E-I;C-2;Ato III-a

 

[Ato III-a]

[Coruscant – Manhã]

[Templo da Cavalaria Imperial]

Ao redor do quartel-general dos Cavaleiros Imperiais, as hyperlanes seguiam de forma intensa. No parapeito dos jardins suspensos, Ellen Luthor, agora conhecida como Darth Lumiya após os votos de acólita que ela jurou ao seu mestre, observava o Planeta-Cidade em plena atividade. Duas semanas haviam se passado, desde que ela fez o sacrifício mor pelo homem que ela venerava e amava, frente a um inimigo que provou ser mais poderoso do que qualquer um deles havia suposto. Duas semanas, desde que ela deixou tudo sua família, seu consorte e o Consórcio para se submeter a uma vida de servidão, aprendizado e descobrimento. Ela ganhou um novo nome, assim como seu Mestre havia descoberto que ele havia ganho um nome do mestre dele.

  • Ellen? – A voz de Josefa Tiik interrompeu a conteplação da Huttesa.

  • Lumiya. – A aprendiz respondeu – Meu nome é Lumiya.

A Cavaleira Twi’Lek balançou a cabeça em negativa, e continuou:

  • Não quando você não está em serviço. – Josefa disse – Seu mestre mesmo falou que, mesmo em lhe dar um novo nome, você não iria perder sua identidade.

  • Lorde Warlock foi piedoso. – Ellen falou. – Ele não me privou do que foi privado dele.

  • O nome dele é Dox, como ele fez questão de nos lembrar. Quando ele não está sendo arrogante e egocêntrico, ele ainda passa pelo Cavaleiro decente e cordial que eu conhecia. – Tiik falou – Se todos os Chiss forem como ele, eu não quero conhecer mais nenhum deles.

  • Ele é um Chiss, mas cresceu como um Zodian – A jovem Luthor falou.

  • Chiss Zodian, melhor ainda… – Tiik falou – Pelo menos ele não puxou a família dele… aliás, pensando por esse lado, ele se deu muito bem, considerando que ele é filho de Brainiac e neto de Dark Heart.

  • Podia ser pior, certamente. – Ellen falou, olhando para a Soviete – Ele podia ser um Luthor.

Josefa olhou surpresa e em silêncio por alguns segundos, até que ela viu um sorriso cínico no rosto da aprendiz, e Josefa então pôde rir, duplamente aliviada, por ver que a Sacerdotisa CHLOIS já estava bem o suficiente para fazer piada com a reputação de sua Família, e em confiar nela o suficiente para compartilhar um momento descontraído. A verdade é que, desde que Dox a havia trazido para o Templo, depois da sua surpreendente vitória sobre o canalha-mor Lex Luthor (vitoria a qual Tiik assistiu com muita satisfação), Josefa tinha sido a única capaz de se aproximar da garota-prodígio dos Luthor, em parte, pelo fato que ela já a conhecia da Mesquita CHLOIS, à qual Josefa frequentavam esporadicamente.

  • Quando você vai à Nar Shaddaa? – Tiik perguntou, sabendo que a viagem dela ao Consórcio não estava longe.

  • Em alguns dias. – Luthor respondeu – Assim que o próximo ciclo lunar passar. Eu tenho de ajudar minha família a manter a ordem, agora que a situação com os Zodians se tornou volátil.

Volátil era um eufemismo… desde que Winter Drax-Ul e Isaak Fe-Ix conseguiram a chave para liberar o povo de Zod da maldição que havia sido imposta a eles séculos atrás durante a Guerra Civil Kryptonian, Os Luthors perderam não só a influência sobre os super-poderosos Zodians, como também se tornaram alvo da hostilidade por gerações de servitude forçada ao Consórcio. Foi somente o fato da Imperatriz Amidala garantir assistência aos Zodians que evitou uma guerra aberta. Contudo, se os bate-bocas no Parlamento Galáctico serviam de indicativo, o balanço do poder na galáxia havia mudado severamente, e uma guerra aberta não estava longe. Josefa foi tirada de suas ruminaçòes ao que ela viu as lágrimas nos olhos da Sacerdotisa, que virou-se, novamente para o horizonte.

Tomada de compaixão pela jovem aprendiz do Executor, que apesar de brilhante e poderosa na Força, era apenas uma jovem, a Mestra da Cavalaria a abraçou, e a consolou… Ellen virou-se para aquela que ela descobriu ser a única amiga que ela tinha naquele lugar onde ela era hostilizada não somente por conta de quem ela era, mas também por conta de quem era seu mestre, e a abraçou, escondendo o rosto nos robes cerimoniais da Twi’Lek..

  • Eu temo pela vida dele… Eu sinto tanto a falta dele… – Ellen falou, e Josefa não precisou nem de telepatia para saber a quem ela se referia.

  • Shhh… shhhh… paciência, minha querida. – Josefa falou – Lex está bem, você viu ontem pela Holonet, e você vai vê-lo logo logo.

Tiik deixou seus Lekkus acariciarem os cabelos da jovem Sacerdotisa, enquanto ela a seguravam em seus braços, consolando-a. As duas permaneceram assim por algum tempo, até que a tosse educada de Tamires Darklighter revelou sua presença. Rapidamente, Josefa se virou-, ficando a frente de Ellen, que aproveitou o momento para se recompor e enxugar as lágrimas.

