E-1; C-1; Ato II-c

 

[Ato II-c]

[Estaleiros Espaciais – Nar Shaddaa]

A força extrema do vácuo começou a sugar tudo dentro do hangar… as portas de segurança começaram a baixar automaticamente, mas o estrago estava feito, ao que sistemas começarama sobrecarregar, e tudo e todos começaram a a ser puxados…

Ellen Luthor e Vynn Warlock voaram contra a vontade tentando em vão se segurar em algo que os impedisse de serem sugados pelo espaço… O Cavaleiro se agarrou na fuselagem de uma das naves, ainda pesada demais para ser movida por sí só… Ele sentiu alguns destroços baterem as suas costas, e um outro objeto, bem menos rígido, e que soltou um grito ao se chocar com ele… Sem pensar, o Imperial extendeu sua mão, segurando uma mão pequena e macia, de uma certa Sacerdotisa…

Luthor havia tentado se segurar em uma série de cabos, com razoável sucesso, quando ela viu containers eneromes se moverem em sua direção… a Sacerdotisa soltou os cabos, e tentou se agarrar em uma das naves… ela mal notou que alguém já estava agarrado na nave, e ela não conseguiu se segurar… ela gritou ao se chocar contra a pessoa, e viu, em desespero ao que o rombo na fuselagem já não estava tão longe, quando ela sentiu sua mão ser segura, e o seu corpo ser puxado contra a força do vácuo…

A Sacerdotisa olhou chocada para o seu salvador, que era exatamente o homem que ela havia tentado matar, mas isso era apenas parte de seu choque… o choque de Ellen foi ao ver, no esforço dele, claramente doloroso pelo urro de dor que ele deu ao se esticar todo para não perdê-la, que os seus olhos adiquiriram a mesma colocaração amarelada dela, e o que deixou a Sacerdotisa não só chocada, como também confusa, foi ouvir, atrávez da Força, aquelas mesmas palavras que era o centro de seu credo na Força Unificadora, na vóz daquele Cavaleiro:

…Paz é uma mentira…

…Apenas a Paixão importa…

…Pela paixão, Eu ganho Força…

…Pela Força, Eu ganho a Poder…

…Pelo Poder, Eu ganho a Vitória…

…Com a Vitória, minhas correntes são quebradas…

…A Força me Liberta!!”

O olhar dele era determinado, e o Lado Negro emanava na aura dele… Warlock puxou a Sacerdotisa até que ela pudesse se agarrar na fuselagem. Ela fez o que ele esperava dela, e se segurou, ainda sem reação… ela sentiu ao que ele colocou o seu corpo sobre o dela, e logo ouviu alguns grunhidos, ao que ela sentia o corpo dele pressionar o seu um pouco mais, reflexo dos destroços que batiam nas costas dele…

Os dois sentiram ao que os estabilizadores do estaleiro começaram a falhar, e toda a estrutura moveu, incluindo a nave onde eles estavam agarrados… Ela terminaou se chocando com outra nave, e não movendo muito mais, mas uma nova onda de destroços veio na direção deles ao que uma explosão causou uma ruptura na parede entre o hangar e outros decks… Ellen fechou os olhos, encolhendo-se contra o Cavaleiro ao que mais destroços atingiram a nave, e os dois gritaram ao que a nave chacoalhou.

Ellen sentiu o ar se tornar cada vez mais rarefeito, e ela viu, preso na fuselagem, um tanque de oxigênio com respirador que era parte de um traje de gravidade zero… ela tentou alcançar o tanque, mas ela nào tinha forças para pegar o tanque e se manter segura… Foi com grata surpresa que ela viu a mão do Cavaleiro emcobrir a sua, ao que o corpo dele pressionou um pouco mais o dela, no esforço de puxar o tanque para perto dos dois… de imediato, ela colocu o respirador em sua boca, sentindo o oxigênio puro encher seus pulmões…

A Sacerdotisa respirou fundo, e então olhou de relançe para o Cavaleiro, que se mantinha firme em segurar ao tanque e a mantê-la segura… foi automática a reação dela , que prendendo a respiração, levou até a boca dele o respirador, permitindo que ele também respirasse…

Warlock havia agido por reflexo, como ele havia feito em missões de resgate tanta vezes no passado… ele segurou a mão, sem saber a quem pertencia, mas mesmo depois de ver que era a mão da Sacerdotisa CHLOIS que havia tentado lhe matar. Mas isso não lhe impediu de tentar salvá-la… Ele tentou trazê-la para cima, mas a dor em seu corpo lhe impediu, e mesmo com um esforço ele não conseguiu, e quase por instinto ele recorreu ao mesmo método que havia lhe permitido derrotar Isaak… abrindo sua mente para o Lado Negro. Era de causar espanto como Lado Negro era fácil de se invocar, e o poder que ele trazia de forma instantânea era tentador…

