentário, e falou:

  • Você é virgem, Princesa? – Revan perguntou, de súbito.

  • Como? – Penny disse, surpresa.

  • Você é virgem? – O Sith repetiu.

  • P-Por que? – Ela perguntou, desconfiada e meio nervosa.

  • Eu estava apenas imaginando qual seria o comportamento do Olho dada uma situação onde você estivesse tendo sexo. – Revan falou, enquanto mexia nos controles – O Olho reage as suas emoções, eu imagino que no caso de uma emoção extrema e intensa como o ápice de um orgasmo deve causar em um artefato tão único.

Dizer que a Emerald Princess estava constrangida naquele momento era eufemismo. A face dela estava corada, e os seus olhos, completamente arregalados…

  • E-Eu não ve-vejo no que isso im-importa na m-missão. – Penny balbuciou, nervosa.

Revan virou-se de súbito, movendo-se de sua cadeira, com uma de suas pernas entre as dela, e a puxou pela cintura, fazendo-a sentar-se em seu colo, com o seu corpo colado no do Sith. Ela olhou, surpresa, chocada, e sem ação, ao que o seu rosto estava apenas a centímetros do dele…

  • Ahhh, mas importa. – Ele murmurou, seu olhar cruzando com o olhar dela, e para os lábios dela. – Você vê… até lugares calmos, como esta cabine, podem trazer situações tensas…

  • O-o-o q-que v-você es-está f-f-fazendo? – Ela balbuciou, ainda mais nervosa, suando frio…

  • Eu estou me certificando que você não representa uma ameaça para nós em situações tensas. – Revan respondeu, ainda mais perto dela, tanto que ela podia sentir a respiração dele em seus lábios…

  • P-pare… – Ela lhe implorou, num suspiro – p-por f-favor…

  • Por que? – Ele perguntou, deixando a pele de seu rosto tocar a dela, ao que seus lábios pairavam perigosamente perto do dela. – Por que você tem medo de mim, ou do que o Olho pode fazer?

Penny olhou, sem resposta para o Sith, que ainda a segurava, quando Comm dela tocou:

  • < Err, Penny? > – Wildstar chamou – < Seu Olho está meio estranho aqui, ele estaá brilhando e está muito inquieto. >

Ela olhou para Revan, que afastou seu rosto do dela o suficiente paraq que ela virasse o rosto e respondesse:

  • E-Eu já estou indo ai… – Penny falou, desligando o comm.

Ela olhou hesitante para Guilherme, que não mais a estava olhando de forma desejosa, mas sim de forma séria e contida:

  • Eu sequer lhe beijei, e o Olho já reagiu. – Revan comentou – Você tem muito potencial, Princess, mas você também pode se tornar um problema.

  • E-Eu não posso mudar o que eu sinto. – Penny lhe falou.

  • Mas você pode se disciplinar, se controlar, e assim, ter um maior controle sobre o Olho. – O Sith falou – Mas para isso, você tem que conhecer a si mesma primeiro, descobrir os limites de suas emoções e auto-controle para se disciplinar.

  • O que você sugere? – Ela perguntou.

  • Neste ponto, eu não posso lhe ajudar. – Guilherme falou – Suas companheiras são mulheres como você, elas são mais indicadas a lhe dar conselhos.

Princess levantou-se, e movendo-se para longe de Revan, que apenas a observou com seu olhar impessoal ela disse:

  • Eu não pretendo me tornar um problema. – Emerald Princess falou, nervosa, mas com convicção.

  • Assim eu espero. – O Sith falou, virando-se para o console.

Pallopides deixou a cabine, e não muito depois, as sombras dos assentos começaram a crescer, tomando forma humanoide, finalmente se tornando Darkstar (Alana Mallor). A Campeã das Sombras sentou-se no assento onde Penny estava antes, e falou:

  • Esse foi um truque sujo, Gui. – Alana falou.

  • Foi necessário. – Revan respondeu – Eu não posso correr o risco de ter nossa missão arruinada por que o membro mais poderoso do nosso grupo não consegue controlar suas emoções.

  • Eu concordo com você nisso, mas tomar proveito dela assim foi um pouco drástico demais… – A Talokian falou.

  • Tomar proveito? – Guilherme perguntou – Poupe-me, Mallor. Nós dois fizemos muito mais que isso e você nunca me acusou de ter tirado proveito de você.

Darkstar sorriu, com malícia, e se curvou de forma sedutora, cruzando seus braços sobre o braço da cadeira, e falando para ele:

  • Mas é claro que não, por que eu é quem estava tirando proveito de você, Gatinho. – Alana falou. – Mas Penny não sou eu. Ela nunca teve um namorado, e eu sou capaz de apostar que ela nunca beijou na boca.

  • Então eu aliviado que eu não fui o primeiro beijo dela. – Revan falou – O primeiro beijo tem de ser com alguém especial para ela.

  • Pode ser, mas, na minha opinião, eu duvido que ela consiga algo a sua altura para dar esse beijo. – A Talokian disse, com um tom sexy– Se fosse eu, eu tinha beijado essa boca gostosa sem pensar duas vezes.

