E-I; C-1; Ato VII-c

 

[Ato VII-c]

[5 Horas antes do Amanhecer – Coruscant – Distrito Diplomático]

(Ellen x Mary x Carol)

No Coração do Distrito Diplomático de Coruscant, a Mesquita de Chloe Sullivan, erguida pelos crentes na imortalidade e poder de influência sobre-natural da atual rainha Naboan, dos tempos em que ela ainda era a senadora de Naboo na antiga república, antes dos dias do Império, destoava da paisagem sóbria, com suas longas torres de pontas douradas, contrastando com o stucco branco das paredes, e as discretas janelas que em nada revelavam seu interior. Os jardins paradisíacos do templo dava uma aparência etérea ao Templo, que agora era ocupado em sua quase massiva maioria pelos seguidores do Culto CHLOIS…

Sete dias por semana, cinco vezes ao dia, fiéis se reuniam ao que os reverenciados oráculos profetizavam e clamavam ao Criador Galáctico pela Imortal a quem eles criam que carregava consigo a chave de uma nova era dourada para a Galáxia. Mesmo as tentativas de desmitificar a sua própria persona não diminuiu a força da crença dos CHLOISers… A rainha de Naboo terminou por desistir de combater a sua própria canonização, uma vez que ela passou a usar a influência que ela havia ganho por meio dos seguidores para atingir seus fins políticos, uma tática que nos primeiros anos conferiu a Rainha do pequeno sistema independente poder comparável à Kent, Luthor e Lang.

Mas aquilo que lhe deu prestígio e influência quase se voltou contra ela ao que Chloe assumiu seu romance com o Grão-Mestre Jimmy Olsen, num dos acontecimentos sociais mais importantes daquele século, atrás somente do casamento dos Kent. Mas, diferente do casamento de sua prima com o primogênito de Krypton, que só caiu mal para Princesa Lang, o seu romance e subsequente casamento com Olsen quase tornou-se um golpe fatal na sua carreira política. Enquanto ela havia ganho apoio em diversos seguimentos da sociedade galáctica, ela quase perdeu a sua eleição para o Trono de Naboo, e ela causou um racha irreparável em sua base de apoio clerical.

Os cultos à sua figura só não ruíram por que alguns Oráculos começaram a utilizar tudo aquilo como uma provação, um mistério divino que somente os mais iluminados seriam capaz de desvendar, e a crença antes forte, se tornou fanática… a própria Chloe se afastou das Mesquitas erguidas em seu nome, por conta de alguns líderes que começaram a orar à Força publicamente para que Jimmy morresse. Jimmy, obviamente havia achado graça naquilo tudo, e até fez piada dizendo que toda ajuda que todos os seus inimigos iriam se tornar CHLOISers, uma vez que eles não tinham como derrotar o legendário Grão-Mestre, mas Chloe não havia achado graça nenhuma naquilo.

E as coisas só pioraram nesse aspecto ao que uma jovem e até então desconhecida oráculo, Mary Krayth, começou a pregar não apenas que Jimmy iria morrer, mas também que Lois Lane deveria também perecer, para que Chloe assumisse o nome e o título dela, ao lado do Imperador Kent, para que os dois, assim, subjugassem todos os outros governos galácticos unificando a galáxia sob uma única bandeira novamente. Mary Krayth ascendeu ao posto de Grã-Profetisa, e logo ganhou o apelido de “Komehini” entre seus seguidores, em alusão ao prominente, carismático, violento e polêmico líder religioso das realidades alternativas de onde os Oráculos recebiam visões.

