E-I; C-2; Ato I-d

 

[Ato I-d]

[Ascendência Chiss-Coluan, Planeta Csilla, Sede da L.E.G.I.A.O.]

Enquanto a situação se acalmava na sala do Comissário, Vril Dox II e Darth Magnus deixaram os outros, para conversar de fato… após conduzir o visitante de outra dimensão até um espaço reservado, o Todo poderoso Comissário da L.E.G.I.A.O. acionou um dispositivo embaralhador, garantindo aos dois privacidade:

  • Vocês não vieram aqui por acaso. – Vril Dox falou, indo direto ao ponto – O que exatamente vocês querem conosco?

  • Você tem aqui a estrutura e os recursos para treinar e equipar um exército, que os governos do outro lado da Grande Barreira vão precisar. – Darth Magnus falou, de forma franca e direta.

Dox olhou para o Sith, levemente surpreso com a sinceridade dele, mas não era difícil para o Intelecto Nível 12 do Coluan deduzir que as mesmas pessoas que os haviam falado da L.E.G.I.A.O. haviam instruído o Executor Imperial em como tratar com seu líder.

  • E por que eu os ajudaria? – Dox perguntou, sempre o negociante.

  • Primeiro, por que você será bem recompensado por seus serviços – Magnus falou.

  • Créditos do Império Galáctico não tem valor aqui. – O Coluan falou

  • Não, não valem, mas a tecnologia de Super Star Destroyers e Clonagem em Massa certamente valem. – O Sith respondeu.

  • O que lhe dá a idéia que eu não posso criar essas tecnologias? – Dox perguntou.

  • Eu não disse que você não pode criar essa tecnologia, se necessário. Eu estou dizendo que você não precisa, se nós lhe dermos isso como pagamento – Magnus respondeu.

Os dois foram interrompidos pela aproximação de Guilherme Exxar’Khun (Darth Revan) e Talita Dox, que se recusava a deixar o seu ex-tenente andar sem escolta. Vril e Viktor observaram ao que o casal discutia:

  • … Eu já disse que eu não preciso de escolta, Talita. – Guilherme falou, surpreendentemente calmo

  • Se dependesse de mim, você estaria numa cadeia, seu traidor – Talita devolveu, ela mal segurando sua raiva.

  • Eu não lhe trai, Tali. – Guilherme falou, ainda calmo – Não há conflito de interesses aqui.

  • Você é um Sith, e está na L.E.G.I.A.O. – Ela falou, olhando-o de forma severa – No meu livro, isso é um conflito de Interesse… e não me chame de Tali. Estranhos me chamam de Comandante Dox.

Revan olhou a jovem e impetuosa prima de Vril Dox, de quem ele havia se tornado parceiro, e mesmo em meio a face irada dela, ele não podia deixar de achar encanto na maneira como a parca luz do sol de Csilla refletia em sua pele esmeralda e os fios loiros do cabelo dela esvoaçavam discretamente ao que ela mexia a cabeça , e como Guilherme, apesar de ser muito equilibrado e sensato, ainda era um Sith, ele resolveu acabar com o rompante de sua chefa do jeito clássico.

Vril Dox e Darth Magnus observaram, entretidos, ao que o Sith puxou a Coluan para si, que estava completamente surpresa, e a calou com um beijo… Talita ainda tentou brigar, esmurrando o peito de Khun, que lhe ousava tocar, mas cada agressão veio mais fraca que a outra, ao que os protestos dela morreram no calor dos lábios de Darth Revan. O sinal da vitória do Sith foi ao que ele sentiu as mãos dela segurando nos seus braços, segurando-se nele, ao que os joelhos dela falsearam. Antes que ela sucumbisse por falta de ar, Revan a liberou, separando seus lábios dos lábios dela, que se manteve de olhos fechados, e uma expressão de torpor…

Os olhos dela se abriram, irís esmeraldas fitando as exóticas irís rubi com a retina negra dele, mas ela ainda era incapaz de formar qualquer pensamento coerente. De forma educada, ele a conduziu até um dos bancos no hall, sentando-a. Guilherme olhou para Coluan satisfeito com o resultado de sua ação, e inclinou-se bem perto dela… ele notou os olhos dela arregalados ao que ela, pensou que ele iria beija-la uma vez mais. Contudo, ele aproximou sua face da dela, e sussurou no ouvido dela, de forma intimista:

  • Eu me demito. – O Sith falou…

Dito isso, Guilherme ergueu-se novamente, e caminhou calmamente até onde Dox e Magnus estavam, já nào tão ocultos, presenciando o espetáculo. Ele retirou o distintivo da L.E.G.I.A.O. de seu uniforme, e o entregou a Vril, que não ficou surpreso:

  • De volta ao Império Galáctico? – O Comissário perguntou

  • Não exatamente. Eu vou me aventurar como Freelancer. – Revan respondeu.