O Imperial ignorou o olhar chocado da Sacerdotisa ao que ele a puxou, mas ele mesmo não conseguiu evitar demonstrar seu choque, ao que ela retirou o respirador da boca dela,ofereceu para que ele também respirasse… E apesar da gravidade da situação, e das condições precárias nas quais os dois se encontravam, ele ainda sentiu um discreto gosto de Cranberry deixado pelo batom dela no bocal…

[Enquanto isso em outra parte do Hangar]

Isaak Fel-Ix sentiu sua cabeça doer, ao que ele começou a recobrar à consciência… a última coisa que ele lembrava era do Desgarrado lhe surpreender com uma demonstração de Poder no Lado Negro digna dos melhores momentos dos Luthors… O Guerreiro de Zod lembrou, sentir uma estranha e irônica sensação de orgulho pelo Imperial…

Os ouvidos do General foi bombardeado pelo Caos barulhento, e ele abriu seus olhos, somente para arregalá-los no momento seguinte, ao que sua visão clareou e ele viu o estado de total destruição em que se encontrava o Hangar… ele mesmo estava numa situação não muito melhor.. sua roupa estava em frangalhos, ainda que seus ferimentos todos tenham sido curados por sua fisiologia superior… ele sentiu o ar rarefeito, e notou uma série de coisas:

1- O rombo na fuselagem

2- O nível fora de alinhamento

3 – Ellen Luthor e Warlock se segurando na fuselagem, e o Desgarrado não só tocando a Sacerdotisa, mas ela segurando um respirador na boca dele…

Isaak se livrou sem esforço dos cabos que lhe seguravam, rebatendo sem esforço um container de 300kg que veio em sua direção… ele alçou vôo na direção do Rombo, passando pelos dois outros ocupantes ainda vivos do Hangar… O Guerreiro de Zod olhou rapidamente em busca de algo para tapar o buraco, e vendo as asas de outra nave que tinham tamanho suficiente, ele se concentrou, buscando a sua perfeição…

Centelhas de energia estática começaram correr ao redor do corpo do Filho de Zod ao que ele fechou seus olhos… as centelhas logo se multiplicaram, ao que os seus músculos poderosos ganharam um nivel a mais de rigidêz, a sua pele adiquiriu uma tonalidade levemente bronzeada, e os seus cabelos, negros como a noite, adiquiriram uma forte tonalidade loira…

Isaak sentiu o poder fluir por suas veias, e ele vôou até a nave, arrancando a asa sem o menor esforço, e a levou até o rombo… usando sua rajada de calor, ele soldou a asa à fuselagem, usando sua visão super-humana, selou completamente o Hangar… Com a atmosfera controlada, as reservas de ar começaram a estabilizar o nível de oxigênio, e logo, os estabilizadores começaram a agir, nivelando a estação, e a gravidade artificial, que em meio ao Caos falhou, começando a dar sinais de vida. Isaak olhou satisfeito para o seu trabalho, e moveu na direção dos outros…

Ellen sentiu ao que a gravidade começou a agir, e deixou-se cair, aproveitando o fato de a gravidade ainda estar fraca… ela sentiu ao que o Cavaleiro fez os mesmo, e os dois desceram do topo da asa da nave, indo lentamente em direção ao chão… ela sentiu ao que as mãos do imperial seguraram seus braços pelos ombros, e por reflexo ela o fitou.

Ela encontrou ainda um vestígio de amarelo nos olhos dele, mas o castanho profundo já era predominante. A expressão do Cavaleiro fazia um trabalho quase perfeito de ocultar a sua exaustão, mantendo uma postura serena e indecifrável… O olhar dela deixou os olhos e sem querer, ela fitou os lábios dele, contudo o terror de notar o que ela tinha feito morreu instantâneamente ao notar traços do baton carmim contra a pele branca ao redor dos lábios dele, como um dos palhaços de circo, numa figura pitoresca e cômica…

Vynn notou ao que a Sacerdotisa lhe fitou ao que os dois começaram a descer, e passado o perigo imediato, ele não podia deixar de notar, de tão perto, que a fama de beldade de Ellen Luthor não fazia juz à figura dela… Ele teve de respirar fundo e colocar sua melhor expressão neutra, para não dar bandeira, mas ao que ele viu um sorriso surgir no rosto dela, ele não resistiu reciprocicar com um brando sorriso dos seus…

No primeiro segundo que Ellen viu o sorriso do Cavaleiro, ela encontrou um leve charme nele, mas os dois tocaram os pés no chão no segundo seguinte, e o terror voltou à mente dela, que entendeu o motivo do sorriso dele, e mais ainda o fato de que os dois não estavam sozinhos… e o batom!!!