Mary, em sua jornada rumo ao posto mais alto da hierarquia CHLOIS, contou com o apoio daquela que muitos consideravam uma das mulheres mais perigosas da galáxia, a Sacerdotisa Carol Isaard. Isaard era conhecida tanto por seu fanatismo cego quanto por sua agressividade, brutalidade e genialidade tática. Durante a perseguição aos CHLOISers nas colônias do Outer Rim, Carol organizou milícias e mesmo em desvantagem numérica e de poder de fogo, ela conseguiu vitórias brilhantes em Mandalor, Tatooine, Kessel e mais uma duzia de planetas periféricos, o que lhe rendeu o apelido de “Bin Laden” por seus críticos, que a consideravam tão letal e perigosa quanto o terrorista que havia causado destruição massiva nas visões dos Oráculos…

Mas os grandiosos planos de Krayth não poderiam ser executados somente com Carol ao seu lado… a Força lhe providenciou a peça que faltava em seu castelo de cartas com a entrada da bela, poderosa, carismática e absolutamente amoral Ellen Luthor, a estrela em ascensão de uma das mais poderosas e odiadas dinastias da galáxia. Ellen, como todos os Luthors, adorava poder, especialmente se ela pudesse manipular, conspirar, enganar, roubar e matar para alcançar o poder. Mary colocou a inteligência da caçula dos Luthors para bom uso, tornando-a uma sacerdotisa CHLOIS, criando assim o triunvirato perfeito: Ela, Mary, a cabeça autocrata, com suas visões e profecias, Ellen, a face carismática e pele de ovelha para apaziguar as massas, e Carol, a guardiã implacável e impiedosa, fazendo valer a verdade absoluta CHLOIS…

Da solidão de seu refúgio nas Montanhas Maranai, Mary estava meditando nas visões deste universo, que lhe levavam ao seu instrumento de Justiça Divina. Carol Isaard se encontrava ocupada naquele momento, em seus aposentos no complexo da Mesquita CHLOIS, deletando transmissões em seu terminal. Ela tinha terminado de assistir ao que alguns de seus operativos mais importantes haviam terminado de executar os crédulos executores dos ainda mais crédulos mercenários que falharam miseravelmente em lhe trazer Helena Amidala. Isaard não se importava em derramar um mar de sangue e corpos em ordem de cobrir o sangue e corpos que ela pessoalmente gerava…

Amidala seria o fantoche perfeito para seus fins, mas o fato dela ter descoberto o potencial do Cavaleiro Zodian o qual a Sacerdotisa Luthor tinha planos de manipular e perverter, foi um prêmio de consolação mais que bem vindo. A maneira como ele havia utilizado a Força para reviver a Guarda-Costas Naboan revelou uma sintonia com o Lado Negro que surpassava até os Luthors… Mas Carol não iria ter tempo de terminar sua análise, ao que ela sentiu pela Força a presença da dita Luthor, se aproximando a passos rápidos pelo corredor, sua ira emanando em ondas…

Carol fechou a conexão e mudou a projeção em seu terminal um segundo antes da porta se abrir, e Ellen Luthor invadir seu sacrossanto espaço pessoal, enquanto ela tesminava de estravazar um de seus conhecidos (e temidos) pitis…

  • … imbecil, filho dum gundark, insensível, zowrgard, sem-respeito, como é que ele foi me deixar desmoralizada daquele jeito? Aquele asqueroso, matuto, aborto de Zod, canalha, cachorro, florghead, inconsiderado, nerfherder, demente, filho dum batwitch, ah, mas ele me paga! Eu vou arrancar o couro dele e pregar na parede da minha torre, eu vou cravar meu cristal no ventre dele, arrancar as tripas dele e enforca-lo com elas!! Eu vou pisar com meu salto nas bolas dele, até elas estourarem, e eu vou transformar o cálcio dos dentes dele em enxofre!! – Ellen Luthor amaldiçoou ao vento…

Carol arqueou uma sobrancelha, levemente surpresa. Ela conhecia o gênio ruim da Luthor, tendo ela mesma sido alvo direto dele numa única ocasião, na qual ela oportunamente demonstrou por que ela era chamada de Carol Bin Laden, e a memória daquela ocasião, e a lembrança da orgulhosa Luthor com genuíno temor no olhar ainda lhe trazia um sorriso ao rosto…

  • Que a Força lhe dê a vitória, Ellen Luthor. – Carol saudou – E que traga sofrimento infinito a quem lhe causou ira.