Revan levantou-se do assento, e falou:

  • Eu não duvido. – Revan disse, aproximando-se dela para pegar um padd que estava no console ao lado de Darkstar – Contudo, minha cara, nós dois já dançamos essa dança antes, e não deu certo. Vamos manter nossa relação apenas pessoal dessa vez.

  • Sua perda, Gatinho. – Mallor falou, vendo o Sith deixar a cabine.

  • Me informe quando nós chegarmos à barreira. – Revan falou, deixando Mallor sozinha.

Revan seguiu pelo Deck, e ele viu Penny e Karlla no lounge. Penny estava sentada à mesa, e Karlla estava junto ao processador, selecionando sua comida:

  • Dois spaguettis ao molho branco, com peixe. – Karlla falou, pegando os dois pratos prontos do forno – Oh, olá, Revan. Você quer comer alguma coisa?

  • Arroz à moda de Phalanx, por favor. – O Sith falou, sentando-se à mesa do lado oposto a Penny.

  • Ok, um Arroz Phalaxian saindo… – Karlla falou, e usando o Comm, ela perguntou – Alana, você quer comer?

  • < Eu quero só uma Sopa de Lylyl. > – A Talokian falou.

  • Ok. Sopa de Lylyl saindo! – A Starhavean respondeu, desligando o comm e falando – Somente sendo de Talok mesmo para aguentar essa gororoba.

Penny deu um sorriso, e Revan não reagiu, verificando as informações no seu Padd. Karlla trouxe os três pratos, colocando-o na frente de Penny, de Guilherme e do lugar dela própria, e falou:

  • Eu vou levar essa gosma pra Alana e volto já. – Karlla disse.

  • Nós esperamos por você. – Revan falou, ainda olhando para seu padd.

  • Eu não ví Alana ir para a cabine. – Penny falou, com uma voz ainda tímida.

  • Ela estava lá antes, em sua forma de sombra. – Revan revelou.

  • Então… ela viu tudo? – Penny perguntou, surpresa.

  • Sim, ela viu. – Guilherme falou – Eu não pretendia estar a sós com você na hora de ministrar esse tipo de teste. É anti-ético.

A Princesa olhou para Revan, que continuou a ler seu padd, e falou:

  • Então, você não ia me beijar para valer mesmo, ia? – Ela perguntou.

  • Não Penny, eu não ia lhe beijar. – Guilherme falou, colocando seu padd na mesa e a olhando nos olhos. – O primeiro beijo de uma pessoa é sempre especial, e eu espero que você o tenha com alguém especial também.

Penny fitou chocada e gratamente surpresa o Sith, e após um breve silêncio, ela perguntou:

  • O seu primeiro beijo foi com alguém especial? – Ela perguntou.

Revan a fitou em silêncio por alguns segundos, e retomando sua leitura, ele falou:

  • Sim… foi. – Darth Revan falou.

A Princesa ficou curiosa, mas nào pode perguntar mais, ao que Karlla voltou, sentando-se à mesa com eles. A rastreadora sentou-se à mesa, e falou:

  • Então, Darth Revan. – Calrissian falou – Qual exatamente será a nossa missão em Bastion?

O Sith explicou as duas Legionárias sobre o que eles iriam fazer em Bastion, ao que os três comeram….

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8 Comentários

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8 Respostas para “E-I;C-2:Ato IV-b

  1. Penny

    Zorra, Vinnie… que situação a minha, hein! Se que bem que eu adorei! Hilária a minha reação! Mó pudica eu!!! Hohohoh! E tá mais do que liberado pra me colocar numas situações pra lá de vexatórias! E claro, com muita ação, né!

  2. Vinnie

    Penny, eu estou louco pra colocar esse quarteto em combate…. todos os anos de leitura de Legion of Super-Heroes vão ser colocados para bom uso nas cenas de ação…

  3. Adrielli

    Vinniee.. esta Mara..Desculpa a demora , pra comentar …estava sem tempo ¬¬"mais .. Uia.. sabe que a Penny de princesa , ficou Dez,,Ameii.. e o meu poder haha,, rastreadora.. será que não tem como vim pra vida real não??Kkkkk,,,iria me ajudar tanto…XD..

  4. Srtª Lois - Feh

    Nossa quanta gente nova!Adorei! Cada vez mais eu fico curiosa!Morri de rir com o "Olho Nervoso!" ahahahahahahahahahah 😀

  5. Vinnie

    a próxima vai ser em Coruscant. Mas eu vou avisando logo… não se espantem em descobrir que Siths não são exatamente bons moços…. especialmente os de intelecto nível 12

  6. Srtª Lois - Feh

    Pobre Srtª Lois!

  7. Guilherme

    Estou gostando da minha participação. Cada vez mais misterioso esse Revan

  8. Helena

    ui, quanta gente nova… Peraí que eu tô lendo… :)Olha o Guilherme!Não digo nada… só quero ver esse reencontro com a Mary! kkkkkkkkkkkkkkkkkkPobre Srtª Lois! [2]Morri de rir com o "Olho Nervoso!" ahahahahahahahahahah 😀 [2]Bjs! Vinnie!!

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