Warlock observou, curioso, o sorriso da Sacerdotisa se tornar um olhar preocupado e de urgência. Ela pegou o manto dele, e levou a boca do Imperial, tentando limpar o batom dela da boca dele… O Cavaleiro percebeu que tinha algo na boca, e finalmente entendeu de onde veio aquele sabor de cranberry que ele tinha sentido…

Ele segurou a mão dele que tentava limpar as marcas de um crime que nenhum dos dois cometido, quando uma voz grave, e num tom claramente bem-humorado, falou em alto e bom tom:

  • Limpando as marcas da paixão, eu vejo… – Isaak falou, tentando não rir…. muito.

De imediato Luthor se virou para Isaak, e ela abriu a boca no mesmo momento que Warlock, ambos prontos a se defenderem..

  • Não.. – Ellen e Vynn falaram, pararam ao notarem a voz um do outro, e ela virou-se de relançe ao que ele curvou a cabeça para fita-la…

A Sacerdotisa levantou sua mão, num ato típico daqueles que estavam acostumados a comandar e continuou:

  • Não há marcas de paixão nenhuma, General, e qualquer sugestão do contrário sera punida, exemplarmente, fui clara? – Ela falou, num tom carregado de promessas de violência…

Isaak levantou as mãos num gesto psicológico de auto-defesa e falou:

  • Não precisa ficar irritada, Eminência, eu sei que o batom deve ter sido transferido pelo bocal do cilindro… – Isaak foi rápido em se defender, mas seu espírito canalha não pôde deixar por isso mesmo – Mas, dado os sorrisinhos de vocês dois, Zod sabe o que iria acontecer se eu não estivesse aqui…

Ellen fez menção de partir para cima do General, mas foi impedida por Warlock, que a segurou. Isaak se aproximou e falou, ainda canalha:

  • E só pra constar… de nada por ter salvo a sua carcaça sacerdotal, Milady. – Isaak falou..

A Sacerdotisa olhou irada para o Guerreiro de Zod, mas não agiu. Ela notou a mão do Imperial no seu ombro, e se desvencilhou dela de forma rude, colocando entre ela e ele diversos passos… Isaak riu uma vez mais, e colocando a sua mão no ombro do Imperial, falou:

  • Vynn Warlock, você hoje me surpreendeu mais do que em toda a sua vida antes… – Isaak falou, e olhando de relançe para Luthor, ele continuou – E eu tenho de dar a mão à palmatória, qualquer homem que ao invés de tocar a Sacerdotisa e recuar de medo logo em seguida, consegue fazer com que ela recue mereçe meu respeito.

Se o olhar de Ellen pudesse matar (e podia, se ela se concentrasse), Isaak iria cair morto naquele momento. Warlock, contudo, na se abalou, retirando a mão do General de seu ombro, e virando-se de forma a fitar os dois membros do Consórcio:

  • Eu agradeço seu respeito, General, mas o que me importa agora é dar um desfecho à essa situação. – O Cavaleiro falou.

Isaak olhou com seu jeito amoral, fitando Luthor de relançe, e falou:

  • Você obviamente já enviou o que quer que fosse que vc achou de importante aqui de volta ao Império em sua nave, então, você pode confirmar minhas suspeitas e me dizer o que vc sabe uma vez que eu vou saber cedo ou tarde, e pode dá o fora daqui. – Isaak falou

O Cavaleiro olhou em silêncio por um momento, e respondeu:

  • Eu sei que Luthor deu à Princesa Lang acesso à tecnologia Quantum do Consórcio, e que ela fez uso dessa tecnologia em violação do tratado de Nar Hutta. – Warlock falou..

Isaak não se abalou, mantendo sua expressão ao que ele, com a calma de quem já era veterano em virar a mesa da forma mais amoral e sem-vergonha possível:

  • Você deve estar se referindo ao uso-não autorizado por parte da Aliança de nossa tecnologia, e do roubo subsequente dessa tecnologia porum grupo ainda não identificado, fato este reportado e documentado claramente ao conselho de segurança do Parlamento Galáctico – Isaak falou, e saboreando o olhar incrédulo do Cavaleiro, continuou:

  • É uma pena realmente, que a burocracial parlamentar deixou este acontecimento urgente deixar passar, mas eu estou certo que amanhã eles irão dar a atenção devida, e que o Parlamento e seus membros irão agir não só prar recuperar esta perigosa tecnologia, mas também apoiar o Consórcio, as verdadeiras vítimas neste crime. – Isaak falou.