  • Poupe-me das gentilezas, Isaard – Ellen falou – Por que diabos você não estava na cerimônia?

  • Os servos não lhe disseram? – Carol perguntou, sabendo ela a resposta, e o ataque que a mulher a sua frente havia dado por conta disso.

  • Eu não irei receber recados seus por terceiros! – Luthor falou.

  • Então, Milady terá de me desculpar, mas eu estava ocupada e não estava disponível para lhe dar o recado eu mesma. – Isaard devolveu. – Mas Milady não veio aqui simplesmente para me perguntar isso. Quem lhe fez uma desfeita?

  • O Cavaleiro Zodian. – Ellen revelou – Ele simplesmente ignorou nosso compromisso, e tudo que a cavalaria sabre sobre ele é que ele está “ocupado”.

Mary levantou-se de sua cadeira, se dirigindo até onde seus robes estavam, ao mesmo tempo que Luthor retirava os seus véus e robes, jogando-os no canto do sofá onde ela se sentou.

  • Que a Força proíba que alguém ouse estar ocupado para não lhe atender, minha irmã em CHLOIS. – Mary falou, com um tom levemente sarcástico.

  • Poupe-me de seu sarcasmo, Carol. – Ellen falou, e indo direto ao assunto, ela adicionou – Eu vi Amidala sendo empossada como regente. Você falhou.

  • Meus operativos encontraram resistência massiva. – Isaard respondeu.

  • Que resistência? Queen estava do outro lado do planeta na hora que você devia te-la sequestrado. – Ellen falou.

‘Carol fez um gesto com a mão, tornando visível a projeção terminal. Ellen soltou mais uma maldição ao ver a imagem da Imperatriz De-Facto correndo, na companhia de um certo Cavaleiro Imperial Zodian.

  • Este maldito está provando ser mais problema que…oh! – Ellen mudou seu discurso, ao que a imagem mostrou o Zodian com a Naboan nos braços, levantando voo – Eu não sabia que ele podia voar.

  • E ele não podia – Carol informou – não há nada na ficha dele que fizesse menção a nenhum dos poderes que os Zodians podem alcançar, e mesmo assim, eles só o conseguem através de manipulação genética, como as que Guerreiros de Zod se submetem.

Ellen observou os playbacks da escapada de Amidala, com interesse renovada e um sorriso sinistro no rosto:

  • Parece que meu convidado de honra possui mais potencial que eu tinha imaginado… – Luthor falou.

Os olhos da Sacerdotisa Luthor brilharam de forma sinistra, ao que as imagens apresentavam a insuspeita perícia do Cavaleiro Imperial, desviando dos aero-trens no Hypercentro. Carol sorriu, mas por motivos diferentes… ela omitiu as imagens do subnível, onde o Imperial havia salvo à Guarda-costas. Isaard não compartilhava do entusiasmo de Ellen em relação ao Zodian. Ele não podia ser convertido, disso Isaard tinha certeza, e ela não estava disposta a correr riscos desnecessários tentando manipular um fantoche tão instável quanto aquele.

Não, Carol Isaard considerava o Cavaleiro Zodian uma ameaça, com a qual ela lidaria no momento oportuno, mas que no presente momento, iria ser seu instrumento para ensinar sua colega de sacerdócio uma lição que Carol rezava à Força que fosse o suficiente para fazê-la mudar de sua vida hipócrita e se tornar uma CHLOISer merecedora das bençãos que a Força havia confiado à ela… Carol não odiava Ellen, ela a amava, como uma irmã… ela odiava o pecado, a impureza que ela insistia em viver, e ela estava disposta a iluminar sua irmã, mesmo que se fosse a ferro e fogo.

