E-I;C-2;Ato I-b

 

[Ato I-b]

(Ellen x Mary x Carol)

[Manhã – Mesquita CHLOIS – Coruscant]

A aparência etérea da Mesquita banhada pelos raios da manhã não revelavam em seu interior o nível de atividade de seus clérigos e visitantes… e na ala reservada ao alto-sacerdócio, Carol Isaard estava no meio de seu quase sacro ritual de banhar sua irmã na Força, a Sacerdotisa Ellen Luthor, depois da sessão matinal de treino das duas.

Para Isaard, banhar sua irmã na crença era um ato de amor, por que Carol amava sua irmã. Por ama-la que ela se importava com Ellen, e naquele ritual de limpar o corpo desnudo da garota prodígio dos Luthor, Isaard demonstrava sua compaixão para com ela. Como de costume, a Guerreira de CHLOIS limpava o sangue dos ferimentos da Carismática Sacerdotisa, deixava os emplastros quentes sararem os hematomas espalhados pelo corpo dela, e passava cuidadosamente os balsamos nos cortes e arranhões que ela mesma havia infligido em sua irmã…

  • Ai… – Luthor gemeu baixinho, tentando relaxar ainda, orando silenciosamente para que as águas quentes do Banho Turco levasse para longe as dores em seus músculos…

  • É para seu bem, minha querida – Isaard falou, continuando a passar a esponja pelas costas marcadas da Sacerdotisa.

Ellen pensou em silêncio (com seus escudos mentais devidamente levantados) que seria mais benéfico para ela se Carol não quisesse fazer jus ao seu apelido de Carol “Bin Laden” Isaard espancando-a impiedosamente como ela fazia durante os treinos matinais das duas… Mas a Sacerdotisa estava cansada demais e dolorida demais para sequer pensar em discuti naquele momento, especialmente dado o fato de que naquela manhã em especial, a atuação de Isaard deixaria até mesmo Lionel Luthor envergonhado… Quem quer que tivesse deixado Carol tão sanguinolenta daquele jeito, certamente iria desejar nunca ter nascido quando ela pusesse as mãos nele.

  • Ai… está ardendo… – Ellen reclamou, com um sussurro choroso, extremamente diferente do tom enérgico e carismático dela.

Carol aproximou seus lábios do ombro da Sacerdotisa, soprando o arranhão onde ela tinha acabado de passar um bálsamo, com um cuidado maternal, enquanto sua mão acariciava os cabelos da jovem sacerdotisa. Para Isaard, Sua irmã era em vários aspectos uma criança; perigosa, poderoso e influente, mas basicamente uma criança, que tinha uma vida depravada em meio aos Luthors, mas que não era sem salvação… Ellen Luthor tinha grande potencial, e apenas lhe bastava ser limpa das impurezas que lhe cercaram por toda sua vida, e Tatooine iria virar mar antes que chegasse o dia em que Carol Isaard deixasse o mundo putrefato impedir sua irmã, sua amada e adorada irmã em CHLOIS, de alcançar a iluminação plena.

  • Está melhor agora? – Carol perguntou, ainda com um sorriso tenro e maternal.

Ellen não respondeu com palavras, apenas balançando a cabeça em afirmativa. Isaard então deitou a jovem Sacerdotisa em seu colo, deixando que ela relaxasse sua cabeça nas rendas das anáguas da Tatooinean.

Luthor ouviu a voz suave de Carol, ao que a Guerreira começou a cantar o que parecia ser uma cantiga infantil, em uma língua que a Huttean desconhecia, mas que possuia um efeito poderoso na Força, pois Ellen sentiu-se leve como uma pluma, e toda a dor em seu corpo pareceu dissolver, ao que ela sentiu seu espírito fluir na imensidão da Força. A sensação de poder e liberdade era alucinante, ao que visões de lugares e pessoas passaram por ela….

Quanto tempo havia se passado naquele transe, nenhuma das duas pôde dizer, mas foi a chegada de Mary “Komehini” Krayth que as despertaram da experiência… a mera presença da Profetiza da Força que causou tanto Ellen quanto Carol a voltarem à realidade. De imediato, Ellen convocou seus robes com a Força, cobrindo seu corpo desnudo com as peças, enquanto que Carol pegou no chão ao seu lado os seus robes e os colocou, e ainda que ela estivesse vestida, suas anáguas molhadas em muito pouco ocultavam as formas de seu corpo.

  • Mary, seja bem vinda – Carol a saudou, curvando-se respeitosamente.

  • Carol, Ellen… – Mary respondeu.

  • Mary – Ellen lhe deu um breve aceno de cabeça. – eu não sabia que você já havia voltado de seu retiro.

Krayth se aproximou de suas duas peças fundamentais, e o seu sorriso discreto ganhou uma aparência quase virginal, ao que os raios de sol iluminaram suas feições, deixando transparecer a mecha branca em seus cabelos ruivos… Entre as três mulheres, era difícil determinar qual era a mais bela, e mais difícil ainda decidir qual alma era mais negra…

  • Eu decidi voltar antes – Krayth falou – A Força me falou, e o momento e nossa vitória se aproxima….