Ellen sorriu com a vitória tática do General, e passou por entre os dois, caminhando até sua a daga, e a arrancando do chão… Os olhares dos dois Zodians seguiram as curvas generosas da Sacerdotisa, que se curvou para recuperar sua arma, e então virou-se, visivelmente ciente dos olhares dirigido à ela. Warlock logo virou o rosto, tendo a decência de ficar corado, mas Isaak continuou apreciando o espetáculo.

Luthor caminhou de volta, falando:

  • Agora que o mal-entendido foi resolvido, eu devo retornar à Nar Hutta. – A Sacerdotisa falou.

Ao passar pelos dois, porém, ela sentiu uma mão segurar a dela, e ela imediatamente olhou para a mão ofensora, que pertencia à Warlock. Ela o fitou, sua expressão sendo um mixto de desdém e curiosidade:

  • Ainda não, Milady. – Vynn falou – Nós ainda temos o assunto dos atentados à tratar.

Ellen soltou a mão dela da dele, de forma bem menos rude que antes, e com sua melhor expressão política, ela falou, com um sorriso sombrio e charmoso:

  • Ahh, sim, claro… eu devo lhe agradecer, Sir Warlock não só por desvendar o plano sinistro de um grupo isolado de desviados que não só usaram de violência para matar inocentes de nossa religião irmã, mas que também tentaram sequestrar uma das líderes da sua própria religião, por que ela iria se pronunciar publicamente em suporte das vítimas e repúdio dos atentados. – Ellen falou.

Isaak mal conteve à risada diante da façe chocada do Cavaleiro, ao que a Sacerdotisa produziu de suas vestes um holopad, e falou:

  • Infelizmente, todos eles foram mortos durante o meu resgate, mas felizmente há provas coletadas mais que suficientes para incriminá-los.. – Ellen falou, dando o holocon para o Imperial.

Warlock recebeu o holocon mas segurou na mão dela, falando:

  • Isto ainda não está acabado. – Ele à advertiu…

  • Não, não acabou, mas nós estamos indo agora mesmo assim – A voz de Jimmy Olsen soou pelo hangar.

Os três viram o grão-Mestre da cavalaria se aproximar, com o mesmo modelo de armadura de Vynn. O Imperial curvou-se respeitosamente, e como ele Isaak e Ellen, fizeram o mesmo a um dos mais ilustres personagens da galáxia.

  • E obviamente, que com a revelação do roubo da tecnologia, será revelado também o fato de que o Consórcio deu, em segredo ao Cavaleiro Warlock, por conta de seu background Zodian, a autoridade para investigar totalmente o crime. – Olsen falou.

  • Claro que sim, Lorde Olsen. – Isaak falou

  • E obviamente, Vossa Eminência irá incluir em sua declaração de repúdio uma nota de agradecimento ao mesmo cavaleiro por seu resgate. – Olsen continuou, se referindo à Ellen

A Sacerdotisa curvou-se uma vez mais, e falou:

  • Não só isso,mas Sir Warlock será meu convidado de honra para um culto em honra das vítimas – A Sacerdotisa falou, com a expressão mais deslavada do mundo.

Olsen olhou levemente satisfeito e falou:

  • Muito bem. Sir Vynn, nós somos esperados em Coruscant. – Olsen falou.

Warlock passou por Ellen e Isaak, olhando de relançe para os dois, e usando a Força pasa clamar o seu saber que estava muito convenientemente no cinto do General…

  • Talvez na próxima, Isaak. – Warlock falou, no mesmo tom canalha…

Os dois cavaleiros seguiram apressados para a nave, em silêncio. Ao que Jimmy desatracou do estaleiro e programou o hyperdrive, ele olhou para Warlock, que falou:

  • Poupe-me do sermão, mestre. Nós temos problemas muito mais urgentes e perigosos que minhas ações. – Vynn falou – Você recebeu a transmissão?

  • Sim, recebi, e retransmiti para Coruscant, e sim, nós temos problemas, mas você terá de responder ao conselho por suas ações… – Jimmy falou – Eu não vou lhe acobertar desta vez.

  • Eu não espero por isso. – Vynn respondeu.

Olsen balançou a cabeça em negativa, decidindo que não valia à pena ganhar uma dor de cabeça dando um sermão, quando Wayne e Queen certament estavam anciosos para ter as honras…

Ele olhou de relançe para seu acólito,e notou algo que ele não havia visto antes:

  • Isso é batom na sua boca? – olsen perguntou..

FIM DO ATO II

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