Vril deu a sombra de um aceno de cabeça, e entregando de volta o Distintivo, ele falou:

  • Tire uma licença, faça o que você precisa fazer, e volte. – Dox falou.

  • Mesmo eu sendo um Sith? – Guilherme perguntou.

  • Isso para mim é apenas um bônus no seu currículo. – O Coluan falou, de forma fria, e olhando de relançe para Magnus, ele adicionou – No meio termo, eu irei estudar sua proposta.

Os dois Siths se retiraram, ao mesmo tempo que Vril caminhou na direção do Hall, onde Talita ainda estava se recuperando, e entregou a ela o emblema de Exxar’Khun, o que fez a Comandante acordar:

  • Agente Khun está de licença. – Dox falou – Eu quero uma reunião com todos os líderes de setor as 0800 de amanhã.

  • Eu irei cuidar disso, Comissário. – Talita falou.

O Líder da L.E.G.I.A.O. acenou a cabeça em afirmativa, e caminhou na direção de sua sala… Enquanto isso, Darth Magnus e Darth Revan seguiram por um outro corredor, ocultos em meio aos passantes através da Força, e através da Força, e falando em uma dos dialetos antigos dos Sith, eles discutiam:

  • # Muito bem, Revan, eu sei que você não é o original, até por que Darth Revan era mulher – Magnus revelou – Quantas gerações você sucedeu? #

  • # Eu sou a Terceira Geração, desde que ela foi exilada nesta realidade – Revan revelou – não é a primeira vez que indivíduos cruzam da sua dimensão para a nossa, mas é a primeira vez que eles fazem de forma controlada. #

  • # Você sabe de mais alguém que passou da minha dimensão para a sua? – Magnus perguntou, curioso #

  • # Eu ouvi rumores, mas você e seu grupo são os primeiros que eu conheci pessoalmente. – Revan respondeu #

Os dois Siths foram interrompidos ao que o Holocomm do Executor Imperial soou. As poucas pessoas que estavam passando ignorante aos dois foram surpreendidas ao que o manto de ofuscação se quebrou, mas Magnus e Revan não reagiram, simplesmente observado ao que a imagem holográfica se formou, revelando Pooja Amidala:

  • < Onde está você? – Pooja perguntou >

  • Eu estava conversando com Revan – Magnus informou

  • < Lady Dox nos convidou a todos para um jantar – A Rainha Naboan falou >

Viktor sabia que haviam formalidades e etiqueta a ser cumprida, mesmo num caso insólito como esse.

  • Nós estamos seguindo de volta para a Sala – Magnus informou.

Pooja apenas acenou a cebeça com um de seus sorriso angelicais, e encerrou a transmissão.

  • E esta é a sua esposa? – Revan perguntou, e sem esperar resposta, falou – Você, Vader, Vecticus… Siths do seu lado do quantum parecem estar se dando muito bem amorosamente.

  • A Recíproca parece ser verdadeira para você também… – Magnus comentou, se referindo à Talita Dox.

  • Na verdade não… – Revan respondeu – Eu fiz aquilo mais por despeito. Além do que, eu já tive minha cota de romance e problemas por esta década.