  • Que suas palavras se façam em realidade, Mary – Carol falou.

  • Ellen, eu preciso de você em Axxilla, para guiar os CHLOISers neste momento de dor.

Luthor olhou para Mary hesitante por um momento, e desviou o olhar, o que lhe rendeu um olhar severo de Carol, e a sombra de um sorriso negro na Profetiza…

  • Lex me ordenou ficar em Coruscant nos próximos dias.. – Ellen falou.

  • E você é escrava de Lex Luthor agora – Isaard perguntou, com indignação – Já não basta ser uma das concubinas dele, ele tomou sua vontade além de seu corpo?

Aquelas palavras fizeram Ellen, contra todo o seu bom-senso, virar-se para Carol com ferocidade no olhar, e encara-la à queima-roupa:

  • Eu não sou concubina de ninguém, Isaard. – A Sacerdotisa respondeu – Eu sou uma Luthor, e sou a Consorte de Lex.

  • Uma Consorte sem matrimônio. – A Guerreira devolveu. – Uma consorte a quem ele mandou para seduzir um Zodian desgarrado, até seu Leito, segundo as palavras do Poderoso Lex Luthor.

A ferocidade de Ellen se tornou ira, ao que ela levou sua mão contra a face de Carol, que se esquivou, colocando uma de suas pernas por trás do joelho da Luthor, dando uma rasteira nela. Sem perder tempo, a sacerdotisa agarrou Isaard pelo cabelo, fazendo-a gritar de dor e puxando-a para baixo, ao mesmo tempo que ela, Luthor, rolou no chão, ganhando uma espaço vital para poder contra-atacar…

Carol e Ellen se levantaram ao mesmo tempo, uma com a mão estendida contra a outra, manipulando a Força, lutando pela supremacia…. As duas porém, sentiram sua concentração sendo quebradas, ao que as duas foram jogadas contra a parede por uma onda de choque lançada por Krayth.

  • BASTA. – Mary falou, de forma severa.

As duas Clérigas olharam para a Profetiza, que não se manteve severa por muito mais tempo, retornando a sua figura amena e dissimulada…

  • Carol, eu sabia das responsabilidades e limitações de Ellen quando ela surgiu em nossas vidas – Mary falou, branda – Não a julge.

  • Sim, Mary – Carol falou, curvando-se uma vez mais…

  • Ellen, você irá seguir com suas obrigações de Consorte em Coruscant, e irá manter-se em constate contato com a Mesquita. – a Profetiza falou.

  • Eu farei isso. – Ellen falou, sem discutir.

  • Carol, você segue para Axxilla nesta tarde. – Mary falou – Eu quero que você organize as milícias lá para proteger nosso povo.

  • Eu não a decepcionarei… – Carol falou.

Mary acenou satisfeita, e então deu as costas na direção da porta. As duas Clérigas observaram ao que Krayth desapareceu pela porta, e elas então cruzaram olhares… em seus íntimos, elas não admitiam culpa, mas elas não iriam prolongar aquela briga, pelo menos por agora…

  • Eu sinto muito – Carol falou, com falso arrependimento

  • Eu também sinto muito – Ellen respondeu, com a mesma honestidade

  • Eu não deveria ter dito o que disse. – Isaard adicionou

  • E eu não devia ter lhe agredido. – Luthor devolveu…

As duas se aproximaram, e se abraçaram… Aparências eram sempre enganosas na Mesquita CHLOIS, e uma testemunha avulsa que visse as duas belas mulheres se abraçando de forma tão tenra e carinhosa não poderia conceber a ira acumulada naquele gesto inocente. Do outro lado da porta, Mary Krayth sorriu de forma sinistra… Ela sabia que Carol tinha intenções de doutrinar Ellen, mas A Profetiza precisava da Sacerdotisa exatamente como ela era… Ellen Luthor era a face bela e carismática de CHLOIS, e para ela continuar assim, ela precisava de sua veia Luthor presente….

Já Carol era uma guerreira, e ela iria escalar a guerra em Axxilla, e espalhar suas células por todo o setor, garantindo que a Liga da Justiça teria uma falha monumental, e que Lois Lane morresse no processo. Mary afastou-se das termas, envolta no manto do Lado Negro, aguardando por suas peças para tomarem as posições no tabuleiro….

Anúncios

3 Comentários

Arquivado em FW 1.0

3 Respostas para “E-I;C-2;Ato I-b

  1. Helena

    Matar Lois Lane?!Não, não… 😮

  2. Srtª Lois - Feh

    esse trio é ótimo, quer dizer, é mau!

  3. Srtª Lois - Feh

    lois naberrie não vai deixar ellen luthor tirar casquinha de vynn!que é isso?!?!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s