  • Mestre Olsen solcita sua presença, Mestra Tiik. – Tamires falou, e com certo desdém acrescentou – Lumiya, seu mestre lhe quer no Palácio Imperial antes da Troca da Guarda.

  • Obrigada, Tamires. Eu irei subir num momento. – Josefa respondeu.

  • Entendido. – Ellen respondeu, já apresentável, saindo de trás da Soviete.

A Tatooinean olhou para a Huttesa por um momento, e tendo dado seu recado, deu meia volta e saiu. Josefa olhou para Ellen, e lhe falou:

  • É melhor que você vá antes que se atrase. – Josefa falou, e colocando uma mão no ombro de Luthor, falou – Eu estarei orando por você.

  • Muito obrigada, Mestra Tiik. – Ellen falou – Hoje à noite eu estarei ministrando o louvor na Mesquita…

  • Eu farei o possível para estar lá então. – a Twi’Lek respondeu.

Ellen lhe deu um sorriso, e fazendo uso do seu flying belt, ela levantou voo, ganhando altitude rapidamente e desaparecendo da visão de Josefa em meio ao tráfego da hyperlane. A Soviete olhou para o alto por mais um segundo, e então virou-se, caminhando na direção do hall. Assim que ela passou pelo arco, ela falou:

  • A sua animosidade foi desnecessária, Tami. – Josefa falou.

Saindo de trás de uma das colunas, Tamires falou:

  • Pra mim é uma afronta ver aquela fedelha vestindo o uniforme da Cavalaria. – Tamires respondeu.

  • Dox é um Mestre da Cavalaria. – Josefa respondeu – O que você esperava?

  • Nem me lembre desse senhor… – Darklighter falou, num tom sombrio – Como é que podem, em vez de coloca-lo numa cela, darem a ele o título de mestre, e mais ainda, colocarem ele como Executor da Guarda Imperial?

As duas Cavaleiras caminharam até o turbolift, e Joseva virou-se para a Amazona:

  • Quando um Cavaleiro Imperial assume o tutorado de um aprendiz, ele se torna um Mestre. Está no nosso estatuto. – Josefa falou, um pouco autoritária – Quanto ao posto de Executor, isso é uma questão entre O Palácio Imperial e os Comissários de Coruscant, e não é de nossa alçada.

  • Eu sei disso, mas… – Tamires não terminou, ao que Tiik a interrompeu:

  • Eu não gosto disso tanto quanto você, mas nós não podemos prender pessoas somente por que eles tem criminosos notórios na família ou por títulos que eles herdaram. – Josefa falou.

  • Nem mesmo quando se trata de um Sith? – Darklighter perguntou.

  • Nós não sabemos se ele é realmente um Sith como os das lendas ou não, Tamires. – Tiik falou entrando no turbolift – Não foi ele quem se intitulou Lorde Sith, e ele pode muito bem estar fazendo isso para o benefício do povo que o criou.

  • Winter falou que esse é o destino dele. Ele usa o título e deu o título a sua amiginha Luthor – A Amazona falou. – Os Zodians se referem a ele como Darth Warlock, e eu não o vi corrigindo nenhum deles.

  • Vamos supor que ele seja mesmo um Sith. – a Twi’Lek falou. – E então, o que nós vamos fazer? Prendê-lo baseado no que os outros Siths fizeram antes dele? Como você reagiria se nós julgássemos Rainha Hypólita pelos massacres em Geonosis durante as Guerras Amazônicas? Ou se nós condenássemos oo Conselho Kryptonian pela destruição de Tyr durante a Guerra Civil?

  • Estes foram casos completamente diferentes…. – Tamires protestou.

Josefa espalmou o console, parando o turbolift e virou-se para sua amiga e falou:

  • Não, essas são comparações válidas, Tami. – Josefa falou – A Cavalaria não vai condenar um dos nossos somente por que ele assumiu um título, baseado no que outros com o mesmo título fizeram antes dele.

  • Mas os Jedis… – Darklighter foi interrompida novamente:

  • O que o Conselho Jedi faz ou deixa de fazer é problema deles, e mesmo entre eles, Katarn que é o mais importante, foi contra a decisão do conselho. – A Soviete falou – Enquanto Vynn Dox não quebrar a lei, nem eu, nem você, nem ninguém que ostenta o emblema da Cavalaria Imperial vai julga-lo!

Tamires foi pega de surpresa pela atitude agressiva de Josefa, e não respondeu. A Mestra da Cavalaria olhou em silêncio para ela por um momento, e então ativou novamente o elevador, virando-se para a porta. Após alguns segundos, e mais calma, ela falou:

  • Vamos meditar, eu e você, para que nossas emoções e esteriótipos não nublem nosso julgamento. – Tiik falou.

  • Sim, Mestra. – Tamires respondeu, ao que as portas do turbolift se abriram.

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2 Comentários

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2 Respostas para “E-I;C-2;Ato III-a

  1. Helena

    hummm! Ellen Luthor!!! Sei não, heim?!

  2. Srtª Lois - Feh

    Tudo mudou….

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