Magnus olhou com um ar entretido. Ele jah havia sido informado pelos Forasteiros sobre Darth Revan, que era uma peça fundamental nos planos para salvar esta dimensão, e a verdade eh que tanto ele quanto Rivus e Anakin sentiram um senso de familiaridade com o jovem Lorde Sith desta dimensão, e com o poder da paixão dele, como era de se esperar de um Sith, afinal de conta, Somente a paixão existe. Mas isso não impediu de dar um “empurrãozinho” ao seu companheiro de Ordem:

  • E esta “cota” tem nome? – Magnus inquiriu,

Revan olhou pela janela, para a paisagem gélida de Csilla, com as estrelas visíveis jah ao final da tarde, e falou:

  • Mary… Mary Krayth…. – Revan falou, ainda surpreso com a intensidade do sentimento intrisecamente ligados à lembrança da Tatooinean, e ele mal percebeu ao que ele sorriu para o vazio ao lembrar do apelido carinhoso que ele havia dado a ela – Mary Marvel

Revan permaneceu alheio, ao que Magnus, de forma extremamente discreta e maestral, captou e transmitiu o sentimento emanando do Sith, atraves da galáxia, para o único indivíduo que poderia receber aquela mensagem… ‘E o primeiro passo foi dado’, Magnus pensou satisfeito, ao que, de forma natural, todas as peças iam se colocando em jogo.

[Do Outro Lado da Galáxia]

Mary Krayth estava em sua sala, verificando a lista dos seus agentes no setor onde Axxilla ficava. Ela queroa prover Carol Isaard com o suporte adequado para espalhar Caos por todo aquele setor, afim de criar a atmosfera perfeita para que seus sacerdotes tomassem o poder. Contudo, tudo isso foi esquecido, ao que ela sentiu uma vibração na Força… uma sensação estranha, e ainda assim familiar, assustadora e aconchegante…

Krayth levantou-se de sua cadeira, e olhou ao redor… Por alguns instantes, ela achava que estava sendo atacada. Mary pensou que alguém poderoso havia descoberto seus planos e havia decidido acabar com ela antes que ela pudesse agir… um calor estranho e um arrepio lhe percorreu o corpo. Ela sentiu seu coração disparar, ao que ela caminhou para um lado à outro de sua sala. Mary tentou todas as técicas de bloqueio que ela conhecia, mas nenhuma delas surtiu efeito, ao que os arrepios e a sensação de calor vinham em ondas… ela tocou, desnorteada, numa estátua, que se desequilibrou e caiu no chão, estilhaçando-se e deixando a Sacerdotisa Mór ainda mais desnorteada…

Ela ouviu pela Força, claro como se alguém estivesse sussurrando em seus ouvidos…

Mary…. Mary Krayth…

A Tatooinean olhou ao redor, levando as mãos a cabeça, já em loucura, tirando do lugar a tiara e véu cerimonia que sempre ocultavam seus cabelos e mantinham sua façe semi-oculta…

Mary Marvel…

Os olhos dela se arregalaram em choque ao ouvir ser chamada por um nome que ela havia enterrado nas profundezas de sua alma… Ela olhou para seu reflexo no espelho da parede, ainda em choque… Mary fazia o possivel todos os dias para esconder seu eu verdadeiro dos outros, e mesmo com suas duas fiéis seguidoras, ela mantinha um véu de dissimulação. Mas naquele momento, diante daquela imagem dela mesma, privada de seus artifícios de enganação e dissimulação, Mary Komehini reconheceu os traços de Mary Marvel, os quais ela havia por anos ocultado no esquecimento…

Ela deixou a tiara e o véu cair, deixando seu cabelo real aparecer… a mecha branca, separada ao meio em seus cabelos, com o corte curto e liso, mal tocando os ombros… Ele sempre adorou o cabelo dela daquele jeito, e ela sempre adorou ouvir a voz dele dizendo todas aquelas coisas que, mesmo melosas faziam seu coração exultar de alegria… Foi aquela mesma voz que ela ouviu sussurar para ela, naquela sala vazia, e foi o sentimento dele que ela sentiu emanando pela Força…

  • Gui… Foi a única coisa que ela conseguiu falar, antes que a lágrimas rolassem em seu rosto…

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4 Comentários

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4 Respostas para “E-I; C-2; Ato I-d

  1. Helena

    ahahhaha!!!A Mary é a Rogue!!Desconfiei disso desde a outra cena em que apareceu a mecha branca no cabelo! :)Adoro a Rogue, minha segunda personagem preferida dos quadrinhos!Massa ela aparecer aqui! Mas ela é do Trio Ternura! 😮

  2. Helena

    Os "Forasteiros" começaram bem o trabalho!

  3. Srtª Lois - Feh

    A Mary é a Rogue!! :ointeressante isso!

  4. Guilherme

    Que rumo interessante para Revan!Grande Vinnie!Ansioso pela continuação!

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