Ellen notou a aura negra em Isaard, que olhou para a Sacerdotisa Luthor com um sorriso que, se não fosse pela habilidade de sentir a Força da Luthor, ela certamente teria considerado um dos mais belos e singelos gestos que sua irmã de sacerdócio tinha lhe oferecido, mas Ellen sabia melhor… Carol Bin Laden Isaard era perigosa, extremamente perigosa, a ponto que, se algum dia os governos galácticos soubessem de pelo menos um quarto de todos os crimes que ela cometeu, ela automaticamente seria o ser mais caçado da galaxia desde Dru Zod. A verdade é que Luthor temia Isaard, e ela reconhecia que somente a extrema arrogância e sede de poder que vinham com o gene Luthor lhe permitiam (ou forçavam) a lidar com ela quase todos os dias…

  • Tudo ocorrerá para a Glória CHLOIS… – Carol falou, sentando-se ao lado da Luthor no sofá. Ela levou suas mãos aos cabelos da outra, e acariciando-os, falou – Eu não estava presente fisicamente, mas eu sentir a Força fluir pelos corredores, Milady. Uma vez mais, você foi inspiradora e soberba

  • Eu estava irritada, eu não fui bem – Ellen falou, mais para forçar a outra à lhe elogiar mais do que para admitir que ela não bem…

  • Sim, você foi, mesmo quando sua cabeça não parece estar em sintonia… – Carol falou, deixando as mechas do cabelo e pousando sua mão no busto de Luthor – Seu coração está sempre em sintonia com a Verdade CHLOIS… minha irmã, minha amada irmã.

Luthor levantou-se, bem mais calma que antes, e falou

  • Obrigada, Carol, por suas palavras de apoio – Ellen falou, num raro momento de humildade. – Eu estou cansada e estafada. Eu vou me retirar agora…

Carol porém segurou a mão dela, e levantou-se também.

  • Não vá ainda… me acompanhe nas termas. – Isaard pediu.

Luthor ponderou por um momento, e então acenou sua cabeça, deixando-se ser conduzida por Isaard para fora do quarto e na direção das termas….

De volta às Montanhas Maranai,, a visão de Mary começou a se dissipar uma vez mais, e ela ergueu a cabeça, que estava levemente e a Grã-Sacerdotisa CHLOIS usou a toalhinha que estava cuidadosamente dobrada em seu colo para limpar as gotas de suor que desciam de sua face. Krayth sorriu, satisfeita que as duas mais importantes peças de seu tabuleiro estavam agindo exatamente como ela havia previsto… Mary Krayth tinha planos grandiosos para a Galáxia, e CHLOIS era o seu instrumento mais afinado na mudança que a Galáxia iria sofrer… agora, ela só tinha de esperar para que as outras peças no seu tabuleiro estivessem no ponto para serem usadas, assim como os amantes que eram a verdadeira alma da Aliança, e um guerreiro refugiado além da Galáxia conhecida, e escondido da memória de todos, menos dela…

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5 Comentários

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5 Respostas para “E-I; C-1; Ato VII-c

  1. Guilherme

    Cada vez melhor a história. Muitos arcos e muitas idéias. Espero que o Império Clois triunfe no fim. Parabéns Vinnie!

  2. Helena

    "Komehini" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkIsso foi hilário!!!Gente, pobre Amidala se o trio ternura colocasse as mãos nela! 🙂

  3. Srtª Lois - Feh

    muitas aventuras nas últimas partes do capítulo, desde Vynn e Lois nos subníveis que agente chega a ficar sem fôlego!e essas três juntas, realmente foi o ponto alto do encerramento – as cobras se reunem! ahahahah!!! :)eu temo Ellen Luthor!

  4. Srtª Lois - Feh

    "os amantes que eram a verdadeira alma da Aliança" – quem são esses "amantes"?voei nessa!

  5. Isaaque

    Uauuu… Mistérios surgindo… Kem será este guerreiro refugiado?? E os amantes??? ANSIOSOOOO kkkk

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